Band Paraná

Temporal alaga viaduto, derruba árvore e causa acidente em Curitiba

Veja os estragos causados pela chuva em Curitiba e RMC nesta quinta-feira

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

29/01/2026 • 09:29 • Atualizado em 29/01/2026 • 09:29

Queda de árvore e poste no Campo Comprido

Queda de árvore e poste no Campo Comprido

Foto: Band Paraná

Um temporal atingiu Curitiba e cidades da Região Metropolitana na madrugada desta quinta-feira (29), provocando alagamentos, queda de árvore com poste derrubado, semáforos apagados e um acidente entre dois carros, sem registro de vítimas.

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Semáforos apagados e acidente sem vítimas

A chuva forte afetou o funcionamento de vários cruzamentos importantes da capital. Em pelo menos dois deles, técnicos atuaram durante a madrugada para restabelecer o sistema de sinalização.

No cruzamento das avenidas Presidente Arthur da Silva Bernardes e Iguaçu, onde o semáforo apagou, dois veículos bateram, mas ninguém se feriu. Equipes técnicas trabalharam no local para normalizar o equipamento.

Também registraram problemas de sinalização os seguintes pontos:

  • Avenida Fernando de Noronha com as ruas Ary Pinho e Luiz Leão Fonseca – semáforos apagados;
  • Avenida Paraná com a Rua Lodovico Geronazzo – semáforos apagados;
  • Rua Ostoja Roguski com Avenida Lothário Meissner – semáforos apagados;
  • Avenida Silva Jardim com Rua Teixeira Soares – sinalização em alerta;
  • Avenida Manoel Ribas com Rua Ângelo D. Durigan – semáforos apagados, com técnico no local.

As autoridades de trânsito recomendam atenção redobrada a motoristas e pedestres em cruzamentos com sinalização comprometida, sobretudo nas primeiras horas da manhã, quando o fluxo aumenta.

Árvore derruba poste e viaduto vira “rio”

Na Rua Eduardo Sprada, nas proximidades do número 2500, uma árvore caiu com a força do vento e da chuva, derrubando junto um poste e um transformador de energia. A via foi totalmente bloqueada, e equipes foram acionadas para a remoção dos destroços e avaliação da rede elétrica.

Outro ponto crítico foi o viaduto do Sabará, já conhecido por alagamentos em dias de chuva intensa. O grande volume de água transformou o local em um verdadeiro rio, deixando o trânsito caótico na região e dificultando a passagem de veículos.

Motoristas que precisaram cruzar o viaduto enfrentaram lentidão e tiveram de redobrar a atenção por causa dos pontos de acúmulo de água.

Volumes de chuva na Grande Curitiba e Campos Gerais

Medições feitas após a meia-noite mostram que o temporal não se concentrou apenas na capital. Cidades da Região Metropolitana de Curitiba registraram acumulados elevados em poucas horas.

  • Araucária (IAT): 61,2 mm;
  • Araucária – Passaúna (SANEPAR): 73,8 mm;
  • Balsa Nova (IAT): 58,6 mm;
  • Fazenda Rio Grande: 30,6 mm;
  • Lapa: 20,8 mm;
  • Ponta Grossa (SANEPAR): 22,0 mm;
  • Umuarama: 23,6 mm.

Os dados indicam que, em algumas áreas, choveu em poucas horas o equivalente a boa parte da média esperada para vários dias, o que ajuda a explicar a quantidade de transtornos registrados durante a madrugada.

Chuva irregular dentro de Curitiba

Em Curitiba, a distribuição da chuva foi bastante desigual. A estação do Simepar no Jardim das Américas registrou apenas precipitação fraca, mas outras estações espalhadas pela cidade apontaram volumes muito mais altos.

De acordo com as estações da Prefeitura, alguns dos maiores acumulados foram:

  • Portão: 63,4 mm;
  • Bairro Novo: 56,2 mm;
  • CIC: 55,6 mm;
  • Pinheirinho: 43,0 mm;
  • Centro: 35,4 mm;
  • Caximba: 35,1 mm;
  • Tatuquara: 31,4 mm;
  • Alto da XV: 29,2 mm.

Outros bairros tiveram chuva moderada ou fraca, como Boa Vista (15,8 mm), Cajuru (14,4 mm) e Santa Felicidade (16,8 mm), reforçando o caráter localizado do temporal.

Dados do CEMADEN reforçam contraste

Pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), medidos até as 7h, também mostram grande variação de acumulados entre diferentes bairros de Curitiba e municípios vizinhos.

  • Curitiba – Umbará: 55,0 mm;
  • Curitiba – Vista Alegre: 44,4 mm;
  • Curitiba – Novo Mundo: 36,6 mm;
  • Curitiba – Santa Felicidade: 17,2 mm;
  • Curitiba – Butiatuvinha: 16,4 mm;
  • Curitiba – Atuba: 15,4 mm;
  • Araucária – Centro: 28,8 mm;
  • Campo Largo – Vila Andreas: 24,6 mm;
  • Campo Largo – Vila Bancária: 24,0 mm;
  • São José dos Pinhais – São Marcos: 44,7 mm.

Os números apontam que bairros do sul e sudoeste da capital, além de áreas de São José dos Pinhais e Araucária, ficaram entre os mais atingidos pela chuva forte durante a madrugada.

Situação no restante do Paraná

Um relatório de chuva acumulada em 24 horas, referente à terça-feira (28/01/2026), com dados do Simepar e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), mostra um cenário bem diferente em outras regiões do Paraná.

Segundo o documento, grande parte do estado não registrou chuva ou teve volumes muito baixos, com diversos municípios marcando 0,0 mm ao longo do dia. As maiores precipitações se concentraram nos Campos Gerais, no Centro-Sul e em parte do interior.

Entre os maiores acumulados de terça-feira, o relatório destaca:

  • Guarapuava – Entre Rios: 39,4 mm;
  • Guarapuava: 28,0 mm;
  • Ponta Grossa: 22,0 mm;
  • Telêmaco Borba: 21,6 mm;
  • General Carneiro (INMET): 16,6 mm;
  • Guaíra: 16,0 mm;
  • Foz do Iguaçu: 1,2 mm;
  • Maringá: 7,6 mm;
  • Londrina: 2,8 mm;
  • Toledo: 10,6 mm.