
Transporte aéreo garante agilidade em transplantes de órgãos no Paraná
Foto: PM-PR
A cada pedido de transplante, o tempo é decisivo para garantir que o órgão chegue ao destino em condições de ser aproveitado. No Paraná, essa corrida contra o tempo conta com apoio aéreo 24 horas por dia. Equipes da Casa Militar do Estado estão de prontidão para atender às demandas da Central Estadual de Transplantes.
Segundo o capitão Ricardo Hoffman, as missões atendem todo o Paraná e, quando necessário, outros estados.
“Nosso enfoque maior é dentro do Paraná, coordenado pela Central Estadual de Transplantes, mas também somos acionados para missões em outros estados, como Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Santa Catarina. Vamos para onde formos demandados”, afirma.
Frota e histórico de voos
Atualmente, são cinco aviões e um helicóptero disponíveis para o transporte de órgãos. O sistema foi criado oficialmente em 2018. Além das aeronaves da Casa Militar, o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) também participa das missões. Entre 2023 e 2025, já foram realizados 41 voos para esse tipo de transporte.
O comandante do BPMOA, major Andrey Müller Iark, reforça o impacto do trabalho.
“Hoje a gente leva vida para um lado e para o outro. Um órgão é uma vida que vai ser salva lá na frente. A gente sabe a importância dessa operação e como o uso do helicóptero pode ajudar uma ou mais pessoas, dependendo da quantidade de órgãos transportados. É muito gratificante para nós”, diz.
Operação em equipe
O sucesso de cada missão depende da integração de diferentes profissionais, incluindo pilotos e equipes de aeroporto.
“Sempre que há transplante, mobilizamos a equipe, mesmo fora do horário normal de atendimento. Fazemos a coordenação com a torre e com o APP, responsável pelo tráfego aéreo, para garantir que tudo ocorra de forma rápida e segura”, explica Rafaella Lima, supervisora do Aeroporto do Bacacheri.
Paraná é referência
O Paraná é líder nacional em doação de órgãos, com o menor índice de recusa familiar do país. Em 2024, foram realizadas 133 operações aéreas para transporte de órgãos. Em 2025, o número já passa de 80 missões.
“Poder fazer parte desse movimento que salva vidas é muito gratificante para todos nós”, complementa Rafaella.“E não seria possível sem o transporte aéreo, que reduz distâncias e permite aproveitar os órgãos nos pacientes de Curitiba, um dos maiores centros de transplante do Brasil”, completa o capitão Hoffman.
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