
Prisão aconteceu em Piraquara na RMC
Foto: Arquivo redes socias
A Polícia Civil do Paraná cumpriu mandado de prisão condenatória contra a influenciadora Camila Marodim, 30 anos, conhecida nacionalmente pelo apelido de 'Trafigata', em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Ela recebeu pena de 8 anos e 5 meses de reclusão pelo crime de tráfico de drogas, em processo que já teve condenação transitada em julgado.
De acordo com a corporação, a ordem partiu da Vara Criminal da Comarca de Piraquara, após o fim de todas as possibilidades de recurso. A mulher estava foragida e já tinha sido alvo de decisões de prisão preventiva e de mandados de busca e apreensão em operações anteriores.
Apelido ganhou repercussão nacional
Segundo a Polícia Civil, Camila Marodim ficou conhecida em todo o país pelo apelido de 'Trafigata', que circulou em redes sociais e em reportagens sobre investigações de tráfico de drogas no Paraná. Ela aparecia nas apurações como uma das pessoas ligadas a um esquema estruturado de comércio de entorpecentes.
As investigações apontaram que a condenada integrava uma organização criminosa responsável pela movimentação de drogas e pela ocultação de patrimônio obtido de forma ilícita. Ainda conforme a corporação, o grupo atuava de maneira estruturada, com divisão de tarefas e frentes voltadas à lavagem de dinheiro.
Mandado condenatório e desdobramentos
Ao contrário da prisão preventiva, usada de forma cautelar durante a investigação ou o processo, o mandado de prisão condenatória é expedido após a confirmação definitiva da sentença. No caso de Camila, a Justiça determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado.
Depois de localizar a condenada, os policiais civis a levaram para a unidade policial competente, onde ela permanece à disposição do Poder Judiciário. Caberá agora ao sistema de Justiça definir o estabelecimento prisional em que a pena será cumprida e os próximos passos da execução.
Foco no combate ao tráfico e ao crime organizado
A Polícia Civil afirma que a prisão integra ações permanentes de enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas na Região Metropolitana de Curitiba. A corporação destaca que o cumprimento de mandados judiciais faz parte de uma estratégia de repressão qualificada ao crime organizado.
Na avaliação da instituição, operações desse tipo contribuem para enfraquecer estruturas financeiras ilegais e preservar a ordem pública. A corporação reforça que seguirá realizando diligências para localizar foragidos e dar andamento a decisões judiciais relacionadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
Quem é Camila Marodim
Camila de Andrade Pires Marodim ganhou notoriedade policial no Paraná após ser apontada como líder de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas na Região Metropolitana de Curitiba.
Prisão e acusações
Ela foi presa em novembro de 2021 durante uma operação da Polícia Militar na BR-277. Segundo a investigação, o grupo teria mais de 30 integrantes e atuaria com tráfico de drogas, porte ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
A Justiça decretou prisão preventiva. Em setembro de 2022, a medida foi convertida em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, decisão que levou em consideração o fato de Camila ter três filhos menores de 12 anos e o pai das crianças ter morrido.
Posteriormente, ela voltou ao sistema prisional após ser acusada de descumprir as regras de monitoramento eletrônico.
Atentado a tiros

Aqui ela fugindo dos tiros no dia 31 de janeiro de 2022 em Curitiba
Em janeiro de 2022, Camila sobreviveu a um atentado a tiros quando chegava em casa, em Curitiba. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e gerou outro processo na Justiça.
Pouco antes da prisão dela, o marido foi morto a tiros durante a festa de aniversário de um dos filhos do casal, também em 2021.
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