
Simepar registra milhares de raios no litoral do Paraná neste domingo, 18. Maioria ocorre dentro das nuvens e explica relâmpagos constantes no céu.
Foto: Canva
A tempestade que atua sobre o litoral do Paraná neste domingo, 18, gera milhares de descargas elétricas ao longo do dia. Dados do Simepar mostram grande volume de raios tanto entre nuvens quanto entre nuvem e solo, no período entre 0h e 22h.
Os números ajudam a explicar os relâmpagos constantes observados no céu em cidades do litoral e também visíveis a longa distância, inclusive a partir da Região Metropolitana de Curitiba.
Raios entre nuvem e solo
As descargas do tipo nuvem-solo, que são aquelas que efetivamente atingem o chão, somam milhares de ocorrências no litoral.
Guaraqueçaba lidera os registros, com 619 raios. Na sequência aparecem Antonina, com 549, e Paranaguá, com 545. Morretes contabiliza 143 descargas, enquanto Pontal do Paraná registra 93. Guaratuba soma 55 ocorrências e Matinhos, 12.
Descargas intranuvem
Além dos raios que atingem o solo, o Simepar também registra grande quantidade de descargas intranuvem, que ocorrem dentro das próprias nuvens de tempestade.
Antonina aparece com o maior número, com 1.442 descargas intranuvem. Em seguida estão Guaraqueçaba, com 1.165, Guaratuba, com 416, e Paranaguá, com 386. Morretes registra 105 ocorrências, Pontal do Paraná, 35, e Matinhos, 22.
O que são raios intranuvem
Raios intranuvem são descargas elétricas que acontecem no interior da nuvem de tempestade ou entre nuvens diferentes. Elas não atingem o solo, mas produzem os clarões no céu conhecidos como relâmpagos.
Já os raios nuvem-solo são as descargas que partem da nuvem e chegam até o chão. São esses os mais perigosos, pois podem provocar quedas de energia, incêndios, danos em estruturas e risco direto à população.
Por que houve tantos relâmpagos
A grande quantidade de descargas intranuvem registrada neste domingo explica por que os relâmpagos chamaram tanta atenção, mesmo em locais onde a chuva foi fraca ou inexistente.
Nuvens de tempestade apresentam intensa atividade elétrica no verão, quando há combinação de calor, umidade elevada e instabilidade atmosférica. Nessas condições, é comum que a maior parte das descargas ocorra dentro das nuvens, gerando muitos clarões no céu sem que todos os raios atinjam o solo.
Segundo o Simepar, esse comportamento é típico de tempestades de verão e está dentro do padrão esperado para sistemas convectivos que atuam sobre o litoral e a Serra do Mar.
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