
NOAA confirmou condições de El Niño no Pacífico. Simepar monitora possíveis impactos no Paraná a partir de julho.
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, a NOAA, confirmou nesta quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno deve se intensificar de forma gradual e pode atingir o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 no Hemisfério Sul.
No Paraná, os possíveis impactos são monitorados 24 horas por dia pelo Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável.
Segundo os dados da NOAA, a temperatura da superfície do mar está acima de meio grau desde maio. As previsões indicam que esse aquecimento deve continuar nos próximos meses. Além da superfície, a elevação da temperatura também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade do oceano.
Como o oceano influencia a atmosfera e a atmosfera também interfere no oceano, o aquecimento das águas altera a circulação dos ventos alísios.
“A direção dos ventos na região do Oceano Pacífico equatorial, que era de leste para oeste, começou a mudar para o sentido contrário, trazendo as águas quentes da Oceania em direção ao oeste da América do Sul. Isso pode retroalimentar o aquecimento da água e muda o regime das tempestades em vários locais do planeta”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
El Niño ainda não impacta diretamente o Paraná
Apesar da confirmação das condições favoráveis ao fenômeno, o El Niño ainda não impacta diretamente o clima no Paraná. Para que o fenômeno seja considerado consolidado, o aquecimento oceânico precisa permanecer acima de 0,5°C da média por três meses consecutivos.
A previsão é de que essa consolidação ocorra em julho.
“Por este motivo, o El Niño não impacta, ainda, diretamente o clima no Paraná, mas já poderá impactar a partir de julho. As previsões dos principais centros de monitoramento climático no mundo convergem para o registro de chuvas acima da média mensal até dezembro no Paraná, sendo muito acima durante a primavera”, afirma Reinaldo.
Fenômeno pode estar entre os mais fortes da história
De acordo com as previsões, há 63% de chance de o El Niño ser muito forte entre novembro e janeiro. O cenário aponta para a possibilidade de que o evento de 2026 esteja entre os maiores já registrados desde o início da série histórica, em 1950.
No Paraná, a principal tendência indicada até o momento é de chuva acima da média mensal até dezembro, com possibilidade de volumes muito acima do normal durante a primavera.
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