
Santa Casa de Ubatuba
Produção
Esta semana, na Band Vale, contamos uma história que não deveria existir. E é justamente por isso que ela precisa ser falada em alto tom, claro e sem suavizar nada.
Uma menina de 7 anos, de Ubatuba, estava “apenas com uma dor de cabeça”: pequena, leve, aparentemente boba.
E que, por descuido, pressa ou falta de atenção, poderia ter sido tratada como nada.
Mas não era nada! Era um tumor cerebral.
Quando um diagnóstico é errado, a vida não só muda: ela desaba.
E quem paga essa conta não é quem errou. Neste caso, é a família, é a criança.
É o futuro que poderia ser e não será mais do mesmo jeito.
Enquanto eu ouvia o pai daquela menina, entrevistado pelo nosso jornalista Matheus Agostinho, enquanto absorvia cada absurdo mostrado, eu só conseguia pensar nos meus filhos: na Giovana, de 8 anos e no Rafael, de 14.
E é nessa hora que cai a máscara da força profissional. Você sente aquilo no peito, na alma. E entende que a dor dos outros é também um aviso para nós.
Vem também a pergunta que não deveria ser necessária, mas é: Onde está o nosso compromisso uns com os outros?
Vivemos tempos em que se fala demais e se faz de menos. Em que diagnósticos são dados como quem dá palpite. Em que vidas são tratadas como números, senhas, protocolos...
Mas um erro… um único erro… pode roubar o que não volta, tirar o que ninguém devolve, acabar com uma história que estava só começando.
É por isso que histórias como a dessa menina são um soco no estômago e um lembrete brutal de que compromisso não é discurso. É ação, atenção, responsabilidade!
Cuidar de verdade, sabe? Porque quando a gente falha nesse cuidado, alguém perde alguém. E é esse mesmo compromisso que eu tento levar pro meu trabalho, pra vida, e agora pro “No Ritmo Delas”, que estreia na próxima terça-feira, 2 de dezembro, no Bora Vale e Bora Brasil
Um quadro que fala de saúde, mas também fala de humanidade, presença, de fazer pelo outro quando você tem chance, sabe?.
De usar aquilo que você sabe, vive e sente para transformar, nem que seja uma vida, um dia, um respiro. A verdade é dura, mas é essa: às vezes, o que salva alguém é uma única atitude certa, um olhar, uma escuta, uma reportagem feita com coragem!
Um profissional que leva a sério o que faz.
Voltando ao caso da família de Ubatuba...
E eu me solidarizo como jornalista, como mulher, como mãe: como alguém que não aceita naturalizar o que está errado.
Que a gente nunca perca a capacidade e a obrigação de cuidar, de sentir, de entregar sempre o melhor. Quando a gente falha, alguém paga o preço.
E quando a gente se compromete, alguém vive.
Alguém continua... Alguém tem uma chance a mais.
E às vezes… essa chance é tudo.
E é por isso que eu sigo aqui, firme, presente, escrevendo, ouvindo e caminhando ao lado de quem me lê.
A minha coluna é esse espaço de encontro, onde eu estou, e estarei sempre, perto de você.
Pra refletir, alertar, acolher e, acima de tudo, cuidar juntos, do jeito mais humano possível.
Quer falar comigo? Tenho um whatsapp.: (11) 97167-2025
Tchau.
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