Band Vale

Quando o erro custa uma vida

Uma história que expõe a urgência do cuidado, da responsabilidade e do compromisso que todos nós devemos ter com o outro.

Por Redação
REDAÇÃO

28/11/2025 • 09:12 • Atualizado em 28/11/2025 • 09:12

Bastidores da vida real - com Thais Dantas
Santa Casa de Ubatuba

Santa Casa de Ubatuba

Produção

Esta semana, na Band Vale, contamos uma história que não deveria existir. E é justamente por isso que ela precisa ser falada em alto tom, claro e sem suavizar nada.

Compartilhar

Uma menina de 7 anos, de Ubatuba, estava “apenas com uma dor de cabeça”: pequena, leve, aparentemente boba.

E que, por descuido, pressa ou falta de atenção, poderia ter sido tratada como nada.

Mas não era nada! Era um tumor cerebral.

Quando um diagnóstico é errado, a vida não só muda: ela desaba.

E quem paga essa conta não é quem errou. Neste caso, é a família, é a criança.

É o futuro que poderia ser e não será mais do mesmo jeito.

Enquanto eu ouvia o pai daquela menina, entrevistado pelo nosso jornalista Matheus Agostinho, enquanto absorvia cada absurdo mostrado, eu só conseguia pensar nos meus filhos: na Giovana, de 8 anos e no Rafael, de 14.

E é nessa hora que cai a máscara da força profissional. Você sente aquilo no peito, na alma. E entende que a dor dos outros é também um aviso para nós.

Vem também a pergunta que não deveria ser necessária, mas é: Onde está o nosso compromisso uns com os outros?

Vivemos tempos em que se fala demais e se faz de menos. Em que diagnósticos são dados como quem dá palpite. Em que vidas são tratadas como números, senhas, protocolos...

Mas um erro… um único erro… pode roubar o que não volta, tirar o que ninguém devolve, acabar com uma história que estava só começando.

É por isso que histórias como a dessa menina são um soco no estômago e um lembrete brutal de que compromisso não é discurso. É ação, atenção, responsabilidade!

Cuidar de verdade, sabe? Porque quando a gente falha nesse cuidado, alguém perde alguém. E é esse mesmo compromisso que eu tento levar pro meu trabalho, pra vida, e agora pro “No Ritmo Delas”, que estreia na próxima terça-feira, 2 de dezembro, no Bora Vale e Bora Brasil

Um quadro que fala de saúde, mas também fala de humanidade, presença, de fazer pelo outro quando você tem chance, sabe?.

De usar aquilo que você sabe, vive e sente para transformar, nem que seja uma vida, um dia, um respiro. A verdade é dura, mas é essa: às vezes, o que salva alguém é uma única atitude certa, um olhar, uma escuta, uma reportagem feita com coragem!

Um profissional que leva a sério o que faz.

Voltando ao caso da família de Ubatuba...

E eu me solidarizo como jornalista, como mulher, como mãe: como alguém que não aceita naturalizar o que está errado.

Que a gente nunca perca a capacidade e a obrigação de cuidar, de sentir, de entregar sempre o melhor. Quando a gente falha, alguém paga o preço.

E quando a gente se compromete, alguém vive.

Alguém continua... Alguém tem uma chance a mais.

E às vezes… essa chance é tudo.

E é por isso que eu sigo aqui, firme, presente, escrevendo, ouvindo e caminhando ao lado de quem me lê.

A minha coluna é esse espaço de encontro, onde eu estou, e estarei sempre, perto de você.

Pra refletir, alertar, acolher e, acima de tudo, cuidar juntos, do jeito mais humano possível.

Quer falar comigo? Tenho um whatsapp.: (11) 97167-2025

Tchau.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: