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Estrada de Ferro de Campos do Jordão tem leilão adiado

São previstos investimentos de cerca de R$ 315 milhões para a modernização e manutenção da ferrovia

REDAÇÃO BAND VALE
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02/04/2026 • 10:09 • Atualizado em 02/04/2026 • 10:09

Estrada de Ferro

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Divulgação/Governo do Estado

O Governo de São Paulo atualizou o cronograma da concessão do Complexo Turístico Ferroviário da Estrada de Ferro Campos do Jordão. Agora, os envelopes devem ser entregues até 9 de junho de 2026, e o leilão está marcado para 12 de junho, na B3, na capital paulista.

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A mudança, feita pela Secretaria de Parcerias em Investimentos, atende a pedidos de interessados e amplia o prazo para análise e preparação das propostas, com o objetivo de aumentar a competitividade e atratividade do projeto.

Segundo o governo, a decisão segue as regras do edital e reforça o compromisso com transparência, diálogo com o setor privado e segurança jurídica.

Edital para concessão

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado (SPI), publicou nesta segunda-feira (19), o edital da concessão da Estrada de Ferro Campos do Jordão, projeto voltado à valorização do turismo e do patrimônio histórico da região da Serra da Mantiqueira.

São previstos investimentos de cerca de R$ 315 milhões para a modernização e manutenção da ferrovia, incluindo estações, trens históricos e demais estruturas de apoio à operação turística

O leilão está marcado para 29 de abril de 2026, na Bolsa de Valores, B3, em São Paulo, e definirá o parceiro privado responsável pela operação e pela revitalização do complexo turístico ferroviário.

O edital também prevê a revitalização e reabertura do Parque Reino das Águas Claras, com acesso gratuito ao público, ampliando a oferta de espaços de lazer e convivência.

Sobre a Estrada de Ferro

A Estrada de Ferro Campos do Jordão, inaugurada em 1914, é um marco fundamental para o desenvolvimento e a história da região da Serra da Mantiqueira.

Idealizada pelos médicos sanitaristas Emílio Ribas e Victor Godim, a ferrovia foi construída para vencer um desafio geográfico impressionante: um desnível de 1.000 metros, partindo de Pindamonhangaba até atingir o ponto culminante ferroviário do país, a 1.700 metros de altitude.

Diferente de outras ferrovias de montanha, ela opera por aderência, sem o uso de cremalheiras, enfrentando inclinações desafiadoras que superam os 11%.

A linha férrea tem 47 quilômetros de trilhos, que contam com oito serviços ferroviários: Trem de Subúrbio, Trem Turístico de Piracuama, Trem do Mirante, Bonde Turístico, Bonde Turístico Urbano, Maria Fumaça, Trens Temáticos de Turismo e Trem de Serra. Eles atendem as cidades de Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão.

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