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Veja o resultado da Maratona Internacional do Paraná na prova principal

Prova entre Guaratuba e Matinhos reúne 20 mil corredores e premia campeões com até R$ 50 mil

Da redação
DA REDAÇÃO

03/05/2026 • 10:08 • Atualizado em 03/05/2026 • 10:08

Guaratuba e Matinhos voltaram a concentrar o atletismo paranaense na manhã deste domingo (3), quando as provas de 10 km e a maratona de 42 km encerraram a Maratona Internacional do Paraná (MIP), reunindo atletas de elite, corredores com deficiência, amadores e o pelotão da inclusão.

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Assim como no sábado (2), a recém-inaugurada Ponte de Guaratuba, batizada de Ponte da Vitória, foi o principal cartão-postal do percurso. Ao longo dos dois dias de disputa, cerca de 20 mil participantes percorreram os trechos entre litoral e estrutura, consolidando o evento como marco esportivo e de infraestrutura no Estado.

Premiação e vencedores da prova

A premiação total da MIP ultrapassa R$ 300 mil. Os campeões da maratona, nas categorias masculina e feminina, receberam R$ 50 mil cada, além de bônus de R$ 10 mil destinados ao primeiro brasileiro e à primeira brasileira a cruzar a linha de chegada.

No pelotão principal, o pernambucano José Márcio Leão da Silva venceu a prova masculina com o tempo de 2h19min33s. Entre as mulheres, a amazonense Franciane Moura garantiu o lugar mais alto do pódio ao completar os 42 km em 2h44min18s.

CONHEÇA OS VENCEDORES

42 KM

Masculino

1 - José Márcio Leão da Silva - 02:19:20

2 - Ederson Vilela Pereira - 02:21:17

3 - Givaldo Araújo de Sena - 02:23:40

4 - Fabrício Gomes Santos Pancada - 02:30:46

5 - Gabriel Picarreli 02:42:03

Feminino

1 - Franciane dos Santos Moura - 02:44:16

2 - Viola Kosgei - 02:48:10

3 - Marlei Eunice Willers - 02:48:46

4 - Aline Prudêncio de Freitas - 02:55:01

5 - Rejane Ester Bispo da Silva - 02:55:17

10 KM

Masculino

1 - Gustavo Bruisma 33m24

2 - Diego Gonçalves da Cruz 34m39

3 - Fábio Silva Araújo - 36m01

4 - Michael Evangelista Farias - 36m26

5 - Henrique Rubio Vicente - 36m32

Feminino

1 - Ana Luiza Zardo Ferreira - 40m08

2 - Rafaela Roman - 40m18

3 - Lis Acácia Guerra - 41m06

4 - Gabriela Maschio - 41m11

5 - Letícia Heiler - 41m11

O também brasileiro, Ederson Vilela, que ocupa a segunda colocação na Maratona falou sobre a competição. “Foi uma prova difícil, o clima pesou bastante, a ventania me suga, senti demais, eu tentei fazer a primeira parte mais ousada, mas o vento acabou me segurando demais e fui obrigado a dar uma segurada. Na hora em que o José Márcio encostou eu já senti um pouco o desgaste, mas cada prova é uma prova, estou feliz. Hoje ele foi o melhor, venceu, parabéns a ele, a competição é isso, mas estou muito feliz de estar nessa segunda locação”.

Givaldo Santos foi o vencedor dos 42km entre os atletas com deficiência. “Foi um pouco complicado porque o vento é o contrário, mas é só baixar a cabeça em cima dos braços. Na volta deu para vir em até 30 km por hora. A ponte foi um espetáculo, uma realização de sonhos através dessa ponte”.

IDADE DOS PARTICIPANTES

Entre os inscritos, 50,75% são homens e 49,25% são mulheres. A MIP contou com a participação de 1002 pessoas com idade entre 50 a 54 anos e 1194 com mais de 55 anos. A participante mais velha é uma mulher, de 88 anos, que fez a prova de 5km.

MARATONINHA

Além das provas principais, a MIP contou com a Maratoninha, que reuniu cerca de 500 crianças e adolescentes de 4 a 13 anos, com percursos adaptados, na tarde de sábado (2). A iniciativa teve foco social, com grande participação de alunos da rede pública de Guaratuba e Matinhos.

Exemplos

Mesmo com céu encoberto, garoa e ventos fortes, a travessia pelo vão da ponte se tornou o ponto alto da corrida. Para muitos, o esforço físico deu lugar a um momento de contemplação. Moradora de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, Daniele Rodrigues, de 40 anos, resumiu a experiência.

"O percurso foi lindíssimo, com a orla e a nova ponte. Foi sensacional", afirmou.

Além do impacto visual, o traçado exigiu planejamento dos atletas para administrar o ritmo diante das variações de relevo e das condições climáticas, especialmente para quem encarou a maratona completa.

Desafio técnico em 10 km e 42 km

Corrida que terminou com as provas de 10 km e a maratona (42 km) atraiu cerca de 20 mil atletas ao longo dos dois dias de competição. A recém-inaugurada Ponte de Guaratuba voltou a ser o grande atrativo no trajeto dos corredores neste domingo (3).

Corrida que terminou com as provas de 10 km e a maratona (42 km) atraiu cerca de 20 mil atletas ao longo dos dois dias de competição. A recém-inaugurada Ponte de Guaratuba voltou a ser o grande atrativo no trajeto dos corredores neste domingo (3).

Nos 10 km, os corredores enfrentaram duas subidas e duas descidas entre a ida e a volta, em um nível de exigência considerado intermediário. O vento costeiro e a alta umidade se somaram ao relevo como obstáculos importantes ao desempenho.

Natural de Pato Branco, no Sudoeste do Estado, o jovem Gustavo Bruisma, 20 anos, avaliou que a primeira metade da prova concentrou as maiores dificuldades.

"O maior desafio, no meu ponto de vista, foi o vento contra em alguns trechos", relatou. "Quanto às subidas, foram difíceis, mas quem corre na região Sudoeste do Paraná já está acostumado", completou.

Na maratona de 42 km, os participantes encararam duas subidas acentuadas antes e depois da ponte, somando ganho de elevação de 232 metros. O cenário exigiu estratégia e controle rigoroso de ritmo para evitar desgaste antecipado.

Em contrapartida, extensos trechos planos pelas orlas de Matinhos e Guaratuba favoreceram a recuperação e a manutenção da velocidade. A altimetria se dividiu em três fases: início oscilante, parte intermediária com nova subida forte e reta final plana, permitindo administrar o fôlego ou buscar aceleração nos quilômetros decisivos.

Superação e apoio fora das pistas

Nas calçadas e pontos de apoio, familiares e amigos ajudaram a impulsionar os corredores. Moradora de Curitiba, Jessica Rodrigues da Silva, 27 anos, acordou às 4h40 para acompanhar o companheiro, Davi Rodrigues de Azevedo, que estreou nos 10 km.

"Ele começou a correr há pouco tempo e já está completando uma prova com esse trajeto. É gratificante ver ele competir", disse.

O exemplo de quem cruza a linha de chegada impacta também quem assiste. Gustavo Bruisma, que começou a correr em 2023, já influenciou pais e irmãos a adotarem a modalidade. Para ele, a chave está na regularidade.

"Coloque um tênis, intercale corrida e caminhada. Daqui a alguns dias, pode ser você aqui fazendo história", incentivou.

Daniele Rodrigues destacou o papel da prática na rotina.

"A corrida é uma cura, uma terapia. Às vezes você acha que não vai dar conta pelo cansaço, mas a sensação ao terminar é sempre boa. Não desista no começo", aconselhou.