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Tudo o que você precisa saber sobre o caso das primas mortas no Paraná

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva, de 18 anos, desapareceram em Cianorte; caso teve desfecho após quatro meses de buscas

6 min

22/08/2026 09:30 • Atualizado há 64 dias

Tudo o que você precisa saber sobre o caso das primas mortas no Paraná

O caso das primas de Cianorte teve um desfecho por parte da Polícia Civil mas ainda ganhará novas páginas a partir da justiça. Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, desapareceram em 20 de abril após saírem de Cianorte com Clayton Antonio da Silva Cruz, que usava o nome falso de “Davi”.

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As jovens foram vistas pela última vez em uma boate de Paranavaí. Segundo a Polícia Civil, elas foram mortas após uma discussão, entre 4h e 4h40 do dia 21.

Clayton teria atirado nas duas e, depois, contado com a ajuda de um comparsa para esconder os corpos em Paraíso do Norte. Quatro meses depois, o comparsa foi preso e indicou o local onde estavam os restos mortais. Clayton morreu em confronto com a polícia em Mandaguari. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do crime no Paraná.

Tudo que se sabe sobre o caso das primas de Cianorte

  • Vítimas: Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos e primas.
  • Onde viviam: Letycia morava em Cianorte. Sttela vivia com a mãe em Jussara, cidade próxima.
  • Desaparecimento: as duas desapareceram na noite de 20 de abril de 2026.
  • Principal suspeito: Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos.
  • Nome falso: segundo a investigação, Letycia conhecia Clayton como “Davi”.
  • 22h39 de 20 de abril: câmeras registraram as jovens saindo de Cianorte na caminhonete de Clayton.
  • 22h54: o veículo passou por Jussara, onde Sttela foi até a casa da mãe buscar uma mochila.
  • 22h55: Sttela publicou uma imagem nas redes sociais e marcou Letycia.
  • 23h13: o trio deixou Jussara e seguiu pela PR-323.
  • 00h16 de 21 de abril: Sttela fez outra publicação durante o trajeto.
  • 1h10: Letycia, Sttela e Clayton foram registrados entrando em uma boate de Paranavaí.
  • Dentro da boate: imagens mostraram as primas e Clayton juntos.
  • Discussão: de acordo com a Polícia Civil, imagens indicam que uma discussão começou ainda dentro do estabelecimento.
  • 3h17: ocorreu a última conexão de Sttela à internet identificada durante a investigação.
  • Horário provável dos crimes: segundo o delegado Luis Fernando Alves Silva, os homicídios ocorreram entre 4h e 4h40 do dia 21 de abril, após a saída da boate.
  • Motivação ainda investigada: a polícia apura desentendimentos envolvendo relacionamentos, dinheiro e outras questões entre os três.
  • Dinâmica apontada pela investigação: a discussão teria continuado dentro da caminhonete e se intensificado.
  • Primeiro disparo: segundo a versão apresentada pela Polícia Civil, Clayton teria mandado as jovens descerem do veículo e atirado contra uma delas.
  • Tentativa de fuga: a outra jovem teria tentado fugir e também foi atingida por disparos.
  • Após os homicídios: Clayton teria colocado os corpos na caçamba da caminhonete.
  • Primeiro local: os corpos teriam sido levados para uma região de canavial em Paraíso do Norte e deixados inicialmente a céu aberto.
  • Busca por ajuda: Clayton teria seguido posteriormente até Umuarama para procurar um comparsa conhecido como “Magrão”.
  • Relação entre os suspeitos: segundo a investigação, os dois já teriam ligação em crimes anteriores, como roubos e tráfico de drogas.
  • Retorno a Cianorte: Clayton teria voltado com o comparsa para buscar roupas, pertences e ferramentas.
  • Confissão ao comparsa: durante o trajeto, Clayton teria relatado o que havia acontecido e dito que tinha cometido o “maior erro da vida dele”.
  • Ocultação dos corpos: a investigação aponta que os dois retornaram à região de Paraíso do Norte para enterrar as vítimas.
  • Entre 22 e 23 de abril: Clayton retornou sozinho a Cianorte.
  • Fuga: ele deixou posteriormente a cidade de motocicleta e sem celular.
  • 23 de abril: foi registrada a última conexão de Clayton à internet.
  • 24 de abril: a investigação identificou passagem dele por Maringá.
  • 29 de abril: a Justiça expediu mandado de prisão contra Clayton por roubo e homicídio.
  • Desde então: ele passou a ser considerado foragido.
  • 15 de maio: uma mulher apontada como ex-namorada de Clayton foi presa, suspeita de prestar apoio financeiro e logístico durante a fuga.
  • 15 de junho: policiais realizaram buscas em uma área rural de Paraíso do Norte.
  • Investigação durou cerca de quatro meses: equipes tentaram reconstruir o trajeto das vítimas, encontrar Clayton e identificar outros envolvidos.
  • Novo roubo foi decisivo: segundo a PCPR, Clayton teria participado de um roubo em uma propriedade rural de São João do Ivaí, em 7 de agosto.
  • No crime: vítimas foram rendidas, joias foram roubadas e um veículo usado na fuga acabou encontrado queimado.
  • Outros roubos: a Polícia Civil afirma que Clayton também era investigado por pelo menos três roubos de veículos nos dias anteriores à localização.
  • Informações da PRF: dados obtidos após um roubo na região de Mandaguari ajudaram as forças de segurança a chegar ao esconderijo.
  • 21 de agosto: Clayton foi localizado em uma residência em Mandaguari.
  • Tentativa de fuga: conforme a PCPR, ele saiu pelo telhado ao perceber a aproximação dos policiais.
  • Invasão de residência: Clayton entrou em outra casa e fez um morador refém.
  • Confronto: durante a intervenção policial, ele foi baleado e morreu no local.
  • Materiais encontrados no esconderijo: polícia apreendeu arma de fogo, munições, colete balístico, joias e um veículo roubado com placas clonadas.
  • Explosivo: também foi localizado um artefato explosivo improvisado.
  • Bope acionado: o Esquadrão Antibombas fez a retirada e a detonação controlada do material.
  • Poder de destruição: segundo o Bope, o explosivo improvisado tinha grande capacidade destrutiva.
  • Outra prisão no esconderijo: uma mulher que mantinha relacionamento com Clayton foi presa por receptação, conforme as informações apresentadas.
  • Segundo suspeito: um homem de 29 anos, identificado como “Magrão”, foi localizado e preso em Umuarama.
  • Mandados contra ele: segundo a PCPR, havia ordem de prisão por ocultação de cadáver relacionada ao caso e ele também era procurado por roubo e tráfico de drogas.
  • Novo flagrante: o suspeito também foi preso por posse ilegal de arma de fogo.
  • Informação decisiva: depois da prisão, ele indicou aos policiais o ponto onde Letycia e Sttela haviam sido enterradas.
  • Localização: os restos mortais foram encontrados em uma área de mata em Paraíso do Norte, nas proximidades de uma rodovia.
  • Cova: os corpos estavam enterrados em uma cova rasa.
  • Polícia Científica: o material foi recolhido e encaminhado para procedimentos periciais na unidade de Maringá.
  • Identificação: a Polícia Científica ficou responsável pelos exames de identificação dos restos mortais.
  • Desfecho da busca: a localização encerrou quatro meses de procura pelas jovens, mas não encerrou a investigação criminal.
  • O que ainda está sendo apurado: a motivação completa, a dinâmica de cada etapa do crime e a participação individual dos investigados.
  • Repercussão: o desaparecimento mobilizou familiares, forças policiais e moradores do Noroeste do Paraná durante aproximadamente quatro meses.
  • Band Paraná: a emissora acompanha o caso desde o início e foi o primeiro veículo a noticiar, em 21 de agosto, a localização dos corpos pela Polícia Civil.
  • Ponto central da investigação: a Polícia Civil trabalha com duplo homicídio e ocultação de cadáver como crimes diretamente relacionados ao desaparecimento de Letycia e Sttela.
Tudo o que você precisa saber sobre o caso das primas mortas no Paraná