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Como prevenir lesões e voltar à atividade física com segurança

Elisson Santos explica os erros mais comuns de quem treina sem preparo, a importância da reabilitação e quando a cirurgia pode ser necessária.

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03/04/2026 • 17:32 • Atualizado em 03/04/2026 • 17:32

Como prevenir lesões e voltar à atividade física com segurança

Como prevenir lesões e voltar à atividade física com segurança

TV NOTÍCIAS ASSESSORIA DE IMPRENSA- BRASIL NEWS

Manter o corpo em movimento é uma das recomendações mais repetidas quando o assunto é saúde, mas começar uma atividade física sem preparo, insistir na dor ou tentar voltar rápido demais após uma lesão pode transformar o exercício em um fator de risco. Na ortopedia, esse é um cenário frequente: pacientes que procuram ajuda apenas quando o problema já está instalado e, muitas vezes, mais difícil de tratar.

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Segundo o ortopedista e traumatologista Dr. Elisson Santos, grande parte dessas lesões poderia ser evitada com mais atenção ao próprio corpo, orientação adequada e progressão responsável dentro da prática esportiva. Para ele, a prevenção ainda é pouco valorizada, embora seja uma das etapas mais importantes do cuidado ortopédico.

“O brasileiro ainda procura atendimento apenas quando já existe uma lesão instalada. A medicina preventiva ainda é pouco praticada, e isso faz com que muitas pessoas só busquem ajuda quando o quadro já vem evoluindo há algum tempo”, afirma.

Na avaliação do especialista, essa lógica aparece tanto entre iniciantes quanto entre quem já pratica exercício com frequência. Em comum, muitos pacientes chegam ao consultório depois de ignorar sinais do corpo, insistir em treinos inadequados ou acelerar etapas sem que o organismo estivesse preparado para aquilo.

Erros mais comuns de quem começa atividade física

Entre os comportamentos que mais favorecem lesões, Elisson destaca o início precipitado em esportes ou treinos mais intensos, sem fortalecimento prévio e sem respeito aos limites individuais. O problema, segundo ele, não está apenas no exercício em si, mas na forma como essa prática começa.

“Muita gente inicia uma atividade querendo alcançar desempenho rápido, sem entender os próprios limites. Às vezes, é um paciente que nunca praticou esporte, tem musculatura fraca e entra direto em uma modalidade que exige muito do corpo. Cada esporte tem uma demanda específica, e o organismo precisa estar minimamente preparado para suportá-la”, explica.

Na academia, ele diz que um dos erros mais frequentes está na execução inadequada dos movimentos, somada ao excesso de carga e à progressão rápida demais. Esse conjunto, segundo o médico, aumenta o risco de lesão e pode comprometer a evolução do praticante.

“A lesão costuma surgir de uma combinação de fatores: execução errada, carga excessiva, progressão acelerada e falta de orientação. Em muitos casos, a pessoa treina com dor, insiste no erro e adia a procura por avaliação, o que agrava ainda mais o quadro”, diz.

Para quem está começando, a recomendação é simples: não transformar a empolgação inicial em excesso. O ideal, segundo ele, é conhecer as próprias limitações, fortalecer as regiões mais vulneráveis e progredir conforme a tolerância do corpo.

Dor lombar e ombro estão entre as queixas mais frequentes

Quando as lesões aparecem, algumas regiões do corpo se destacam pela frequência com que chegam ao consultório. Entre elas, a lombar ocupa uma posição central. De acordo com Elisson, a dor lombar está entre as queixas mais recorrentes da ortopedia e costuma ter relação com uma soma de fatores, como sedentarismo, fraqueza muscular, excesso de peso e prática inadequada de atividade física.

“A dor lombar é hoje uma das queixas mais comuns. Muita gente pensa apenas em fortalecer a coluna, mas a estrutura lombar depende também do abdômen, dos glúteos e das coxas. O fortalecimento precisa ser feito de maneira equilibrada para que exista suporte muscular e sinergia entre essas regiões”, afirma.

O ombro também aparece com frequência, especialmente entre praticantes de esportes recreativos e exercícios que exigem bastante dos membros superiores. Por ser uma articulação muito utilizada no dia a dia e no treino, ela tende a sofrer com sobrecarga, execução inadequada e repetição excessiva.

A orientação, segundo o ortopedista, é não normalizar a dor. Embora algumas pessoas tratem o incômodo como parte inevitável da prática esportiva, esse raciocínio pode atrasar o diagnóstico e tornar a recuperação mais longa.

Tratamento, reabilitação e o risco de voltar antes da hora

Depois que a lesão acontece, o desafio passa a ser outro: conduzir o tratamento corretamente e respeitar o tempo de recuperação. Para Elisson, uma das etapas mais decisivas nesse processo é a adesão do paciente ao que foi proposto, o que depende não só da conduta médica, mas também de escuta, clareza e acompanhamento.

“A conversa e o exame físico são fundamentais para entender o que está acontecendo e direcionar o tratamento. Quando o paciente compreende a lesão, cria confiança e entende o objetivo de cada etapa, a adesão tende a ser melhor e o resultado do cuidado também”, explica.

Segundo ele, um dos erros mais comuns, especialmente entre os mais jovens, é a ansiedade para voltar logo ao treino, ao esporte ou à competição. Essa pressa, porém, pode abrir caminho para novas lesões ou transformar um problema agudo em algo recorrente.

“Existe uma ansiedade muito grande para não ficar parado, principalmente entre pacientes mais jovens. Só que antecipar esse retorno pode fazer com que a lesão não seja tratada da forma adequada, aumentando a chance de recidiva e de cronificação do quadro”, alerta.

Nesse contexto, a cirurgia não deve ser encarada como ameaça automática, nem como solução para tudo. O médico ressalta que há muitos casos que podem ser conduzidos com tratamento conservador, fortalecimento e reabilitação, mas também há situações em que a intervenção cirúrgica é necessária.

“Nem toda lesão exige cirurgia, mas existem quadros em que ela é indispensável. O mais importante é entender que a indicação depende do tipo de lesão, da gravidade do caso e da avaliação individual de cada paciente”, afirma.

Ao fim, a principal mensagem defendida por Elisson é que movimento e saúde caminham juntos, desde que haja cuidado, orientação e respeito ao tempo do corpo. Para ele, o erro não está em se exercitar, mas em ignorar sinais importantes, começar sem preparo ou tentar acelerar um processo que precisa ser construído com segurança.

Quem é Elisson Santos

Elisson Santos é médico, ortopedista e traumatologista, com atuação também voltada à medicina do esporte. Na prática clínica, atende pacientes com diferentes perfis, desde pessoas sedentárias até praticantes de atividade física e esportes recreativos, com foco em saúde musculoesquelética, prevenção de lesões, reabilitação e retorno seguro ao movimento.

CRM: 47992/RS | RQE Nº: 42687

Instagram: @elissonrs

Fotos:  Vuê Marketing | SW filmes

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