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Dor de cabeça súbita: Marcos Daniel Xavier alerta para aneurisma cerebral

Neurocirurgião explica quando o sintoma pode indicar emergência e quais fatores exigem avaliação individual

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20/05/2026 • 14:45 • Atualizado em 20/05/2026 • 14:45

Dor de cabeça súbita: Marcos Daniel Xavier alerta para aneurisma cerebral

Dor de cabeça súbita: Marcos Daniel Xavier alerta para aneurisma cerebral

TV NOTÍCIAS ASSESSORIA DE IMPRENSA- BRASIL NEWS

Uma dor de cabeça súbita, intensa e diferente do padrão habitual pode ser um sinal de alerta para problemas neurológicos graves. Embora a maior parte das dores de cabeça tenha causas benignas, algumas características exigem atenção imediata, especialmente quando há suspeita de ruptura de aneurisma cerebral.

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O aneurisma cerebral ocorre quando há uma dilatação anormal em um vaso sanguíneo do cérebro. Em muitos casos, a alteração pode permanecer silenciosa. O quadro se torna mais grave quando há rompimento, situação que pode provocar sangramento intracraniano e exige atendimento de urgência.

O neurocirurgião Marcos Daniel Xavier afirma que o primeiro passo diante do diagnóstico é fazer o paciente compreender a doença antes de discutir qualquer conduta.

“Quando o paciente chega ao consultório com aneurisma, a primeira etapa é explicar a doença. Ele precisa entender o que está acontecendo, como aquela alteração se formou e quais caminhos podem ser considerados a partir dali. A decisão sobre o tratamento deve vir depois dessa compreensão, porque o paciente e a família precisam participar do processo com clareza.”

Dor de cabeça súbita pode indicar emergência

O principal sinal de alerta descrito pelo especialista é uma dor de cabeça de início abrupto, muito forte e sem semelhança com episódios anteriores. Essa característica diferencia a dor associada à ruptura de aneurisma de quadros mais comuns, como crises de enxaqueca ou cefaleias tensionais.

Segundo Marcos Daniel Xavier, a intensidade e a velocidade de instalação da dor são pontos importantes.

“Quando o aneurisma rompe, a dor costuma ser descrita como a pior dor de cabeça da vida. Ela aparece de forma súbita, atinge intensidade máxima rapidamente e não segue o padrão de uma dor que vai piorando aos poucos ao longo do dia. Mesmo pacientes que já convivem com enxaqueca geralmente percebem que se trata de uma dor diferente.”

Além da dor súbita, alterações neurológicas como desmaio, confusão mental, perda de força, dificuldade para falar, alteração visual ou rebaixamento do nível de consciência também exigem avaliação imediata. A orientação é procurar serviço de urgência diante de sintomas intensos, repentinos ou fora do padrão habitual.

Aneurisma nem sempre apresenta sintomas

Um dos desafios do aneurisma cerebral é que ele pode não provocar sintomas antes da ruptura. Em algumas situações, a alteração é descoberta durante exames solicitados por outros motivos. Quando cresce de forma significativa, o aneurisma também pode comprimir estruturas próximas e causar manifestações neurológicas.

A ausência de sintomas, no entanto, não significa ausência de risco. A conduta depende de fatores como tamanho, localização, formato do aneurisma, idade do paciente, histórico familiar, presença de doenças associadas e condições clínicas gerais.

“O aneurisma pode se comportar de maneiras diferentes. Quando rompe, provoca um quadro agudo, com dor muito intensa e necessidade de atendimento imediato. Quando cresce, pode passar a comprimir estruturas do cérebro e gerar sintomas conforme a região afetada. Por isso, a avaliação precisa ser individualizada.”

Tabagismo e pressão alta merecem atenção

A prevenção envolve o controle de fatores que podem aumentar o risco de formação ou ruptura de aneurismas. Entre os pontos destacados pelo neurocirurgião estão o tabagismo e a hipertensão arterial.

O cigarro, segundo Marcos Daniel Xavier, deve ser tratado como fator relevante no acompanhamento desses pacientes. A pressão alta também precisa ser controlada, pois pode contribuir para maior estresse sobre os vasos sanguíneos.

“O tabagismo é um fator importante tanto para predisposição quanto para risco de ruptura em quem já tem aneurisma. A orientação não deve ser feita em tom de julgamento, mas com informação clara: o paciente precisa saber quais riscos estão envolvidos, conversar com a família e buscar ajuda especializada se decidir parar de fumar.”

Em alguns casos, atividades físicas que elevam muito a pressão abdominal, torácica e intracraniana também podem exigir orientação específica. Isso não significa que todo paciente com aneurisma deva abandonar exercícios, mas que a liberação deve considerar as características do quadro.

Tratamento pode ser cirúrgico ou endovascular

O tratamento do aneurisma cerebral não segue uma fórmula única. Alguns casos podem ser acompanhados, enquanto outros exigem intervenção. Entre as possibilidades estão o tratamento endovascular, feito por cateterismo, e a cirurgia aberta, com colocação de clipe para excluir o aneurisma da circulação.

A escolha depende da anatomia do aneurisma, do risco de ruptura, das condições clínicas do paciente e da estratégia considerada mais segura para cada situação.

“Hoje existem diferentes caminhos para tratar um aneurisma. O procedimento endovascular pode ser indicado em determinados casos, assim como a cirurgia aberta pode ser mais adequada em outros. O mais importante é não tratar todos os pacientes da mesma forma. A indicação depende do desenho do aneurisma, da localização e do risco envolvido em cada abordagem.”

Na cirurgia aberta, o clipe é usado para fechar o aneurisma e impedir que ele continue recebendo fluxo sanguíneo. Já no tratamento endovascular, o acesso costuma ser feito por cateter, com dispositivos colocados no interior do vaso para tratar a dilatação.

Tecnologia ajuda a reduzir riscos

Os avanços tecnológicos mudaram a forma de planejar e realizar procedimentos neurocirúrgicos. Microscópios de alta precisão, exames de imagem mais detalhados e monitorização neurofisiológica intraoperatória contribuem para ampliar a segurança, embora nenhum procedimento seja isento de risco.

A monitorização neurofisiológica permite acompanhar, durante a cirurgia, sinais relacionados ao funcionamento do sistema nervoso. Com o paciente anestesiado, a equipe recebe informações em tempo real que podem ajudar a identificar alterações durante o procedimento.

“Em cirurgias de aneurismas, tumores e coluna, a monitorização neurofisiológica acrescenta segurança porque acompanha respostas do cérebro, da medula e dos nervos durante o ato cirúrgico. Se houver alteração relevante, a equipe é avisada e pode ajustar a conduta. É uma tecnologia que auxilia, mas não substitui planejamento, experiência e indicação correta.”

O especialista reforça que falar sobre riscos é parte essencial do cuidado. A comunicação transparente evita falsas expectativas e permite que o paciente compreenda os motivos da indicação.

“Toda cirurgia tem riscos. O papel do médico não é esconder isso, mas explicar por que o procedimento foi indicado e o que será feito para reduzir esses riscos. Equipe experiente, material adequado, tecnologia e planejamento fazem parte desse processo.”

Informação ajuda a enfrentar o medo

O diagnóstico de aneurisma cerebral costuma gerar insegurança imediata. Para muitas pessoas, o medo está tanto na doença quanto na possibilidade de uma cirurgia no cérebro. Por isso, a informação precisa ser clara, cuidadosa e acessível.

Marcos Daniel Xavier defende que o paciente seja orientado de forma didática, com explicação sobre exames, alternativas terapêuticas e riscos envolvidos. Também considera importante que as pessoas verifiquem a formação do profissional responsável pelo atendimento.

“O paciente tem acesso a muitas informações, mas precisa saber filtrar. Verificar formação, registro profissional e especialização é uma atitude importante. Ainda assim, a internet não substitui a avaliação médica, porque cada aneurisma tem características próprias e cada paciente precisa de uma conduta individualizada.”

A mensagem central é de equilíbrio: não transformar toda dor de cabeça em pânico, mas também não ignorar sinais intensos, súbitos ou incomuns. Diante de uma dor abrupta e incapacitante, a busca por atendimento deve ser imediata.

Quem é Marcos Daniel Xavier

Marcos Daniel Xavier de Oliveira Santos é neurocirurgião, com formação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Araguari, em Minas Gerais, e residência médica em Neurocirurgia pela Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Possui título de especialista pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e atua em Anápolis, Goiânia e Ceres.

Sua prática médica reúne o atendimento a doenças da coluna, aneurismas, tumores cerebrais e outras condições do sistema nervoso. Além da atuação clínica e cirúrgica, também contribui para a formação acadêmica como professor da liga de neurocirurgia da UniEvangélica, em Anápolis

CRM 18937 • RQE 17450.

Instagram: @dr.marcosxavier