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Vídeo mostra jovem arrastado após confronto em Curitiba

Família de jovem contesta versão da PM; Coronel explica vídeo que viralizou nas redes sociais

Da redação
DA REDAÇÃO

07/10/2025 • 14:26 • Atualizado em 07/10/2025 • 14:26

Familiares do jovem contestam a versão da PM. Segundo os parentes, Yago dormia na casa da avó quando foi surpreendido pelos policiais.

Familiares do jovem contestam a versão da PM. Segundo os parentes, Yago dormia na casa da avó quando foi surpreendido pelos policiais.

Foto: Band Paraná

Um vídeo obtido pela Band Paraná mostra o momento em que Yago Pires, de 18 anos, é arrastado por policiais militares após ser baleado durante uma operação no bairro Parolin, em Curitiba, na manhã desta terça-feira (7).

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As imagens, registradas por familiares, mostram o rapaz ainda com sinais de vida sendo puxado para fora de um imóvel. Segundo a Polícia Militar, a ação ocorreu após Yago reagir à abordagem e disparar contra os agentes com uma pistola de uso restrito.

Familiares do jovem contestam a versão da PM. Segundo os parentes, Yago dormia na casa da avó quando foi surpreendido pelos policiais. Eles afirmam que não houve confronto, como apontam as autoridades, e que o jovem foi agredido e arrastado ainda com vida, fato que pode ser visto no vídeo divulgado por moradores.

A família denuncia que, após a morte, policiais civis e militares continuaram entrando em casas da região e intimidando os moradores.

O coronel Fávero, da PM, afirmou que os policiais agiram para conter a ameaça e tentar preservar a vida do jovem.

“É plenamente visível no vídeo a ação do policial puxando ele após o confronto, tentando tirá-lo daquela situação, até porque não se sabia ainda o que seria enfrentado naquele local. Então, uma vez confrontado e baleado, a ação do policial foi guardar a arma e puxar ele para fora. No vídeo, percebe-se que ele está tateando em busca da arma, porque ele realmente confrontou a Polícia Militar — e não era isso que nós queríamos”, disse o coronel.

A Polícia Civil informou que a operação envolveu 94 agentes e integra uma investigação iniciada há cinco meses, motivada por confrontos entre facções e tiros que atingiram o prédio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Yago era apontado pelas forças de segurança como um dos líderes do tráfico de drogas na região. Ele tinha passagens anteriores por roubo, furto e corrupção de menores.