Band Paraná

Requião Filho confirma pré-candidatura, ataca Moro e pressiona Ratinho

Deputado diz que adversário tem “discurso vazio e de ódio”

João Marcelo
JOÃO MARCELO

08/04/2026 • 18:25 • Atualizado em 08/04/2026 • 18:25

Requião Filho confirma pré-candidatura

Requião Filho confirma pré-candidatura

Foto: Band Paraná

O deputado estadual Requião Filho (PDT) confirmou a pré-candidatura ao governo do Paraná e afirmou que conta com o apoio declarado do PT na disputa pelo Palácio Iguaçu, em movimento que redesenha o tabuleiro político no estado.

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Pré-candidatura e alianças

O parlamentar avaliou que encerra um ciclo na Assembleia Legislativa e que a corrida ao Executivo estadual é o próximo passo natural de sua trajetória.

"Tenho orgulho do meu trabalho aqui na Assembleia, tenho a sensação de dever cumprido aqui na Assembleia, mas hoje o caminho é a pré-candidatura ao governo do estado e a apresentação desse programa. Não tenho outro caminho", declarou.

Segundo Requião Filho, a campanha busca agregar siglas que se identifiquem com a pauta social defendida por seu grupo político.

"Os partidos que querem devolver o Paraná aos paranaenses e cuidar de pessoas, gente cuidando de gente, têm espaço para conversar conosco", afirmou.

Pesquisas de intenção de voto indicam que ele aparece em segundo lugar na corrida pelo governo. No cenário atual, o senador Sergio Moro surge como principal adversário. Nesta semana, o ex-juiz da Lava Jato disse à imprensa que o objetivo é fazer votos recordes no Paraná para Flávio Bolsonaro, apresentado como pré-candidato do PL à Presidência da República.

Críticas a Sergio Moro e Ratinho Junior

Requião Filho criticou o discurso do senador ao comentar a disputa estadual.

"Se você pergunta pro Moro sobre propostas de educação, ou de saúde e segurança, é combate à corrupção e contra o PT. Isso não são propostas. Esse é um discurso vazio e de ódio de alguém que claramente não conhece o estado do Paraná", afirmou.

O deputado também comentou a demora do governador Ratinho Junior (PSD) em indicar um nome de seu partido para a sucessão no Palácio Iguaçu. Para ele, o atual governador já não consegue esvaziar a candidatura de outros adversários como fez no passado.

"Ele sempre conseguiu comprar apoio, comprar partidos e fazer com que partidos deixassem de lançar candidatos", disse.

Na avaliação de Requião Filho, a dificuldade atual do grupo governista em consolidar uma candidatura expõe fragilidades políticas.

"Agora que teve que construir, que precisou mostrar decisão, firmeza, maturidade política, ele não consegue decidir", criticou.

Polarização nacional e apoio a Lula

Em nível nacional, Requião Filho criticou o que chamou de tentativa de polarização eleitoral e o uso de discurso de ódio por alguns candidatos, sem debate consistente sobre temas como saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento econômico. O grupo de Requião deve atuar como um dos principais cabos eleitorais do ex-presidente Lula no estado.

O deputado disse não concordar com a polarização como método de discussão política, mas defendeu o apoio ao petista ao comparar a situação atual com períodos anteriores.

"Eu não gosto da polarização como maneira de discutir política e entendo que muita gente tenha ressalvas em relação ao PT e ao Lula. Mas, hoje, a vida está melhor do que ontem, isso é inegável", concluiu.

Entrevista completa

Troca partidária e avanço do PL no estado

Enquanto a sucessão estadual segue em aberto, o PL, partido de Sergio Moro, ampliou sua presença na Assembleia Legislativa. Nesta semana, sete deputados estaduais se filiaram à legenda, que passou a ser a segunda maior bancada da Casa, com doze cadeiras. Os parlamentares, que integram a base governista, aproveitaram a janela partidária para fazer a mudança.

Para Requião Filho, o movimento reforça práticas que ele considera nocivas à política paranaense.

"Quando a gente vê essa troca partidária fisiológica, procurando um caminho mais fácil, uma legenda mais leve ou deixando de apoiar um grupo ao qual ele estava umbilicalmente ligado, mostra que a política no Paraná ainda é feita com muita fisiologia e isso precisa mudar", afirmou.

Na Câmara dos Deputados, o PL também ampliou a bancada paranaense com a filiação de três deputados federais. Entre eles está o deputado federal Sargento Fahur, que deixou o PSD, sigla de Gilberto Kassab e do governador Ratinho Junior.

"Me identifico muito mais com as orientações, com o que o PL defende, do que com o que o PSD atualmente está defendendo. O PSD me tratou muito bem enquanto estive nas fileiras desse partido, mas chegou o momento, a convite de inúmeros amigos, deputados federais do PL, chegou o momento da troca tão esperada pelo meu eleitor, pelo meu apoiador", justificou Fahur.

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