Band Vale

Estupro coletivo em SJCampos: Mãe de vítima pede medida protetiva

A adolescente teria sido violentada por pelo menos seis pessoas no bairro Galo Branco

REDAÇÃO BAND VALE
REDAÇÃO BAND VALE

10/04/2026 • 17:06 • Atualizado em 10/04/2026 • 17:06

A mãe da menina de 12 anos, vítima de um estupro coletivo em São José dos Campos, solicitou oficialmente uma medida protetiva para a filha nesta semana. O caso ocorreu no final do mês passado no bairro Galo Branco, mas só chegou ao conhecimento da família 15 dias depois, após a divulgação de vídeos dos abusos na internet.

Compartilhar

Dinâmica do crime no Galo Branco

Segundo a denúncia, a vítima estava em uma pista de skate quando foi abordada por um indivíduo que lhe ofereceu bebida alcoólica. Após ficar embriagada e perder a consciência, a menina foi levada para uma residência próxima à praça, onde teria sido violentada por pelo menos seis pessoas.

Os criminosos registraram os abusos e publicaram as imagens em redes sociais. Após o ato, a menina foi abandonada em um banco na Praça do Galo Branco.

Investigação e implicações criminais

O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São José dos Campos. Especialistas jurídicos apontam que os envolvidos podem responder por uma série de crimes graves. Além do estupro de vulnerável, a pena é aumentada por se tratar de um estupro coletivo, conforme previsto no Código Penal.

A legislação brasileira também prevê punições rigorosas para quem registra, filma ou compartilha imagens de sexo envolvendo menores de idade. Embora menores de idade envolvidos possam receber punições consideradas brandas, há indícios de que adultos também participaram do crime.

Dados de violência sexual na região

O caso acende um alerta sobre a segurança de mulheres e vulneráveis no Vale do Paraíba. Nos dois primeiros meses deste ano, a região registrou 132 casos de estupro. Desse total, 32 ocorrências foram em São José dos Campos, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

Advogados ressaltam a importância de que as leis sejam efetivamente fiscalizadas e aplicadas, destacando que muitas mulheres ainda deixam de denunciar por medo ou falta de uma rede de apoio consolidada.

Tópicos relacionados