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Tudo que você precisa saber sobre o uso de drones

Casos no litoral do Paraná e em Guarulhos expõem riscos e punições para operações sem autorização.

Rodrigo Leite
RODRIGO LEITE

19/02/2026 • 14:51 • Atualizado em 19/02/2026 • 14:51

O uso irregular de drones atrasou em sete minutos o resgate de um adolescente no litoral do Paraná e levou ao fechamento por mais de duas horas do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, em ocorrências registradas no último domingo, segundo as autoridades.

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Resgate atrasado no litoral do Paraná

No litoral paranaense, um drone operado de forma irregular atrapalhou o trabalho de um helicóptero do Corpo de Bombeiros durante o salvamento de um adolescente que se afogava em uma praia. O equipamento voava muito próximo à aeronave de resgate, o que obrigou a equipe a redobrar a atenção e retardou o deslocamento até o hospital.

Segundo a capitã do Corpo de Bombeiros do Paraná, Luisiana Guimarães, a ocorrência acendeu um alerta sobre o risco desse tipo de interferência. Para ela, a situação foi muito séria, drone não é brinquedo e cada minuto em uma operação de resgate faz diferença.

O caso aconteceu no domingo. A Polícia prendeu o responsável pelo equipamento, e o drone foi apreendido. As autoridades apuram em quais crimes o operador poderá ser enquadrado.

Drones fecham aeroporto de Guarulhos

Também no domingo, a presença de drones próximos à pista do Aeroporto Internacional de Guarulhos provocou a suspensão das operações por mais de duas horas, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os equipamentos foram avistados em áreas sensíveis da aproximação das aeronaves.

Segundo a Anac, a interrupção das atividades afetou dezenas de voos. Trinta e duas operações precisaram ser direcionadas para outros aeroportos e oito foram canceladas, o que impactou a rotina de passageiros e companhias aéreas.

Regras para pilotar com segurança

Para operar um drone no Brasil, independentemente do tamanho, o piloto precisa fazer um curso específico em empresas credenciadas pela Anac. O equipamento também deve estar cadastrado na agência de aviação civil e homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A legislação brasileira exige ainda que os drones mantenham distância segura de pessoas, tenham seguro contra danos a terceiros e voem em uma altitude máxima de 120 metros. Acima desse limite, a operação só pode ocorrer com autorização prévia das autoridades.

Nas proximidades de aeroportos, a lei proíbe o uso de drones. Quem descumpre as regras pode receber multa de até R$ 40 mil, ter o equipamento apreendido e, dependendo do caso, ser preso.

Setor profissional reforça necessidade de treinamento

Empresas que utilizam drones comercialmente, como no serviço de limpeza de fachadas, relatam que precisam seguir uma série de normas de segurança para evitar riscos a trabalhadores e ao entorno.

Para o empresário Vinícius Nass, sócio de uma companhia do setor, a prevenção começa no planejamento de cada operação, com análise do ambiente, checagem dos aparelhos e respeito às restrições de espaço aéreo. Ele afirma que o cumprimento rigoroso das regras é fundamental para evitar acidentes e garantir que a tecnologia seja usada de forma segura