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Banda Estrambelhados: lançamento do álbum Carnaval Não Acaba Nunca

A banda de São Luiz do Paraitinga, lança seu quarto trabalho autoral no dia 6 de fevereiro em todas as plataformas digitas; disco será apresentado durante o show de Carnaval da banda, em São Luiz do Paraitinga, no dia 14 de fevereiro.

Por Redação
REDAÇÃO

05/02/2026 • 14:48 • Atualizado em 05/02/2026 • 14:48

Banda Estrambelhados: lançamento do álbum Carnaval Não Acaba Nunca

Banda Estrambelhados: lançamento do álbum Carnaval Não Acaba Nunca

Divulgação

Com mais de 20 anos de carreira, a Banda Estrambelhados, de São Luiz do Paraitinga/SP, lança o quarto álbum intitulado Carnaval Não Acaba Nunca!, dia 6 de fevereiro, em todas as plataformas digitais. São dez músicas inéditas e autorais, todas compostas pelos integrantes da banda, com produção musical de Betão Aguiar em parceria com Léo Couto.

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Aguiar já produziu álbuns premiados de Arnaldo Antunes e Preta Gil, além da trilha sonora do filme Ó Paí, Ó e do projeto Mestres Navegantes. No dia 14 de fevereiro, a banda apresenta ao vivo o repertório do álbum em seu show de Carnaval, em São Luiz do Paraitinga, 22h, no coreto Elpídio dos Santos, na praça central da cidade. O disco é independente e distribuído pela Tratore.

O álbum começa surpreendendo com uma atmosfera de carimbó, sem se distanciar do molho das marchinhas, marca registrada da banda, com a música Quem Me Dera, de Léo Couto e Netto Campos, na composição e arranjos, evocando o sonho de um eterno Carnaval. Segue em ritmo acelerado com Apesar da Quarta-feira, com arranjos de João Gaspar e Léo Couto, em composição coletiva da banda. A terceira faixa, Para Além de Maio, de Léo Couto e João Gaspar traz ótimas viradas rítmicas, incluindo um jongo, ampliando, e muito, o conceito de marchinhas. A metaleira fantástica do grupo anuncia Tá Tudo Claro, composição e arranjos de Léo Couto, com aquele final de levantar multidões.

São Luiz do Paraitinga é referência quando pensamos no resgate contemporâneo das marchinhas de Carnaval, no estado de São Paulo. Todos os anos, milhares de foliões tomam as ruas centenárias que abrigam o maior acervo arquitetônico colonial do estado. As canções do novo trabalho celebram o espírito carnavalesco, mas pretendem extrapolar o calendário ocupando as ruas e corações, seguindo vivo o ano inteiro, alimentando a alegria das centenas de fãs do grupo. Marchinhas se misturam a referência de diversos gêneros musicais, com a energia contagiante que consagrou os Estrambelhados ao longo de sua trajetória. O resultado é um álbum vibrante, maduro e cheio de personalidade, colocando a musicalidade local em movimento.

Já em Bala Perdida, também de Léo Couto, é uma marcha-rancho com um pé no samba reggae que sustenta o ritmo. Essa simbiose com outras sonoridades é uma identidade comum entre as faixas. Segue com a romantizada Guardo Aqui, composição de João Gaspar e Netto, com destaque para uma entusiasmada conversa entre os metais e a guitarra, mais para o final da música. Sétima composição, Safado e Mascarado de Ilusão, de Leandro Barbosa e Rafael Cursino também evoca algo mais próxima da marcha-rancho, com participação do maestro Alexandre Peixe no piano e instrumentação fabulosa, arranjos de Léo e Netto. Em Pluma Pele, de Léo Couto e Rodolfo Santana, a surpresa fica pela virada Blues que o arranjo de Léo Couto e Netto Campos propõe.

Segue com o alto astral de Só Pra Ver, de Léo e Netto, e termina o disco com Pé d’água, composição coletiva da banda com um daqueles refrões matadores, para todo mundo sair cantando ao final da audição.