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Alexandre Ribeiro organiza o cuidado da dor com método e escuta

Ortopedista descreve prática centrada no paciente, com avaliação longa, equipe interdisciplinar e recursos guiados por imagem para manejar coluna e joelho com critério

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27/11/2025 • 16:41 • Atualizado em 27/11/2025 • 16:41

Alexandre Ribeiro organiza o cuidado da dor com  método e escuta

Alexandre Ribeiro organiza o cuidado da dor com método e escuta

Cintia Duarte

Especialista em dor osteomuscular, medicina regenerativa, com foco diário em joelho e coluna, Alexandre Ribeiro atende pessoas que convivem com dor crônica e precisam recuperar a função com segurança. Em seu protocolo clínico interno, o DOMER, o médico estrutura a avaliação em cinco dimensões e orienta intervenções guiadas por imagem, reabilitação e hábitos.

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Alexandre cresceu próximo da ortopedia pela influência do pai, também médico. Desta forma, ele entendeu cedo que a palavra “dor” carrega cansaço, frustração e descrença. Nascido em Sorocaba (SP), cursou medicina na Unifenas, na cidade de Alfenas (MG), realizou residência em ortopedia na Santa Casa de Santos (SP) e se especializou em cirurgia do joelho. Depois, ampliou a formação em medicina esportiva, tratamento intervencionista da dor e medicina regenerativa.

Ao retornar ao interior paulista, passou a dividir a rotina com o pai e mudou o ponto de partida da consulta: em vez de mirar apenas a lesão, passou a observar a pessoa com dor, o que ela faz, como dorme e o que já tentou sem sucesso. “Procedimento qualquer um faz, mas o que muda o resultado é entender quem é o paciente e como ele vive”, explica.

A mudança veio do cotidiano clínico, com pessoas que chegavam com exames, diferentes tentativas e pouca melhora duradoura. “Eu vi que a taxa de resultado não é tão boa”, diz. Hoje, Alexandre atua na dor osteomuscular como um todo, com foco em joelho e coluna, e organiza o atendimento para que o plano caiba na vida de quem busca alívio com segurança.

Da consulta longa ao protocolo DOMER

A primeira consulta com Alexandre é extensa. Isso porque ele realiza anamnese minuciosa e exame físico completo. O médico conversa sobre rotina, trabalho, sono e treinos, além de recolher sinais do corpo e do contexto para reconstruir o diagnóstico do zero, sem atalhos. “Eu reconstruo o diagnóstico do zero e combino com o paciente um plano de, no mínimo, três meses”, resume.

O objetivo é claro: a dor que se mantém para mais de três meses muda de natureza, altera circuitos de processamento e pede acompanhamento contínuo com metas verificáveis.

“Dor, a partir de sete dias, não é normal”, reforça. “Passou de três meses, mesmo que você trate a lesão, a dor pode continuar, porque existe a central da dor.”

Dessa prática de atendimento nasceu o DOMER, protocolo clínico interno com o qual estrutura a avaliação e o acompanhamento da dor crônica osteomuscular. “Eu desenvolvi uma metodologia própria… denominei como método DOMER. Eu baseio o diagnóstico em cinco pilares: físico, metabólico, genético, emocional e espiritual”, explica.

No caso da espiritualidade, Alexandre destaca que não se trata de religião, mas de uma dimensão reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como parte do cuidado integral em saúde. Essa abordagem, alinhada ao modelo biopsicossocial-espiritual, considera que experiências e afetos influenciam a percepção da dor e o comportamento diante do tratamento. “As ações são muito mais ativas do que passivas. Eu pergunto se você está disposto a abrir mão e adquirir novos hábitos”, completa.

O plano nasce com metas funcionais concretas, como subir escadas sem regressão, caminhar um trecho e retomar o treino com progressão adequada. Cada revisão ajusta o caminho ao que a pessoa, de fato, consegue manter. Em alguns casos, o acompanhamento dura seis meses, em outros, chega a um ano, conforme a evolução clínica e a adesão.

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Tecnologia, intervenção guiada e o lugar dos ortobiológicos

A tecnologia entrou no consultório de Alexandre como meio, não como fim. O ultrassom passou a orientar cada etapa para dar precisão e segurança a bloqueios analgésicos e infiltrações, que deixaram de ser tentativas às cegas e passaram a abrir uma janela para a reabilitação avançar. “Eu faço tudo guiado por ultrassom. Tecnologia ajuda quando respeita o objetivo clínico”, explica. Nas queixas de coluna e joelho, isso significa menos incerteza na aplicação e mais previsibilidade para a próxima fase do plano.

Entre os recursos adjuvantes, o sistema superindutivo (SIS) gera um campo eletromagnético de alta intensidade capaz de provocar contrações musculares e estímulos locais. O alvo é modular dor, relaxar ou ativar musculatura e favorecer sinais biológicos de reparo.

A terapia por ondas de choque utiliza pulsos mecânicos de alta energia, produzidos por aplicador pneumático, para criar microestímulos controlados no tecido. Em tendinopatias e síndromes por sobrecarga, ajuda a “acordar” o processo de reparo e reduzir pontos de gatilho.

Já o laser de alta intensidade promove fotobiomodulação: a luz atinge camadas profundas, influencia a mitocôndria das células e pode modular inflamação, microcirculação e dor.

Esses três recursos não substituem fortalecimento, controle de carga e técnica de movimento. Eles potencializam o plano quando usados com indicação clara e integrados à reabilitação. “Eu tenho, além de utilizar recursos tecnológicos, toda essa parte mais importante, que é a humanização do atendimento”, afirma, ao enfatizar que equipamento não substitui escuta, exame e pactos de cuidado.

No campo regenerativo, Alexandre relata atuação com PRP (plasma rico em plaquetas) e, em contextos selecionados, com aspirado de medula óssea (BMA), sempre após discussão individualizada. O PRP é um concentrado autólogo preparado a partir do sangue do próprio paciente e aplicado no tecido-alvo quando há justificativa clínica. O BMA reúne células e fatores presentes na medula colhida, geralmente da pelve, e também é preparado e aplicado sob orientação de imagem.

Antes de propor qualquer um deles, o médico discute preparo, alvo e expectativa plausível, sempre com alinhamento sobre o que se pode ou não esperar. “Eu explico o que é plausível e o que seria promessa indevida”, diz. “Não existe milagre.”

Em joelho, o raciocínio começa pelo básico: diagnóstico precoce, musculação dirigida e progressão de carga. A viscossuplementação — aplicação de ácido hialurônico para melhorar a viscosidade do líquido sinovial — entra para perfis selecionados. Os ortobiológicos se somam quando há justificativa clínica e adesão ao plano de acompanhamento.

Em coluna, o foco permanece na dor crônica não cirúrgica: analgesia guiada por imagem para aliviar picos de dor e reabilitação progressiva para recuperar mobilidade e autonomia. “Eu trato aquilo que a cirurgia não resolve e mostro como pequenos ajustes mudam a rotina.”

Equipe, comunicação ética e planos de futuro

Nada disso acontece sozinho. O cuidado é interdisciplinar e envolve fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos. As decisões são compartilhadas e as metas são objetivas. “O tratamento é interdisciplinar. Sozinho, eu não faço”, resume.

Cada revisão olha para o mundo real: o que a pessoa consegue fazer hoje com menos dor e mais segurança. “Eu pergunto se a pessoa quer mesmo mudar a rotina. Sem esse pacto, o ganho não se mantém”, afirma.

A comunicação segue a mesma linha. As publicações nas redes sociais priorizam informação acessível, respeito às normas profissionais e ausência de chamadas comerciais. Casos aparecem somente com consentimento e contexto, como material educativo para quem busca entender por que a dor não cedeu com tentativas anteriores.

Há também atendimentos filantrópicos pontuais, sem confundir esse gesto com atividades remuneradas. “Eu tenho alguns pacientes que eu trato de forma completa e gratuito… aqueles que realmente merecem, que querem melhorar.”

Com a prática amadurecida, surgiu o projeto do Instituto DOMER. O objetivo é reunir, no mesmo espaço, ambulatório interdisciplinar, sala de reabilitação, infraestrutura para procedimentos de pequena complexidade e acompanhamento por métricas compartilhadas. “Eu quero ter uma sala de reabilitação, nutricionista, psicólogo e um

centro de pequena complexidade”, diz. A marca serve para padronizar linguagem e registros, preservando a singularidade de cada história clínica. “Eu começo a abandonar a figura pessoal e priorizo a metodologia.”

O fio condutor permanece o mesmo em todas as etapas. Antes de escolher a técnica, Alexandre procura compreender a trajetória da dor, o que piora, o que alivia e o que a pessoa está disposta a ajustar. Uma mudança de calçado, uma pausa ativa no trabalho e uma progressão de treino mais conservadora podem ter impacto maior do que um procedimento isolado.

Quando a dor ultrapassa três meses, ele explica por que o fenômeno muda de natureza, como circuitos do sistema nervoso ficam sensibilizados e por que isso pede paciência e consistência. Em vez de prometer desfechos, combina metas, orienta sinais de alerta para pausar e reavaliar e evitar recaídas que voltam ao mesmo lugar de sempre. O consultório, assim, deixa de ser apenas a sala de procedimentos e se torna um espaço de negociação honesta sobre o que é possível sustentar no cotidiano. “Antes de tratar, eu preciso entender”, costuma dizer.

A cada plano, a mensagem é pragmática. É possível aliviar, reorganizar e ganhar função sem atalhos. Para alguns, o primeiro passo é uma analgesia guiada que reduz a dor e permite fortalecer. Para outros, é melhor dormir, ajustar alimentação e refazer a rotina de treinos. Em ambos os caminhos, a métrica não é um número isolado, e sim a vida que volta a caber no corpo: sentar e levantar sem sobressalto, subir escadas sem medo, caminhar sem receio de uma recaída. É nesse ponto que método e escuta se encontram e sustentam um cuidado que não promete o que não pode entregar. “A dor avisa, grita e bate. Quanto mais cedo a pessoa procura o diagnóstico certo, melhor.”

CRM/SP 117998 • RQE 70238

Instagram: @dralexandreapr Site: https://dralexandreribeiro.rds.land/agendar-avaliacao

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