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Supercélulas explicam tempestades mais intensas da primavera no Paraná

Sistemas atmosféricos como supercélulas e microexplosões provocam granizo, ventos fortes e chuva intensa no estado.

Da redação
DA REDAÇÃO

05/11/2025 • 16:48 • Atualizado em 05/11/2025 • 16:48

Tornados, supercélulas ou microexplosões: Simepar explica fenômenos na primavera

Tornados, supercélulas ou microexplosões: Simepar explica fenômenos na primavera

Foto: Leonardo Furlan/Simepar

A primavera marca o período de maior ocorrência de tempestades intensas no Paraná. Segundo o Simepar, diferentes sistemas meteorológicos são responsáveis pela formação das chuvas e definem fatores como o volume, a duração, o risco de granizo, as rajadas de vento e a quantidade de descargas elétricas.

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Entre esses sistemas, estão as supercélulas, tempestades severas que se formam em ambientes com forte instabilidade e alto cisalhamento do vento, ou seja, variação na velocidade em diferentes níveis da atmosfera.

Como se formam as supercélulas

De acordo com o meteorologista Diulio Patrick, do Simepar, as supercélulas possuem uma corrente de ar ascendente em espiral chamada mesociclone, que gira dentro da nuvem e pode durar por horas.

“O forte cisalhamento do vento nos baixos e médios níveis permite que as correntes ascendente e descendente permaneçam separadas, aumentando a longevidade da tempestade”, explica.

Essas formações podem durar até seis horas e percorrer dezenas de quilômetros, produzindo fenômenos severos como granizo de grande tamanho, rajadas intensas de vento, downbursts (microexplosões) e alta atividade elétrica.

Fenômenos registrados no Paraná

O início de novembro trouxe exemplos desse tipo de tempestade. Entre o Centro-Oeste e o Norte do estado, houve registros de granizo em Cianorte, Jandaia do Sul, Entre Rios do Oeste e Juranda. Em Cornélio Procópio e Santo Antônio da Platina, rajadas de vento superaram os 90 km/h.

Segundo o meteorologista Leonardo Furlan, as condições atmosféricas favoreceram a formação de áreas de baixa pressão e ventos intensos em altitude. “Em algumas regiões as ocorrências foram associadas a supercélulas e microexplosões, num ambiente com grande instabilidade”, afirma.

Nem toda supercélula gera tornados

Nem todas as supercélulas resultam em tornados, mas os mais intensos geralmente se formam dentro delas. “Trata-se de uma coluna de ar em rotação que se estende da base da nuvem até o solo, com ventos extremamente fortes ao redor do centro do vórtice”, explica Diulio.

A confirmação de um tornado depende da análise de imagens aéreas e de radar, cruzando dados sobre a estrutura da tempestade e os danos no solo. Os fenômenos são classificados pela Escala Fujita, que mede a intensidade das rajadas de vento e dos prejuízos.

Já as microexplosões ocorrem quando correntes descendentes de ar frio atingem o solo em alta velocidade, causando danos divergentes e de curta duração — geralmente inferiores a cinco minutos.

Alertas e prevenção

Quando há previsão de tempestades severas, o Simepar emite boletins meteorológicos e a Defesa Civil do Paraná alerta a população por meio de mapas coloridos, que indicam o nível de risco:🟡 Observação – risco baixo de tempestades;🟠 Atenção – risco moderado;🔴 Alerta – risco alto;🟣 Alerta máximo – risco extremo.

Os alertas podem ser consultados em defesacivil.pr.gov.br/alertas-vigentes.Quem quiser receber notificações diretamente no celular pode enviar um SMS com o CEP para o número 40199. A partir daí, o morador passa a receber alertas automáticos sobre riscos de temporais em sua região.