O Arquivo Público de Curitiba guarda parte essencial da história da cidade em mais de 80 mil caixas de documentos e 14 mil microfilmes.
Entre o material preservado estão alvarás antigos, registros públicos, fotos e o livro mais antigo do acervo, de 1797, que registra os primeiros terrenos da capital paranaense.
Preservar esse material, parte dele escrita à mão no período colonial, é um desafio. Muitos documentos são frágeis e exigem cuidados especiais no processo de digitalização.
Invenção feita dentro do Arquivo Público
Para resolver o problema, o servidor Fábio Adriano Pessini, do setor de tecnologia, desenvolveu um scanner artesanal que permite digitalizar documentos grandes e sensíveis, como mapas antigos, sem risco de danificá-los.
Ele reaproveitou uma máquina da década de 1960, trocou o tablado de madeira por vidro, instalou iluminação superior e uma câmera fotográfica adaptada. Até o macaco de um carro foi usado para ajustar a altura do equipamento, garantindo precisão e segurança durante a captura das imagens.
Economia e eficiência
Segundo o servidor, um scanner de grande porte custaria cerca de R$ 500 mil e nem sempre atenderia às dimensões dos documentos.A solução construída não gerou custos aos cofres públicos, utilizando materiais que já estavam no próprio acervo.
A criatividade rendeu a Pessini o apelido de “Professor Pardal” entre os colegas. Além do novo equipamento, ele também restaurou máquinas antigas que hoje auxiliam no processo de catalogação digital dos arquivos.
Preservação e digitalização da história
De acordo com o gerente do acervo, Kelton Sabatke, parte dos documentos já está digitalizada, enquanto outra precisa ser mantida em formato original por valor histórico.O scanner desenvolvido dentro da própria instituição é um exemplo de inovação e preservação, que reforça o compromisso da cidade com a memória e o patrimônio público.
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