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A verdade de ser uma mulher real

Será que ser real não é o maior ato de coragem dos bastidores da vida?

Por Redação
REDAÇÃO

02/10/2025 • 11:20 • Atualizado em 02/10/2025 • 11:20

Bastidores da vida real - com Thais Dantas
ser verdadeira é também se enxergar inteira

ser verdadeira é também se enxergar inteira

Arquivo pessoal

Depois do meu primeiro texto aqui, recebi muitas mensagens dizendo que encontraram “verdade” nas minhas palavras. Primeiro, quero agradecer por cada uma delas: nada me deixa mais feliz do que perceber que minhas reflexões tocam o coração de outras pessoas.

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E aí fiquei pensando: o que é ser verdadeira hoje em dia?

Para mim, é ser uma mulher real. Ser mãe, trabalhar, correr, se divertir, correr atrás de uma vida saudável mesmo aos “quarenta e cinco” e seguir se equilibrando entre mil papéis — às vezes com sucesso, às vezes com tropeços.

Mas o que é, afinal, esse equilíbrio? Será que ele existe ou vivemos eternamente tentando alcançá-lo, como quem corre atrás de um horizonte que nunca chega?

Quantas vezes, como mulheres, nos perguntamos se estamos sendo boas o suficiente: boas mães, boas profissionais, boas filhas, boas namoradas… E também, quem é que define esse “suficiente”?

E claro, também tem os medos. Vivemos em um mundo que por vezes assusta, em que notícias estranhas e doloridas pipocam todos os dias. Não, não é exagero: já faz um tempo que o assunto mais falado nas “threads” e nos jornais é sobre as pessoas que beberam algo contaminado por “metanol”, em bares que se vendem como “honestos”.

Isso, por exemplo, muito me assusta!!!

E então, a ansiedade bate em nossa porta todos os dias. E eu a conheço. E reconheço!

No meu caso, poderia mascarar com remédios — e respeito profundamente quem precisa deles, tá bom? Mas, por enquanto, a minha escolha é outra: sentir! Sentir o medo, o anseio, o aperto no peito. Porque, quando a gente se permite sentir, também se abre para um lado bom da vida, o da verdade, o do amor que chega nos gestos simples, da fé que nos sustenta, e para a esperança de que tudo pode ser mais humano.

Aliás, ser “humano” é isso: não se anestesiar de si mesmo. É viver de forma imperfeita, mas inteira. É ter coragem de se olhar no espelho e, em vez de enxergar só rugas ou marcas, perceber ali uma história que ninguém pode apagar.

É se permitir questionar: até onde sou eu e até onde sou a expectativa que colocaram em mim? Até onde vivo por mim e até onde sigo o roteiro que esperam que eu cumpra?

E, sentir as verdades, é descobrir que os melhores momentos estão nas coisas simples: no sorriso dos filhos, na conversa inesperada com amigos, no carinho dos nossos pais, na mensagem que chega do nada do namorado e muda o humor. São nestes gestos que a gente encontra força para seguir acreditando em dias mais humanos.

Ser verdadeira é também ser imperfeita e tudo bem! É saber que você não precisa de filtros para provar nada a ninguém.

É ter coragem de se reconhecer exatamente como você é: inteira, sensível e forte ao mesmo tempo.

E te pergunto: será que todas nós não merecemos, mais do que tudo, a liberdade de sermos exatamente quem somos, sem explicações, sem máscaras, sem medo de não caber em um padrão?

Vou te contar: há uns dias, escolhi viver assim. Sem me anestesiar dos meus sentimentos. Porque é nessa verdade que encontro a minha potência — e é nela que espero inspirar você a também abraçar sua própria história, com todas as suas cores, curvas e imperfeições.

Afinal, ser verdadeira é, antes de tudo, ser humana. E, no final das contas, é isso que nos conecta de verdade.

Com carinho

Veja outras matérias da coluna BASTIDORES DA VIDA REAL no link: https://www.band.com.br/band-vale/colunistas/bastidores-vida-real

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