
Bastidores da Vida Real: E o seu nome, veio de onde?
Divulgação
O assunto da semana foi os dados do IBGE sobre os nomes mais comuns do Brasil. E não é que o ranking rendeu boas risadas e lembranças? Lá estão os clássicos que resistem ao tempo: José, Maria, João, Ana... firmes, sólidos, sem medo das modas passageiras. Aliás, tenho dois deles pertinho de mim: meu pai, José, e minha mãe, Elizabeth Maria. Mas também aparecem aquelas criações cheias de personalidade: com dois L, três Y, e uma dose generosa de ousadia.
Confesso: quando eu era pequena, não morria de amores pelo meu nome. Thais. Achava incomum, simples demais, sem jeito de nome de protagonista de novela! Na verdade, ele não era comum e por isso, a “estranheza” com ele... Com o tempo, fui aprendendo a gostar. Hoje, acho bonito, forte, curto e com som de quem sabe a que veio (rs).
Agora, escolher nome de filho... ah, essa é uma novela à parte! No caso do Rafael, meu filho mais velho, teve enquete na família, debates acalorados e até campanha com direito a “time do Teo” e “time do Victor”. No fim, “Rafael” venceu e combinou tanto que hoje nem consigo imaginar outro. Rafael é um menino incrível, apaixonante, ponderado e que às vezes é peralta!!! Mas isso é assunto para depois...
Anos depois, o próprio Rafa foi quem escolheu o nome da irmã: Giovana. E pronto, fechamos o elenco com nomes fortes, bonitos e fáceis de chamar na hora do banho: critério fundamental em qualquer casa com criança.
Mas o que mais diverte é como alguns nomes entram “na moda” e, de repente, todo mundo resolve batizar igual. Tem épocas em que a escola parece um campeonato: três Heitor, quatro Alice e dois Gael na mesma sala.
E aí tem os nomes que viram adjetivo. Hoje em dia, “ser um Enzo” já é praticamente um estado de espírito. Meu enteado, por exemplo, se chama Enzo, e vive brincando que agora o nome dele é sinônimo de “mimadinho”, “filhinho de mamãe”. Quando alguém faz algo com estas características, logo vem o comentário: “Você foi muito Enzo agora!”.
O fato é que o nome diz muito sobre o tempo em que a gente nasceu, as referências da época e o gosto, ou a criatividade dos nossos pais. Tem família que mistura nomes e cria combinações únicas: Maricléia (de Maria + Cléber), Juvanildo (de Ju + Ivanildo) e por aí vai. Cada invenção carrega uma história, uma expectativa, uma tentativa de eternizar um afeto.
No fim, o nome é mais que uma palavra no documento: é memória, identidade e, muitas vezes, destino.
E quer saber? Ainda bem que o meu é Thais. Simples, sem firula… mas com muita história pra contar.
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