
Suspeito de sequestro e tortura morre em confronto com forças especiais
Foto: Colaboração Marcel Mercúrio
Um homem suspeito de envolvimento no sequestro e morte de Lucas Joaquim, de 27 anos, morreu em confronto com a polícia na noite desta terça-feira (11), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
Foi uma ação conjunta das equipes de inteligência da Rone e do CME, Comando de Missões Especiais.
O tiroteio aconteceu durante o cumprimento de uma operação na Rua Sílvio Cantele, no bairro Arvoredo, onde os policiais localizaram uma residência usada como “casa cofre” — local onde estariam escondidos os criminosos, armamentos e o veículo usado no crime. Moradores flagram a perseguição e postaram nas redes sociais.
Suspeito reagiu à abordagem e morreu no local
Segundo informações do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRone), o suspeito reagiu à abordagem e atirou contra os policiais, que revidaram.Ele foi atingido e chegou a receber atendimento do Siate, mas morreu ainda no local.
Durante a ação, as equipes apreenderam uma caminhonete Toyota Hilux SW4, com placas clonadas e alerta de roubo em Santa Catarina, além de uma pistola, um carregador alongado, um capacete tático e cerca de 1 quilo de crack.
Investigações seguem com apoio da Polícia Civil
A operação foi resultado de trabalho de inteligência das equipes Rone, CME e AESI CIOC, que monitoravam os suspeitos desde o dia do crime.
O Boletim de Ocorrência segue em andamento no BPRone, e a Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia na residência.
As investigações continuam para identificar os demais envolvidos e esclarecer o papel de cada um na morte de Lucas Joaquim, de 27 anos, que foi sequestrado, torturado e executado por criminosos que usavam fardas falsas do Gaeco.
Caso ganhou repercussão após imagens do crime
O homem morto seria um dos envolvidos no sequestro e tortura de Lucas Joaquim, crime que ganhou repercussão após imagens de falsos agentes do Gaeco circularem nas redes sociais.
Câmeras de segurança mostraram o momento em que os criminosos chegaram à casa da vítima, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, vestindo uniformes táticos e coletes balísticos.
Lucas foi torturado e morto, e seu corpo foi encontrado no dia seguinte com sinais de espancamento.
Polícia investiga ligação com organização criminosa
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) apura se o grupo usava fardas falsas para praticar sequestros e execuções e se há ligação com organizações criminosas que atuam na capital e na região metropolitana.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) .
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