
Araras-canindé são essenciais pra mata atlântica
Flávia
Quatro araras resgatadas de operações contra o tráfico de animais e cativeiros ilegais retornaram aos seus habitats após serem reabilitadas pelo Refúgio das Aves, no Parque Três Pescadores, em Aparecida.
As aves são as primeiras reabilitadas na cidade do Vale do Paraíba a serem reintroduzidas na natureza.
O macho, apelidado de Selton, e uma das fêmeas, chamada Fernanda — homenagens aos atores Selton Mello e Fernanda Torres, do filme Ainda Estou Aqui — vieram do CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres), da cidade de Araras (SP). Já as outras duas fêmeas, Fátima e Sueli — nomes inspirados nas personagens da série de TV Entre Tapas e Beijos — vieram do projeto Mata Ciliar, de Jundiaí (SP).
No Refúgio das Aves, os animais receberam acompanhamento de biólogos e veterinários até estarem aptos para retornar à natureza.
As araras-canindé, extintas há mais de 200 anos no estado do Rio de Janeiro, voltaram a habitar a floresta na capital fluminense neste mês. O retorno foi possível graças ao projeto Refauna, que já reintroduziu na Floresta da Tijuca outras espécies, como cutias, antas, jabutis e bugios.
Por enquanto, as araras passam por um período de adaptação em um viveiro instalado dentro do Parque Nacional da Tijuca. A soltura definitiva está prevista para ocorrer entre quatro e seis meses, quando as aves serão monitoradas por radiotransmissores e anilhas coloridas.
As araras-canindé são essenciais para regeneração da mata atlântica, pois dispersam sementes na floresta.
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