Band Vale

Quando o clima pede atitude

O planeta em pauta e a vida real em movimento

Por Redação
REDAÇÃO

13/11/2025 • 14:51 • Atualizado em 13/11/2025 • 14:51

Bastidores da vida real - com Thais Dantas
Quando o clima pede atitude

Quando o clima pede atitude

Divulgação

Enquanto acompanho os destaques da COP30, realizada em Belém, no coração da Amazônia, fico pensando no quanto esse grande encontro global repercute na nossa cidade de São José dos Campos — e na vida real de cada um de nós.

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A cidade joseense, que abriga centros de excelência como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e diversas empresas de tecnologia e monitoramento climático, já está no front da questão — não apenas como espectadora, mas como participante. Temos estações meteorológicas, profissionais, inovação; temos, portanto, responsabilidade.

Na COP30, um dos temas que mais se destaca é a implementação — não mais apenas promessas futurísticas, mas o mãos à obra de um compromisso climático. A palavra “mutirão”, usada pela presidência do evento, reflete bem essa ideia: cada pessoa, cada comunidade, cada empresa, cada município pode fazer sua parte.

E é aí que entra o trecho essencial desse texto: conectar esse grande cenário com a nossa rotina e com aquilo que realmente podemos controlar — em casa, no trabalho, na comunidade.

E atenção: não é para subestimar. As grandes mudanças começam por pequenas escolhas. Podem estar aí oportunidades reais para revermos o nosso orçamento familiar, por exemplo: reduzir a compra de itens supérfluos, dar prioridade a produtos de longa durabilidade, pensar mais em qualidade do que em quantidade. Quando reduzimos consumo, evitamos desperdício de materiais, energia, tempo — e diminuímos o impacto ambiental. É uma forma de participar do “mutirão” global a partir de casa.

Pensando em outra possibilidade de contribuição: caminhar, pedalar, deslocar-se de transporte público ou coletivo em vez de solo automóvel. São opções que agregam saúde para nós — corpo em movimento — e também ajudam o meio ambiente, pois há menos emissão de gases, menos congestionamentos, menos estresse. É uma ação concreta.

Por enquanto, a minha rotina ainda não permite me locomover nos horários de pico, por conta da logística com os meus filhos... Mas, em alguns dias, faço o papel de “uber-mãe”, dando carona aos colegas do Rafa e da Giovana. E em cidades como São José dos Campos, que têm potencial tecnológico, essas práticas podem inspirar a inovação em mobilidade sustentável.

E esta ação? Que já sabemos há anos? Separar resíduos, reciclar, reaproveitar. Mas, além disso, no ambiente de trabalho — e isso vale para redação, estúdio, agência, produtora — podemos adotar iniciativas simples que reforçam o coletivo e a cultura de sustentabilidade. Por exemplo: cada pessoa ter sua própria caneca ou copo reutilizável, dispensar os descartáveis sempre que possível, reduzir impressões desnecessárias, priorizar materiais reciclados ou reutilizados. Essa atitude individual, em muitos casos, vira atitude coletiva — e define cultura. A Band Vale, com orgulho, adotou essa prática!

E falando em orgulho, há uma história que simboliza bem o espírito da COP e o que ela representa em essência: a jornalista Isabela Mota de Souza, da BandNews, nascida no Amazonas e hoje atuando na Band São Paulo, foi escolhida para integrar a cobertura da COP30. A direção entendeu que ter uma repórter “raiz”, alguém que carrega na voz e na vivência a força da Amazônia, seria um facilitador natural para contar essa história.

E é mesmo. Porque sustentabilidade também é sobre pertencimento, sobre valorizar as origens, respeitar o território, ouvir quem vive a floresta, quem sente o calor, quem entende o ritmo da natureza não por estatísticas, mas por experiência.

Me orgulho em dizer que a equipe da Band está fazendo a cobertura de um evento tão amplo, tão importante quanto a COP30. Isso nos conecta com o mundo e nos coloca na responsabilidade de levar essas questões para o público de forma acessível, criativa e relevante. Quando participamos desse diálogo, estamos ajudando a construir a ponte entre o global e o local, entre a Amazônia e São José dos Campos, entre a meta climática e o simples gesto diário.

Por fim, talvez seja esse o grande recado da COP: toda mudança global começa na ação individual. A soma dos gestos simples é o que move o mundo. O planeta não precisa que sejamos perfeitos, mas sim que sejamos conscientes, constantes e verdadeiros nas nossas escolhas.

Então, que a gente continue fazendo a nossa parte — seja repensando o consumo, caminhando mais, cuidando do lixo, dividindo boas ideias no trabalho, inspirando os filhos e amigos. Cada atitude conta.

Sustentabilidade também é sobre afeto, é sobre cuidar da casa onde vivemos — da nossa casa ao planeta.

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