
Por que estamos tão insatisfeitos sendo que temos o que precisamos?
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Sempre me questiono se me sinto completo com que o tenho. Não faço isso para procurar problemas ou até mesmo inventar conflitos internos, faço como uma autoanálise para entender o meu coração e se tenho sido consciente com conquistas e resultados.
A verdade é que a régua do sucesso mudou muito. E a variedade de medir também. Antes uma pessoa bem-sucedida tinha um bom salário, uma boa casa, um bom carro e uma vida sentimental estável. Hoje os objetivos aumentaram e as exigências para "ser" ou na verdade "se sentir bem-sucedido" envolvem redes sociais, status e até aparência físici! Raso? Sim! Mas é a realidade da nossa sociedade.
Quando pensamos numa satisfação plena do que somos e temos, algo tão profundo e íntimo, nos deparamos com a futilidade do "ser vazio" do homem (e da mulher) atual. É a situação de querer preencher o que deveria ser feito por nós mesmos, com a aprovação alheia. Para me explicar melhor quero trazer o pensamento de uma escritora austríaca que sempre me vem à mente. Marie von Ebner-Eschenbach uma vez disse que: "Somos tão fúteis que nos importamos mesmo com a opinião daqueles que não nos importam." Digo mais, isso é viciante e causa dependência! É ter um buraco dentro de si, que se torna sem fundo ao dar poder para terceiros para preencher.
Preenche? Enganosamente por um tempo, depois some, desaparece... Parece aquela fome que a gente "mata" com um bolo delicioso de chocolate, que em uma hora depois, dá vontade de comer outro.
O primeiro passo é reconhecer isso. Não é fácil para alguns. Nessa conversa unilateral aqui, não te trago respostas, sei até que o título desse texto é uma pergunta e se você chegou até aqui é porque espera uma resposta. Eu não a tenho.
O que entendo é que a insatisfação por muitas vezes acaba sendo uma ingratidão pelo que já tenho, mas também uma motivação para continuar sonhando. E também não é sobre ter a aprovação de outros sem "o meu eu" ser o primeiro a aplaudir o que realizo.
Por que estamos tão insatisfeitos sendo que temos o que precisamos? Aliás o que realmente precisamos? Essa resposta fica para o próximo texto e se quiser me ajudar a construir ela, ficarei extremamente satisfeito em te ouvir!
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