Tudo o que você precisa saber sobre o caso das primas mortas no Paraná
Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva, de 18 anos, desapareceram em Cianorte; caso teve desfecho após quatro meses de buscas

O caso das primas de Cianorte teve um desfecho por parte da Polícia Civil mas ainda ganhará novas páginas a partir da justiça. Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, desapareceram em 20 de abril após saírem de Cianorte com Clayton Antonio da Silva Cruz, que usava o nome falso de “Davi”.
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As jovens foram vistas pela última vez em uma boate de Paranavaí. Segundo a Polícia Civil, elas foram mortas após uma discussão, entre 4h e 4h40 do dia 21.
Clayton teria atirado nas duas e, depois, contado com a ajuda de um comparsa para esconder os corpos em Paraíso do Norte. Quatro meses depois, o comparsa foi preso e indicou o local onde estavam os restos mortais. Clayton morreu em confronto com a polícia em Mandaguari. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do crime no Paraná.
Tudo que se sabe sobre o caso das primas de Cianorte
- Vítimas: Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos e primas.
- Onde viviam: Letycia morava em Cianorte. Sttela vivia com a mãe em Jussara, cidade próxima.
- Desaparecimento: as duas desapareceram na noite de 20 de abril de 2026.
- Principal suspeito: Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos.
- Nome falso: segundo a investigação, Letycia conhecia Clayton como “Davi”.
- 22h39 de 20 de abril: câmeras registraram as jovens saindo de Cianorte na caminhonete de Clayton.
- 22h54: o veículo passou por Jussara, onde Sttela foi até a casa da mãe buscar uma mochila.
- 22h55: Sttela publicou uma imagem nas redes sociais e marcou Letycia.
- 23h13: o trio deixou Jussara e seguiu pela PR-323.
- 00h16 de 21 de abril: Sttela fez outra publicação durante o trajeto.
- 1h10: Letycia, Sttela e Clayton foram registrados entrando em uma boate de Paranavaí.
- Dentro da boate: imagens mostraram as primas e Clayton juntos.
- Discussão: de acordo com a Polícia Civil, imagens indicam que uma discussão começou ainda dentro do estabelecimento.
- 3h17: ocorreu a última conexão de Sttela à internet identificada durante a investigação.
- Horário provável dos crimes: segundo o delegado Luis Fernando Alves Silva, os homicídios ocorreram entre 4h e 4h40 do dia 21 de abril, após a saída da boate.
- Motivação ainda investigada: a polícia apura desentendimentos envolvendo relacionamentos, dinheiro e outras questões entre os três.
- Dinâmica apontada pela investigação: a discussão teria continuado dentro da caminhonete e se intensificado.
- Primeiro disparo: segundo a versão apresentada pela Polícia Civil, Clayton teria mandado as jovens descerem do veículo e atirado contra uma delas.
- Tentativa de fuga: a outra jovem teria tentado fugir e também foi atingida por disparos.
- Após os homicídios: Clayton teria colocado os corpos na caçamba da caminhonete.
- Primeiro local: os corpos teriam sido levados para uma região de canavial em Paraíso do Norte e deixados inicialmente a céu aberto.
- Busca por ajuda: Clayton teria seguido posteriormente até Umuarama para procurar um comparsa conhecido como “Magrão”.
- Relação entre os suspeitos: segundo a investigação, os dois já teriam ligação em crimes anteriores, como roubos e tráfico de drogas.
- Retorno a Cianorte: Clayton teria voltado com o comparsa para buscar roupas, pertences e ferramentas.
- Confissão ao comparsa: durante o trajeto, Clayton teria relatado o que havia acontecido e dito que tinha cometido o “maior erro da vida dele”.
- Ocultação dos corpos: a investigação aponta que os dois retornaram à região de Paraíso do Norte para enterrar as vítimas.
- Entre 22 e 23 de abril: Clayton retornou sozinho a Cianorte.
- Fuga: ele deixou posteriormente a cidade de motocicleta e sem celular.
- 23 de abril: foi registrada a última conexão de Clayton à internet.
- 24 de abril: a investigação identificou passagem dele por Maringá.
- 29 de abril: a Justiça expediu mandado de prisão contra Clayton por roubo e homicídio.
- Desde então: ele passou a ser considerado foragido.
- 15 de maio: uma mulher apontada como ex-namorada de Clayton foi presa, suspeita de prestar apoio financeiro e logístico durante a fuga.
- 15 de junho: policiais realizaram buscas em uma área rural de Paraíso do Norte.
- Investigação durou cerca de quatro meses: equipes tentaram reconstruir o trajeto das vítimas, encontrar Clayton e identificar outros envolvidos.
- Novo roubo foi decisivo: segundo a PCPR, Clayton teria participado de um roubo em uma propriedade rural de São João do Ivaí, em 7 de agosto.
- No crime: vítimas foram rendidas, joias foram roubadas e um veículo usado na fuga acabou encontrado queimado.
- Outros roubos: a Polícia Civil afirma que Clayton também era investigado por pelo menos três roubos de veículos nos dias anteriores à localização.
- Informações da PRF: dados obtidos após um roubo na região de Mandaguari ajudaram as forças de segurança a chegar ao esconderijo.
- 21 de agosto: Clayton foi localizado em uma residência em Mandaguari.
- Tentativa de fuga: conforme a PCPR, ele saiu pelo telhado ao perceber a aproximação dos policiais.
- Invasão de residência: Clayton entrou em outra casa e fez um morador refém.
- Confronto: durante a intervenção policial, ele foi baleado e morreu no local.
- Materiais encontrados no esconderijo: polícia apreendeu arma de fogo, munições, colete balístico, joias e um veículo roubado com placas clonadas.
- Explosivo: também foi localizado um artefato explosivo improvisado.
- Bope acionado: o Esquadrão Antibombas fez a retirada e a detonação controlada do material.
- Poder de destruição: segundo o Bope, o explosivo improvisado tinha grande capacidade destrutiva.
- Outra prisão no esconderijo: uma mulher que mantinha relacionamento com Clayton foi presa por receptação, conforme as informações apresentadas.
- Segundo suspeito: um homem de 29 anos, identificado como “Magrão”, foi localizado e preso em Umuarama.
- Mandados contra ele: segundo a PCPR, havia ordem de prisão por ocultação de cadáver relacionada ao caso e ele também era procurado por roubo e tráfico de drogas.
- Novo flagrante: o suspeito também foi preso por posse ilegal de arma de fogo.
- Informação decisiva: depois da prisão, ele indicou aos policiais o ponto onde Letycia e Sttela haviam sido enterradas.
- Localização: os restos mortais foram encontrados em uma área de mata em Paraíso do Norte, nas proximidades de uma rodovia.
- Cova: os corpos estavam enterrados em uma cova rasa.
- Polícia Científica: o material foi recolhido e encaminhado para procedimentos periciais na unidade de Maringá.
- Identificação: a Polícia Científica ficou responsável pelos exames de identificação dos restos mortais.
- Desfecho da busca: a localização encerrou quatro meses de procura pelas jovens, mas não encerrou a investigação criminal.
- O que ainda está sendo apurado: a motivação completa, a dinâmica de cada etapa do crime e a participação individual dos investigados.
- Repercussão: o desaparecimento mobilizou familiares, forças policiais e moradores do Noroeste do Paraná durante aproximadamente quatro meses.
- Band Paraná: a emissora acompanha o caso desde o início e foi o primeiro veículo a noticiar, em 21 de agosto, a localização dos corpos pela Polícia Civil.
- Ponto central da investigação: a Polícia Civil trabalha com duplo homicídio e ocultação de cadáver como crimes diretamente relacionados ao desaparecimento de Letycia e Sttela.
