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Ativos reais ganham espaço em meio à instabilidade econômica

Crescimento da mineração e projetos bilionários no Brasil reacendem o interesse por ativos com lastro físico

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09/04/2026 • 23:39 • Atualizado em 09/04/2026 • 23:39

Ativos reais ganham espaço em meio à instabilidade econômica

Ativos reais ganham espaço em meio à instabilidade econômica

Divulgação

A busca por alternativas mais sólidas de proteção patrimonial tem ganhado força em diferentes partes do mundo. Em um cenário marcado por instabilidade econômica, volatilidade dos mercados e incertezas geopolíticas, investidores e empresas voltam a olhar com atenção para ativos com lastro físico. A mineração, historicamente associada à produção de insumos estratégicos para a economia global, passou a ocupar novamente um lugar central nesse debate.

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Um exemplo recente desse movimento veio do próprio Brasil. Durante o PDAC (Prospectors & Developers Association of Canada), considerado o maior evento de mineração do mundo e realizado anualmente em Toronto, representantes do setor mineral brasileiro apresentaram uma carteira com 35 projetos voltados à exploração e ao processamento de minerais críticos. Somados, os projetos representam um potencial de investimento de cerca de US$ 5,5 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 28,5 bilhões.

A apresentação foi organizada pela ApexBrasil em parceria com entidades do setor e buscou atrair capital internacional para projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, desde a fase de exploração até etapas mais avançadas da cadeia produtiva. O interesse crescente por minerais estratégicos, utilizados em tecnologia, energia e indústria de ponta, ajuda a explicar a atenção global ao setor.

Esse movimento reforça uma percepção que vem se consolidando entre analistas e investidores: em períodos de instabilidade econômica, ativos reais tendem a ganhar relevância nas estratégias de diversificação patrimonial. Diferentemente de aplicações puramente financeiras, esses ativos estão vinculados a bens tangíveis e à produção de recursos naturais essenciais para a economia.

O ouro é um exemplo clássico. Ao longo da história, o metal foi frequentemente utilizado como reserva de valor em momentos de crise econômica, inflação elevada ou instabilidade monetária. Hoje, além dele, minerais estratégicos e pedras preciosas também entram no radar de quem busca proteção patrimonial com base em ativos físicos.

Ao mesmo tempo, cresce o interesse em compreender como funciona o setor mineral e de que forma é possível participar de operações ligadas à mineração de maneira estruturada e juridicamente organizada. A cadeia produtiva envolve etapas complexas que vão desde a pesquisa geológica e o licenciamento ambiental até a extração, o processamento e a comercialização dos minerais.

Em alguns modelos de participação no setor, investidores podem se conectar a operações minerais por meio de contratos estruturados que vinculam os resultados ao desempenho da produção. Nesses casos, os ganhos podem estar relacionados ao recebimento de royalties associados à atividade mineral, mecanismo comum em diversas operações do setor.

A discussão sobre ativos reais e mineração também passa por fatores como segurança jurídica, governança e transparência. Como se trata de um segmento que exige estrutura técnica e regulatória rigorosa, a organização das operações e a clareza contratual tornam-se elementos essenciais para diferenciar iniciativas estruturadas de modelos informais ou pouco transparentes.

É dentro desse contexto que empresas especializadas têm buscado organizar o acesso ao setor mineral. A Golden Brasil, holding criada em 2019 e com sede em Santa Catarina, atua conectando participantes a operações ligadas ao mercado de minérios e pedras preciosas, com presença em diferentes estados brasileiros.

A empresa trabalha com participação estruturada em operações minerais vinculadas a ativos reais, como ouro e diamantes, sempre com base em contratos e operações associadas à atividade mineral. A proposta é oferecer um modelo organizado de participação no setor, sem atuação como banco ou corretora, mas conectando clientes a operações reais dentro da cadeia produtiva da mineração.

Para Daniel Mors, presidente da Golden Brasil, o crescimento do interesse global pelo setor mineral reflete transformações mais amplas na economia internacional.

“A mineração sempre teve um papel fundamental no desenvolvimento econômico, mas em períodos de maior instabilidade a busca por ativos reais tende a se intensificar. Recursos naturais e minerais estratégicos fazem parte da base produtiva de diversas indústrias e continuam sendo fundamentais para a economia global”, afirma.

O executivo destaca que o avanço tecnológico, a transição energética e a reorganização das cadeias produtivas têm ampliado a relevância de diversos minerais estratégicos no cenário internacional.

“A demanda por minerais ligados à tecnologia, à energia e à indústria vem crescendo de forma consistente. Esse movimento reforça a importância de compreender melhor o setor mineral e suas oportunidades dentro de um ambiente estruturado, com governança e segurança jurídica”, diz.

À medida que o debate sobre diversificação patrimonial se amplia, a mineração volta a ocupar espaço nas discussões econômicas e estratégicas. Em um mundo cada vez mais dependente de recursos naturais e matérias-primas essenciais, compreender a dinâmica do setor mineral passa a ser parte importante da análise sobre o futuro da economia global.

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