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Após serem reabilitadas em Aparecida, araras extintas no RJ voltam à natureza

Araras-canindé estavam extintas há 200 anos na capital fluminense e voltaram à floresta neste mês

Por Redação
REDAÇÃO

27/06/2025 • 15:04 • Atualizado em 27/06/2025 • 15:04

Araras-canindé são essenciais pra mata atlântica

Araras-canindé são essenciais pra mata atlântica

Flávia

Quatro araras resgatadas de operações contra o tráfico de animais e cativeiros ilegais retornaram aos seus habitats após serem reabilitadas pelo Refúgio das Aves, no Parque Três Pescadores, em Aparecida.

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As aves são as primeiras reabilitadas na cidade do Vale do Paraíba a serem reintroduzidas na natureza.

O macho, apelidado de Selton, e uma das fêmeas, chamada Fernanda — homenagens aos atores Selton Mello e Fernanda Torres, do filme Ainda Estou Aqui — vieram do CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres), da cidade de Araras (SP). Já as outras duas fêmeas, Fátima e Sueli — nomes inspirados nas personagens da série de TV Entre Tapas e Beijos — vieram do projeto Mata Ciliar, de Jundiaí (SP).

No Refúgio das Aves, os animais receberam acompanhamento de biólogos e veterinários até estarem aptos para retornar à natureza.

As araras-canindé, extintas há mais de 200 anos no estado do Rio de Janeiro, voltaram a habitar a floresta na capital fluminense neste mês. O retorno foi possível graças ao projeto Refauna, que já reintroduziu na Floresta da Tijuca outras espécies, como cutias, antas, jabutis e bugios.

Por enquanto, as araras passam por um período de adaptação em um viveiro instalado dentro do Parque Nacional da Tijuca. A soltura definitiva está prevista para ocorrer entre quatro e seis meses, quando as aves serão monitoradas por radiotransmissores e anilhas coloridas.

As araras-canindé são essenciais para regeneração da mata atlântica, pois dispersam sementes na floresta.

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