A jovem Giovana Ferraz dos Santos, de 20 anos, recebeu alta hospitalar na tarde desta quarta-feira, 1º de julho, após permanecer 18 dias internada no Hospital Regional de Taubaté. Vítima de um atropelamento ocorrido no dia 13 de junho na Rodovia Amador Bueno da Veiga, a jovem sobreviveu a um grave impacto, passou por pelo menos três cirurgias e contou com uma mobilização regional de doadores de sangue para salvar sua vida.
Agora, Giovana inicia uma nova etapa do tratamento em casa, enquanto as investigações buscam esclarecer a conduta do motorista que fugiu do local sem prestar socorro.
O acidente e a fuga
O caso, registrado por câmeras de segurança, ocorreu quando o veículo do investigado invadiu a pista contrária, atingindo a motocicleta conduzida por Giovana. Segundo relatos de testemunhas no boletim de ocorrência, após a colisão, o condutor não parou para auxiliar a vítima.
Dias após o ocorrido, o motorista se apresentou à delegacia acompanhado de um advogado. Em nota oficial, a defesa do condutor declarou que ele "lamenta profundamente o ocorrido", manifestando solidariedade à recuperação da jovem e afirmando que todos os fatos serão esclarecidos durante o inquérito policial.
Rede de solidariedade e gratidão
Durante o período crítico de internação, a família de Giovana organizou uma corrente de doação de sangue que mobilizou o Hemonúcleo e a comunidade local. Ao deixar o hospital, a jovem fez questão de agradecer aos profissionais de saúde e aos doadores. "Pessoal, vocês salvaram a minha vida", afirmou Giovana em entrevista exclusiva, destacando também sua gratidão a Deus pela recuperação.
Sua mãe, emocionada, reforçou a importância das orações que mantiveram a família esperançosa durante as quase três semanas de hospitalização.
Próximos passos na Justiça
Embora a alta hospitalar represente uma vitória para a família, o processo jurídico está apenas começando. A defesa de Giovana informou que acompanhará de perto as investigações da Polícia Civil e que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para garantir a responsabilização criminal e civil do autor.
A jovem, agora em fase de recuperação domiciliar, expressou confiança no trabalho das autoridades: "Agora eu vou me recuperar e sei que Jesus vai bradar... a gente espera na justiça, a gente confia na justiça".
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