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Exportações do Vale do Paraíba crescem 13,3% no primeiro semestre de 2026

Entre janeiro e junho, a região movimentou US$ 4,95 bilhões, contra US$ 4,37 bilhões registrados no mesmo período de 2025

REDAÇÃO BAND VALE
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06/07/2026 • 10:25 • Atualizado em 06/07/2026 • 11:50

Exportação

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As exportações do Vale do Paraíba cresceram 13,3% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho, a região movimentou US$ 4,95 bilhões, contra US$ 4,37 bilhões registrados no mesmo período de 2025

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Segundo o painel do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as cidades de São José dos Campos, Ilhabela e Pindamonhangaba lideraram o ranking regional de exportações. São José dos Campos ficou na primeira posição, com US$ 1,52 bilhão exportados, seguida por Ilhabela, com US$ 1,31 bilhão, e Pindamonhangaba, com US$ 770,6 milhões.

Segundo o economista e pesquisador do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Unitau, William Retamiro, o resultado é reflexo da diversificação econômica da região.

O Vale do Paraíba tem uma indústria diversificada e também diferentes parceiros estratégicos. Essa variedade de mercados e a força de setores como o aeronáutico, o automotivo e o petrolífero ajudam a manter o crescimento das exportações, afirma.

Principal exportadora da região, São José dos Campos teve os Estados Unidos como principal destino das vendas ao exterior, responsáveis por 59,6% das exportações. O destaque ficou para o setor aeronáutico: 68,7% dos embarques foram de outros veículos aéreos, como aviões e helicópteros, além de veículos espaciais, incluindo satélites, veículos de lançamento e suborbitais.

Em Ilhabela, no Litoral Norte, o comércio exterior foi concentrado no setor de petróleo. 100% das exportações do município foram de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, tendo a China como principal compradora, respondendo por 60% do total exportado.

Pindamonhangaba teve a Índia como principal parceiro comercial, responsável por 55,3% das exportações. Os principais produtos embarcados foram chapas e tiras de alumínio e óleos brutos de petróleo, que juntos representaram 49% das vendas externas do município.

"A diversificação industrial e dos destinos das exportações fortalece a economia da região. Além disso, o setor petrolífero tem papel importante, especialmente em municípios como Ilhabela, onde 100% das exportações são desse segmento", destaca William Retamiro.

Exportações do Vale caem 8% em 2025

As exportações do Vale do Paraíba somaram R$ 10,12 bilhões em 2025, no acumulado de janeiro a dezembro, o que representa uma redução de 8% em relação a 2024, quando o volume chegou a R$ 11,06 bilhões.

O desempenho regional foi impactado por quedas expressivas em municípios estratégicos, apesar do crescimento registrado em São José dos Campos e Taubaté.

São José dos Campos liderou as exportações em 2025, com R$ 4,06 bilhões, resultado que representa aumento de 10% na comparação com 2024, quando o município exportou R$ 3,68 bilhões. A maioria das exportações teve como destino os Estados Unidos, com produtos como helicópteros, aviões, veículos de lançamento e veículos suborbitais.

Em Taubaté, o crescimento foi ainda mais expressivo: as exportações saltaram de R$ 660,5 milhões em 2024 para R$ 1,00 bilhão em 2025, uma alta de 52%, colocando a cidade entre os principais destaques positivos do ano.

Por outro lado, Ilhabela registrou uma queda de 27%, passando de R$ 2,61 bilhões em 2024 para R$ 1,88 bilhão em 2025. Em Pindamonhangaba, a retração foi de 36%, com as exportações recuando de R$ 1,59 bilhão para R$ 1,00 bilhão no período analisado.

A maior queda percentual ocorreu em São Sebastião, onde o volume exportado caiu 44%, saindo de R$ 1,20 bilhão em 2024 para R$ 672,8 milhões em 2025.

O balanço indica que, embora alguns polos industriais tenham apresentado recuperação ou expansão, a redução nas exportações de municípios ligados à atividade portuária e logística pesou no resultado final da região em 2025.

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