O Corpo de Bombeiros realizou um simulado da campanha "Prevenir é salvar" para mostrar, na prática, como agir em casos de afogamento e orientar banhistas sobre medidas de prevenção em rios, praias e piscinas.
O exercício reproduziu uma situação real de vítima em perigo na água e o passo a passo do atendimento, desde o acionamento da equipe de resgate até os primeiros cuidados fora da água.
Simulado alerta para riscos
No treinamento, bombeiros demonstraram que o primeiro gesto é manter a calma e ligar para o telefone 193, informando com precisão o local e o que está acontecendo. A corporação alerta que, na maioria das vezes, quem tenta salvar alguém sem preparo também se torna vítima.
Por isso, a orientação é evitar entrar na água em áreas profundas ou com correnteza. Sempre que possível, quem presencia o afogamento deve oferecer à vítima um objeto flutuante, como boia, colete ou até mesmo uma garrafa pet, e buscar ajuda especializada.
Como agir ao presenciar um afogamento
Segundo o Corpo de Bombeiros, algumas atitudes rápidas podem ser decisivas para salvar vidas. Entre elas estão manter o contato visual com a vítima, chamar outras pessoas por perto para auxiliar e jamais perder de vista o ponto onde ela foi vista pela última vez.
A recomendação é utilizar cordas, bastões, pranchas ou qualquer objeto que permita alcançar a pessoa sem que o socorrista precise se lançar na água. Apenas profissionais treinados ou guarda-vidas devem fazer o resgate direto, especialmente em mar aberto ou águas agitadas.
Após o resgate, é importante manter a vítima aquecida e em posição confortável, observando se ela respira normalmente. Em caso de inconsciência, a orientação é acionar também o serviço de emergência médica e seguir as instruções passadas por telefone.
Prevenção começa antes do mergulho
A campanha "Prevenir é salvar" reforça que a melhor forma de evitar afogamentos é adotar cuidados simples no dia a dia. Entre eles estão não consumir bebida alcoólica antes de entrar na água, respeitar placas de proibição e as bandeiras colocadas pelos guarda-vidas.
O Corpo de Bombeiros destaca ainda a necessidade de supervisão constante de crianças em piscinas, represas e praias. Flutuadores infláveis, como boias de braço, não substituem coletes salva-vidas, e qualquer distração de poucos segundos pode ser suficiente para um acidente grave.
Para a corporação, informação e atenção são as principais aliadas da população. Ao reforçar o lema "Prevenir é salvar", os bombeiros pretendem reduzir o número de ocorrências e lembrar que segurança deve ser prioridade em qualquer atividade aquática.
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