Um professor de jiu-jítsu preso suspeito de agredir a companheira em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, foi liberado após pagar fiança de R$ 1.621, equivalente a um salário mínimo. A decisão foi tomada pela Justiça no dia 21 de abril, após análise do auto de prisão em flagrante.
De acordo com o processo, a prisão foi considerada legal, mas o Judiciário entendeu que não havia requisitos para manter o suspeito preso preventivamente.
Como foi a decisão da Justiça
A juíza responsável homologou a prisão em flagrante, ou seja, validou que a detenção ocorreu dentro da legalidade. No entanto, optou por conceder liberdade provisória ao investigado.
Entre os argumentos estão o fato de o suspeito não possuir antecedentes criminais, ter residência fixa e não apresentar, naquele momento, risco à investigação ou à ordem pública.
O Ministério Público também se manifestou a favor da liberdade com aplicação de medidas cautelares.
Medidas impostas ao investigado
Mesmo em liberdade, o professor terá que cumprir uma série de restrições determinadas pela Justiça:
- Proibição de se aproximar da vítima e familiares
- Proibição de contato por qualquer meio
- Afastamento da residência
- Suspensão da posse de arma de fogo
- Comparecimento obrigatório aos atos do processo
- Participação em grupo reflexivo para agressores
O descumprimento dessas medidas pode levar à prisão preventiva.
Relembre o caso
A ocorrência foi registrada na madrugada do dia 21, por volta das 3h30. Segundo o relato, a vítima afirmou ter sido asfixiada com uma almofada e arrastada pelos cabelos ao tentar sair de casa.
Ela apresentava escoriações no nariz e relatava dores no pescoço e no couro cabeludo. Já o suspeito tinha lesão no braço e alegou que utilizou força para conter a companheira durante uma crise.
A mulher também relatou ter sido ameaçada de morte caso procurasse a polícia.
Situação atual
Com o pagamento da fiança dentro do prazo de 24 horas, a Justiça determinou a expedição do alvará de soltura. O investigado responde ao processo em liberdade, enquanto o caso segue sob apuração.
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