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UPAs de Curitiba lotam com alta de casos de sintomas respiratórios

Tempo de espera para quadros sem gravidade chegou a 109 minutos em maio; Secretaria orienta uso da central Saúde Já para sintomas leves

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

27/05/2026 • 14:14 • Atualizado em 27/05/2026 • 14:53

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba voltaram a registrar lotação neste mês de maio, com aumento no tempo de espera para pacientes sem gravidade, em razão da alta procura por atendimentos de sintomas respiratórios, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

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Espera aumenta nas nove UPAs da capital

Na UPA do Sítio Cercado, na última terça-feira, pacientes aguardaram consulta até mesmo em pé, diante da grande quantidade de pessoas nas dependências da unidade.

De acordo com a prefeitura, nos primeiros 21 dias de maio, as nove UPAs da capital atenderam mais de 80 mil pacientes. Em média, a cada dez atendimentos, dois foram motivados por sintomas respiratórios.

A Secretaria Municipal de Saúde informa que, para casos sem gravidade, o tempo de espera chegou a 109 minutos em maio. Segundo o diretor do Centro de Epidemiologia da pasta, Alcides de Oliveira, o atendimento segue regular, mas há mais pressão sobre o sistema nesta época do ano, quando aumentam as doenças respiratórias.

Secretaria orienta quando procurar a UPA

Diante do cenário, a Secretaria de Saúde voltou a orientar que pacientes com quadros leves evitem buscar imediatamente as UPAs. A recomendação é que sintomas iniciais sejam avaliados à distância pela Central Saúde Já, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, pelo telefone 3350-9000.

Na visão de Alcides de Oliveira, situações como acordar com o nariz escorrendo ou com coriza leve podem ser avaliadas primeiro pela central telefônica, onde profissionais de saúde orientam se há necessidade de atendimento presencial.

Ele explica que a indicação é procurar uma UPA quando os sintomas persistem por vários dias, especialmente se houver febre que não cede, dificuldade para respirar, piora do estado geral ou se o paciente fizer parte de grupos mais vulneráveis.

Prevenção e vacina contra a gripe

Além da organização do atendimento, a prefeitura reforça que a prevenção é fundamental para reduzir a demanda nas UPAs. A orientação é manter cuidados de higiene, como lavar as mãos com frequência, usar álcool em gel e, em caso de sintomas, utilizar máscara para evitar a transmissão.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a vacina contra a gripe é a principal forma de proteção neste período. O imunizante está disponível gratuitamente nas 109 unidades básicas de saúde de Curitiba para grupos prioritários, como gestantes, idosos e crianças entre seis meses e cinco anos.

A pasta destaca que, ao se vacinar e adotar medidas preventivas, a população contribui para diminuir a circulação de vírus respiratórios e, consequentemente, a lotação das unidades de pronto atendimento da cidade.