
Turistas da América do Sul injetaram US$ 320 milhões no Paraná em 2025
Foto: Jean Pavão
Turistas de países da América do Sul injetaram mais de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) na economia do Paraná em 2025, de acordo com estimativa do Viaje Paraná a partir de dados da Embratur divulgados nesta sexta-feira (20), em evento realizado em Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado.
Gastos de turistas sul-americanos
A projeção considera o ticket médio de gastos de visitantes desses mercados no Brasil no ano passado: Argentina (US$ 504 por turista), Chile (US$ 190), Paraguai (US$ 259), Uruguai (US$ 344), Colômbia (US$ 810), Peru (US$ 482) e Bolívia (US$ 131).
Com base nesses valores, o órgão estadual de promoção do turismo multiplicou o gasto médio pelo número de visitantes de cada país que estiveram no Estado em 2025, chegando ao montante superior a US$ 320 milhões injetados na economia paranaense.
Segundo o Viaje Paraná, cerca de 850 mil turistas dessas sete nações visitaram o Estado naquele ano, o que corresponde a 80% das 1,064 milhão de chegadas internacionais registradas no período, um recorde para o Paraná.
Para o secretário estadual do Turismo, Leonaldo Paranhos, os resultados mostram o quanto o fluxo internacional impacta diretamente o desenvolvimento regional. “Os nossos indicadores internacionais significam mais empregos à população, mais visitas aos municípios e mais dinheiro circulando em nossa economia”, afirmou.
Outros continentes também reforçam receita
Além dos vizinhos sul-americanos, turistas de outros continentes também movimentaram valores expressivos no Paraná em 2025, ainda segundo estimativas do Viaje Paraná com base nos dados da Embratur.
Somados, os visitantes europeus teriam injetado cerca de US$ 143 milhões na economia estadual, considerando países como Alemanha, Espanha, França, Portugal, Reino Unido, Itália, Países Baixos, Suíça e Bélgica.
Da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México), o cálculo aponta aproximadamente US$ 57 milhões; da Ásia (China e Japão), US$ 10 milhões; da Austrália, US$ 18 milhões; e, da África do Sul, US$ 589 mil.
Na avaliação de Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná, os números confirmam a relevância da vinda de estrangeiros atraídos pelos destinos paranaenses. “Quando falamos da importância do turismo para o Paraná, nos referimos a exatamente esse resultado: mais moeda estrangeira movimentando a economia, mais empregos para atender esses viajantes e mais destaque ao Estado enquanto destino turístico qualificado, versátil e atrativo no Exterior”, disse.
Plano Brasis orienta promoção internacional
Os dados embasaram a apresentação do Plano de Ação para a Promoção Turística Internacional focado no Paraná, durante encontro em Foz do Iguaçu que reuniu empresários, profissionais do setor, representantes do trade, autoridades e gestores públicos.
Promovido pela Embratur, Ministério do Turismo e Sebrae, o evento é um desdobramento do Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027, o Plano Brasis, que busca posicionar a Marca Brasil no exterior e fortalecer a presença dos estados nos principais mercados emissores.
De acordo com os organizadores, o Plano Brasis foi estruturado de forma colaborativa e combina inteligência de dados, análise de mercado e identificação de vocações turísticas para orientar as ações de promoção do país e de cada unidade da federação.
Na prática, a atuação internacional do Paraná deve se concentrar em mercados considerados estratégicos para aumentar o fluxo de visitantes, como Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, que já possuem forte presença, e também Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido e Espanha, vistos como prioritários para a expansão.
Segundo Marcelo Martini, diretor de Operações e Segmentação Turística do Viaje Paraná, a intenção é otimizar o uso dos recursos para ampliar a visibilidade do Estado. “O objetivo é otimizar o valor do recurso investido para ampliar a divulgação e a promoção do destino Paraná e de Foz do Iguaçu, que é a nossa estrela maior e ajuda a puxar o desenvolvimento de outras regiões”, ressaltou.
O diretor de Marketing, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, Bruno Reis, destacou a construção conjunta do plano. “Apresentamos o plano de ação com estratégias construídas coletivamente, para impulsionar a promoção dos destinos paranaenses no mundo. A partir desse diagnóstico cocriado entre Embratur, Sebrae e governos locais, esperamos fortalecer a sinergia de iniciativas para que o Paraná seja destino para um turismo internacional cada vez mais qualificado”, afirmou.
Para César Reinaldo Rissete, diretor técnico do Sebrae Paraná, o Plano Brasis reforça a importância de reconhecer as especificidades regionais. “O Plano Brasis é, de fato, o reconhecimento de que há diferenças no nosso país e que precisamos valorizar cada um dos estados. Aqui no Paraná, o Sebrae se compromete publicamente a apoiar o plano operacional, porque não adianta reunir lideranças se não houver um desdobramento prático com ações concretas que impactem o turismo e a vida do cidadão”, avaliou.
Foz do Iguaçu e atrativos em evidência
Durante os painéis, destinos e atrativos paranaenses ganharam destaque pela estrutura oferecida e pela capacidade de captar visitantes de diferentes perfis.
Foz do Iguaçu, escolhida como sede do encontro, foi posicionada como um dos principais destinos internacionais do Brasil, impulsionada pela infraestrutura turística, pela oferta de espaços para eventos e pelo Parque Nacional do Iguaçu, Patrimônio Natural Mundial que abriga as Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo.
Outra frente destacada no plano é a promoção dos segmentos de Ecoturismo, Turismo de Aventura, Cultural, Gastronômico e de Negócios e Eventos (MICE), em sintonia com tendências globais que privilegiam experiências imersivas, sustentáveis e diversificadas, aumentando o valor agregado do destino Paraná no cenário internacional.
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