
Aloma Silva defende novo olhar para a saúde da mulher madura
TV NOTÍCIAS ASSESSORIA DE IMPRENSA- BRASIL NEWS
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, mas os sintomas que acompanham esse período ainda são frequentemente subestimados. Cansaço persistente, queda da libido, alterações no sono, irritabilidade, ganho de gordura abdominal, ressecamento vaginal e mudanças de humor podem impactar a rotina, os relacionamentos, a autoestima e a saúde a longo prazo.
Para a ginecologista e obstetra Aloma Silva, o cuidado com a mulher madura não deve se limitar ao diagnóstico da menopausa ou à análise isolada de exames laboratoriais. A especialista defende uma abordagem integral, que considere sintomas, estilo de vida, saúde hormonal, prevenção, composição corporal, sexualidade e qualidade de vida.
“A mulher chega cheia de queixas, dizendo que está cansada, sem libido, dormindo mal, irritada, com o casamento afetado, e muitas vezes escuta que está tudo normal porque os exames ainda não mostram menopausa. Mas é preciso olhar para essa mulher, acolher o que ela está dizendo e compreender o impacto desses sintomas na vida dela”, afirma Aloma.
Menopausa não começa apenas quando a menstruação acaba
A menopausa é marcada por 12 meses consecutivos sem menstruação. Antes disso, porém, muitas mulheres passam pelo climatério, fase de transição em que os sintomas podem surgir anos antes da última menstruação.
Segundo Aloma, esse é um dos pontos que mais geram confusão. A mulher pode apresentar sinais importantes mesmo quando os exames ainda não indicam a menopausa de forma definitiva. Por isso, a escuta clínica é essencial.
“A menopausa é um marco: um ano sem menstruar. Mas, antes dela chegar, podem existir quatro a seis anos de sintomas. A mulher pode começar a ter queda de libido, cansaço, alteração de humor, mudança no sono e impacto na qualidade de vida, mesmo com exames laboratoriais ainda dentro da normalidade”, explica.
Entre os sintomas mais negligenciados, a médica destaca queda da libido, aumento de peso, cansaço, alterações do sono e mudanças no humor. Esses sinais, muitas vezes atribuídos apenas à rotina intensa, podem estar relacionados às transformações hormonais da fase.
Reposição hormonal deve ser individualizada
A terapia de reposição hormonal ainda é cercada por medo e desinformação. Para Aloma, o tema precisa ser tratado com equilíbrio: nem como solução universal, nem como vilão absoluto. A indicação depende da avaliação individual, do histórico da paciente, dos sintomas, dos riscos e dos objetivos do tratamento.
A especialista ressalta que a reposição hormonal pode ser considerada em determinados casos para melhorar sintomas e contribuir para a qualidade de vida, desde que seja prescrita e acompanhada por um profissional.
“A terapia hormonal não é uma receita pronta. Ela precisa ser feita de forma correta, na dose correta, no tempo certo e para a paciente certa. É necessário avaliar o quadro clínico, entender as queixas, analisar riscos e acompanhar essa mulher ao longo do tratamento”, afirma.
Além do alívio de sintomas, Aloma relaciona o cuidado hormonal à prevenção e ao envelhecimento saudável. Ela cita, dentro da avaliação médica, pontos como massa muscular, saúde óssea, risco cardiovascular, disposição e mobilidade.
“Quando se fala em reposição hormonal, não estamos olhando apenas para a queixa daquele momento. Também estamos pensando em envelhecimento, em massa muscular, saúde óssea, mobilidade e autonomia. A mulher moderna quer chegar aos 70 anos ativa, viajando, trabalhando, vivendo bem”, diz.
Estilo de vida é parte do tratamento
Na visão da ginecologista integrativa, a saúde da mulher na maturidade não pode depender apenas de medicamentos ou procedimentos. Alimentação, sono, atividade física, hidratação, controle do estresse e ganho de massa muscular são pilares importantes do cuidado preventivo.
A médica destaca que a mudança de estilo de vida costuma ser uma das partes mais difíceis do acompanhamento, justamente porque exige constância e participação ativa da paciente. Ainda assim, ela considera esse processo indispensável.
“É mais fácil passar uma receita do que convencer uma mulher de que ela precisa mudar o estilo de vida. Mas é preciso mostrar por que a glicose está alterada, por que a gordura visceral aumentou, por que a falta de atividade física prejudica a saúde. A paciente precisa entender o que está acontecendo com o corpo dela”, explica.
Um dos pontos reforçados por Aloma é a importância da massa muscular. Para ela, construir força e preservar músculos é uma estratégia de prevenção, especialmente para a velhice.
“O músculo é uma reserva para o envelhecimento. A mulher precisa construir esse banco de músculos, porque isso influencia a mobilidade, resistência à insulina, autonomia e qualidade de vida. Cuidar da saúde não deve começar apenas quando a doença aparece”, afirma.
Medicina regenerativa entra como apoio, não como promessa
Dentro do cuidado integral, a medicina regenerativa pode aparecer como uma ferramenta complementar em situações específicas. Na ginecologia, segundo Aloma, esse campo pode envolver recursos voltados ao conforto íntimo, à função dos tecidos, à lubrificação, à elasticidade e à qualidade de vida sexual, especialmente em mulheres no climatério ou na menopausa.
A especialista cita procedimentos como laser íntimo, bioestimuladores e outras técnicas, mas reforça que a indicação precisa ser criteriosa. O foco não deve ser a busca por um padrão estético, e sim o bem-estar da paciente quando há desconforto, dor, ressecamento, perda de função ou impacto emocional.
“Não existe um padrão definido de estética íntima. A mulher precisa se sentir bem com o próprio corpo. Quando existe dor, ressecamento, incômodo na relação, desconforto ao usar uma peça íntima ou insegurança que afeta a vida dela, é possível avaliar quais recursos fazem sentido para aquele caso”, afirma.
Para evitar distorções, Aloma defende que a queixa deve partir da paciente. O papel do profissional é escutar, examinar, orientar e indicar caminhos possíveis apenas quando houver necessidade clínica ou impacto real na qualidade de vida.
“Não cabe ao médico criar uma insegurança. A queixa precisa vir da paciente. O cuidado só faz sentido quando aquela condição interfere no conforto, na função, na autoestima ou na vida sexual da mulher”, diz.
Prevenção também é escuta
A abordagem integral defendida por Aloma parte da ideia de que sintomas não devem ser ignorados apenas porque são comuns. Para a médica, normalizar sofrimento, dor, queda de energia ou perda de qualidade de vida pode atrasar diagnósticos e impedir que a mulher receba orientação adequada.
O cuidado preventivo, nesse contexto, envolve exames, avaliação hormonal, acompanhamento metabólico, atenção à saúde óssea, composição corporal, sexualidade, saúde mental e hábitos de vida. Também exige uma relação de confiança para que a paciente consiga falar sobre temas que ainda geram vergonha.
“Muitas mulheres acreditam que precisam passar por essa fase sofrendo. Não precisam. Sintomas que afetam o dia a dia, o relacionamento, o trabalho e a autoestima devem ser valorizados. A menopausa é natural, mas viver mal não deve ser tratado como normal”, reforça.
Qualidade de vida como meta do envelhecimento feminino
Com o aumento da expectativa de vida e uma rotina cada vez mais ativa, muitas mulheres querem atravessar a maturidade com disposição, autonomia e saúde. Para Aloma, esse desejo exige uma mudança na forma como a menopausa é discutida.
A médica avalia que ainda existe uma visão limitada, em que a mulher é orientada a suportar sintomas ou aceitar perdas como inevitáveis. A proposta de um cuidado integral é justamente ampliar essa conversa.
“A mulher de hoje quer envelhecer bem. Ela quer chegar aos 70 anos ativa, com mobilidade, energia e vitalidade. Para isso, precisa olhar para a própria saúde antes, cuidar do corpo, dos hormônios, da alimentação, do sono e da força muscular”, afirma.
A orientação final é buscar avaliação profissional quando sintomas começam a afetar a rotina. A conduta deve ser sempre individualizada, sem promessas de resultado e sem reduzir a menopausa a uma única solução.
“Não se conforme com queixas que estão afetando a sua vida. Não aceite viver com sono ruim, irritação, dor, falta de energia ou perda de qualidade de vida como se isso fosse obrigatório. Existem caminhos de cuidado, mas eles precisam ser avaliados de forma responsável”, conclui.
Quem é Aloma Silva
Aloma Maria Aragão Silva é ginecologista e obstetra, formada em Medicina pela Universidade Federal do Ceará, instituição onde também realizou residência médica em Ginecologia e Obstetrícia. Sua atuação é voltada à saúde integral da mulher, com foco em menopausa, reposição hormonal, prevenção, medicina do estilo de vida, qualidade de vida e medicina regenerativa.
À frente da Clínica Lifetime, em Fortaleza, Aloma desenvolve um cuidado feminino com abordagem multidisciplinar e humanizada. A proposta do espaço é reunir diferentes frentes de atenção à mulher, como ginecologia, nutrição, mastologia, fisioterapia e terapias de suporte, permitindo que a paciente seja acompanhada de forma mais ampla, com escuta, orientação e integração entre os profissionais.
CRM 10243 | RQE 5518
Instagram: @draalomagineco
Site: https://draalomasilva.com.br

Fotos: Marina Sá
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