Dor nas costas é uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil. Cerca de 80% da população em geral sentirá dor na coluna em algum momento da vida. Embora a maioria dos casos seja tratada com medidas conservadoras, avanços internacionais e especialistas brasileiros como o Dr. Luciano Pellegrino, do Hospital Sírio-Libanês, mostram que os procedimentos minimamente invasivos já são realidade no país — trazendo recuperação mais rápida e menor impacto na vida do paciente.
A dor nas costas e a importância do tratamento conservador
A coluna vertebral é o eixo central do corpo humano. Sustenta, protege a medula espinhal e possibilita os movimentos que realizamos todos os dias. Não por acaso, a dor lombar é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos principais problemas de saúde pública do século XXI.
Apesar do temor de que problemas na coluna sempre evoluam para cirurgia, a realidade é outra: na maioria dos casos o tratamento é conservador. Isso inclui fisioterapia, atividade física orientada, mudanças no estilo de vida, medicamentos e correção da postura. O objetivo é aliviar a dor, recuperar os movimentos e preservar a qualidade de vida sem necessidade de cirurgia.
“Fortalecer a musculatura é como criar uma armadura natural para proteger ossos e articulações. A prevenção é o primeiro e mais importante tratamento da coluna”, reforçam especialistas.
Quando a cirurgia é necessária: menos trauma, mais precisão
Até poucos anos atrás, cirurgia de coluna era sinônimo de grandes cortes, internações prolongadas e recuperação lenta. Hoje, a realidade é diferente. Nos Estados Unidos, clínicas como a NYU Langone já mostram que a cirurgia endoscópica de coluna reduz em até 20% o uso de opioides no pós-operatório imediato. Na França e no Japão, hospitais incorporaram a endoscopia de coluna à rotina, permitindo alta no mesmo dia e retorno precoce às atividades.
Essas técnicas fazem parte do que se convencionou chamar de cirurgia minimamente invasiva da coluna. Entre elas, a mais promissora é a endoscopia de coluna, que utiliza câmeras de alta resolução e instrumentos delicados inseridos por uma incisão de cerca de 1 cm.
Avanços globais, realidade brasileira: cirurgia endoscópica de coluna ganha espaço no Brasil
No Brasil, um dos nomes de referência nessa transformação é Dr. Luciano Pellegrino, ortopedista e cirurgião de coluna do Hospital Sírio-Libanês.
Com formação nos Estados Unidos e na Coréia do Sul — país considerado berço da endoscopia da coluna —, o médico atua como difusor dessas técnicas minimamente invasivas no Brasil, com resultados consistentes.
“Nosso objetivo é tratar doenças da coluna com o menor trauma possível. A endoscopia de coluna oferece uma visão ampliada e detalhada da região, permitindo maior precisão, menos dor e recuperação mais rápida”, explica o especialista.
A endoscopia de coluna consiste em introduzir uma microcâmera, através de uma pequena incisão de aproximadamente 1 centímetro, na qual é possível sob visualização direta, remover partes do disco lesado e fragmentos herniados, descomprimindo e aliviando a pressão no nervo sobre o disco.

O procedimento reduz o sangramento, preserva os tecidos e proporciona recuperação mais rápida ao paciente.
Segundo o Dr. Luciano Pellegrino, a técnica é indicada para hérnia de disco, estenose do canal vertebral, bicos de papagaio, artrose na coluna e compressões neurológicas.

Benefícios comprovados
• Menor dor pós-operatória;
• Alta hospitalar no mesmo dia;
• Menor risco de infecção e complicações;
• Retorno precoce às atividades diárias e profissionais;
• Cicatriz de apenas 1 cm.
Desafios e futuro da cirurgia de coluna
Apesar dos avanços, especialistas alertam que a endoscopia não é “cirurgia simples”, e sim um procedimento altamente tecnológico que exige treinamento específico. O custo dos equipamentos e a curva de aprendizado ainda são desafios no Brasil.
Mas o futuro é promissor. A combinação entre endoscopia, robótica e sistemas de navegação computadorizada já é realidade em centros internacionais. Para o Dr. Pellegrino, esse é o caminho a seguir:
“As tecnologias vão tornar a cirurgia cada vez mais precisa e segura. O desafio é ampliar o acesso e formar novos especialistas para que mais pacientes se beneficiem”, afirma.
Entretanto, o especialista em coluna faz questão de destacar:
“É importante termos em mente que a maioria dos casos de dor na coluna é tratada sem cirurgia. Mais de 90% dos casos evoluem muito bem com o tratamento clínico e atividades físicas orientadas. Quando algum procedimento é necessário, técnicas como a endoscopia de coluna oferecem um caminho mais seguro e de rápida recuperação ao paciente.”
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