
Posto fica destruído após temporal em Campina Grande do Sul
Foto: Interativa Rádio e TV
Uma tempestade destruiu a estrutura de um posto de molas e de uma autoelétrica às margens da rodovia Régis Bittencourt (BR-116), no km 48, no bairro Terra Boa, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, na tarde desta terça-feira (17). Ninguém ficou ferido.
Estrutura desaba sobre carro na BR-116
Segundo a Rádio e TV Interativa, a cobertura metálica e parte da estrutura de concreto do estabelecimento cederam durante a chuva forte. A área atingida ficava em frente ao prédio, onde veículos costumam estacionar para atendimento.
Um carro que havia parado no pátio para se proteger da chuva teve a lataria atingida pela estrutura que desabou. Apesar do susto, nenhum ocupante se feriu e não houve registro de vítimas no local.
A tempestade atingiu a região de Campina Grande do Sul no meio da tarde, em meio a um cenário de instabilidade que já provocava chuva forte em diferentes pontos do Paraná.
Volume de chuva impressiona em Campina Grande do Sul
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação de Campina Grande do Sul - Capivari registrou 55,4 milímetros de chuva até 18h30 desta terça-feira (17). Desse total, 21,2 mm e 24,2 mm caíram em dois períodos de apenas 15 minutos cada.
O Simepar informou que não possui medição específica das rajadas de vento nessa região, mas destacou que um alto volume de chuva atingiu o município em curto espaço de tempo, condição típica dos temporais que avançaram pelo estado.
Simepar descarta tornado e aponta microexplosão em Campina Grande do Sul
As equipes do Simepar analisam imagens de radar, satélite e sensores de raios sobre Campina Grande do Sul e não identificam qualquer indício de vento em rotação que indique a formação de tornado. Segundo a avaliação técnica, a menos que surja um vídeo mais detalhado que comprove um movimento rotacional muito localizado, não captado pelos equipamentos, a impressão até o momento é de que o fenômeno foi um downburst, também conhecido como microexplosão.
O que é uma microexplosão?
De acordo com o Simepar, trata-se de uma coluna de ar frio que desce de forma muito rápida da nuvem de tempestade em direção ao solo. Diferente do tornado, esse tipo de fenômeno não tem rotação. O impacto ocorre quando essa massa de ar atinge o chão e se espalha com força, provocando rajadas intensas de vento em linha reta.
Temporais atingem outras cidades do Paraná
Outras cidades paranaenses também registraram acumulados significativos de precipitação ao longo do dia, segundo o Simepar, com volumes acima de 10 mm em diferentes regiões do estado.
Veja os principais acumulados até 18h30 desta terça-feira (17):
- Campina Grande do Sul - Capivari: 55,4 mm
- Bocaiuva do Sul: 23,2 mm
- Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 26,6 mm
- Guarapuava - Aurora (ELEJOR): 14,4 mm
- Guarapuava (ELEJOR): 29,6 mm
- Jaguariaiva: 20,2 mm
- Ponta Grossa: 29,2 mm
- Ponta Grossa (Maua): 26,8 mm
- Porto Amazonas: 22 mm
- Telêmaco Borba: 48,6 mm
- Ventania (INMET): 13,4 mm
- Pontal do Paraná - Pontal do Sul: 10,8 mm
- Paranaguá: 19 mm
- Paranaguá - BR 277 km 10 (EPR): 23,8 mm
- Paranaguá - Floresta do Palmito: 43,4 mm
- Paranaguá - Morro Inglês: 31,4 mm
- Paranaguá - Posto Polícia Alexandra: 40,2 mm
- Morretes - Floresta: 28,4 mm
- Morretes (INMET): 36,2 mm
- Morretes - Sambaqui: 31,8 mm
- Guaratuba: 20 mm
- Matinhos: 15,2 mm
- Foz do Jordão: 13 mm
- Mangueirinha: 17,2 mm
- General Carneiro: 25,4 mm
- General Carneiro - Jangada: 13,4 mm
- Distrito de Horizonte, em Palmas: 10,2 mm
- Porto Vitória: 17,4 mm
- União da Vitória: 23,2 mm
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