
Embraer
Igor Santos Oliveira
Após o governo dos Estados Unidos retirar a tarifa de 40% sobre a importação de produtos in natura brasileiros, a Embraer tem expectativa de que a tarifa zero para o setor aeronáutico seja retomada. A medida foi anunciada no início da semana.
Atualmente, a fabricante brasileira de aeronaves é taxada em 10% nas exportações para os EUA.
Em nota, a empresa afirmou que segue confiante de que os governos do Brasil e dos Estados Unidos chegarão a um acordo satisfatório para ambos os países, baseado no aumento do comércio bilateral, restabelecendo o status de tarifa zero para o setor aeronáutico.
“Defendemos que Brasil e Estados Unidos celebrem um acordo bilateral, semelhante aos anunciados entre Estados Unidos e Reino Unido, bem como entre União Europeia e Estados Unidos, que restabeleceram tarifas zero para o setor”, diz o comunicado da Embraer.
A nova medida dos EUA, que tem efeito retroativo a 13 de novembro, é válida para itens como café, carne, frutas tropicais (banana, açaí, coco, abacaxi) e produtos “especiais”.
O ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, destacou que o Brasil ainda enfrenta desvantagem significativa na exportação de manufaturados e defendeu uma negociação contínua para a eliminação das tarifas restantes.
Internamente, a redução parcial das tarifas tem reflexo imediato no câmbio. O dólar fechou o dia a R$ 5,33, e a expectativa é de que continue em queda, o que favorece a desaceleração da inflação.
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