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Seca recua no Norte e avança no Sul do Paraná, aponta relatório

Chuvas acima da média favorecem redução da seca em parte do Estado, diz Simepar

Da redação
DA REDAÇÃO

20/01/2026 • 09:48 • Atualizado em 20/01/2026 • 09:48

Seca recua no Norte e avança no Sul do Paraná, aponta ANA

Seca recua no Norte e avança no Sul do Paraná, aponta ANA

Foto: Simepar

O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas indica que a seca recuou no Norte e no Noroeste do Paraná e avançou no Sul e no Sudoeste do Estado. O mapa foi publicado neste mês e tem como base dados analisados nos últimos 30 dias.

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O estudo é realizado em parceria com institutos de todo o Brasil e, no período mais recente, foi coordenado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná.

Evolução da seca ao longo dos meses

Em setembro, houve avanço das secas fraca, moderada e grave no Norte do Paraná, principalmente em cidades próximas à divisa com o estado de São Paulo. Em outubro, a seca seguiu avançando pelo Estado e, em novembro, começou a recuar.

O mapa de dezembro aponta avanço da seca fraca no Extremo Sul e no Sudoeste do Paraná, na divisa com Santa Catarina. Segundo o Simepar, nessas regiões as chuvas foram irregulares e ficaram abaixo da média histórica nos últimos meses.

“Nestas regiões, nos últimos meses, as chuvas foram irregulares e ficaram abaixo da média histórica, contribuindo para o retorno da seca”, explica o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.

Chuvas acima da média em parte do Estado

Das 44 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, 19 registraram volume de chuva abaixo da média em dezembro. Outras 25 tiveram chuva acima da média.

O maior acumulado foi registrado em Guaíra, com 517,2 milímetros, contra uma média histórica de 175,1 milímetros. O volume é o maior desde dezembro de 2020, quando a cidade chegou a 532,2 milímetros no mês.

Cambará teve o segundo maior acumulado de chuva em dezembro de 2025, com 407,2 milímetros. A média histórica no município é de 144,9 milímetros. Segundo o Simepar, é o maior volume mensal desde a instalação da estação meteorológica em julho de 1997.

Redução da seca no Norte e Noroeste

Segundo Reinaldo Kneib, as chuvas acima da média no Centro Norte e principalmente no Noroeste do Paraná, ainda durante a primavera, favoreceram a redução da seca fraca no fim de 2025.

“Praticamente todo o Noroeste está sem seca relativa, enquanto que no Norte e Norte Pioneiro houve o recuo de pelo menos uma categoria”, ressalta.

No Norte, a seca passou de moderada para fraca. Em cidades como Jacarezinho e Cambará, houve recuo da seca grave para a seca moderada.

O norte dos Campos Gerais, a parte norte do Litoral e o Norte Pioneiro seguem com seca moderada. No restante da faixa Leste, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba, permanece o registro de seca fraca.

Situação no Brasil

Nenhuma região brasileira registra, no momento, seca excepcional, segundo o Monitor de Secas.

A única região com registro de seca extrema no mapa de dezembro é o Nordeste, atingindo partes da Bahia, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Há seca moderada em praticamente todo o Sudeste, parte do Centro-Oeste e no Tocantins. Nos demais estados do Norte, há poucos registros de seca fraca.

O Rio Grande do Sul é o único estado sem qualquer registro de seca nesta atualização.

Como funciona o Monitor de Secas

O Monitor de Secas iniciou em 2014, com foco no semiárido brasileiro, que enfrentava desde 2012 a seca mais grave dos últimos 100 anos.

Desde 2017, a Agência Nacional de Águas articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar realiza mensalmente a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados de precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e evapotranspiração.

A cada três meses, o Simepar também coordena a elaboração do mapa completo, como ocorreu na atualização de dezembro.