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Guaratinguetá: Funcionárias de creche são afastadas por maus-tratos

Mãe de bebê de 1 ano e 4 meses escondeu gravador na mochila do filho e flagrou profissionais da rede municipal fazendo ofensas e ameaçando agressões.

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21/08/2026 18:18 • Atualizado há 65 dias

Guaratinguetá: Funcionárias de creche são afastadas por maus-tratos

Três funcionárias da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professor Sylvio de Sousa Mendes, no bairro Vila de Santana, em Guaratinguetá, foram afastadas de suas funções após uma denúncia de maus-tratos contra um bebê de 1 ano e 4 meses. O caso, registrado na Delegacia de Polícia como submeter criança a vexame, veio à tona depois que a mãe da criança desconfiou de mudanças severas no comportamento do filho e decidiu colocar um gravador escondido em sua mochila, registrando áudios nos quais as profissionais dizem que o aluno é "chato" e que ele "vai apanhar também".

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Gravação revela agressões verbais e ameaças

Os pais do bebê, Maria Eduarda e Felipe, relataram que o menino passou a apresentar episódios frequentes de choro assustado durante a noite, além de voltar da creche extremamente carente. Após ouvir da coordenação escolar que seu filho estava bem e que deveria "confiar no trabalho" da equipe, a mãe seguiu seu instinto e enviou o filho à aula com um gravador oculto.

Nas gravações obtidas, é possível ouvir uma criança chorando ao fundo enquanto uma das funcionárias diz que o aluno é chato e que não o alimentou. Na sequência, outra profissional afirma que ele não irá dormir naquele momento e que "vai apanhar também". De acordo com a família, o menino sofreu severa pressão psicológica, apresentando comportamento retraído, medo de contato físico com outras pessoas e crises de choro ao perceber que será levado à escola.

Prefeitura de Guaratinguetá e Secretaria de Educação tomam providências

Em nota oficial, a Prefeitura de Guaratinguetá, por meio de sua Secretaria Municipal de Educação, confirmou o afastamento preventivo da professora e da monitora envolvidas desde a última segunda-feira (17). A formalização administrativa da medida foi publicada no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira (21).

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A administração pública informou ainda que a Profissional de Apoio Escolar (PAE), também presente em sala de aula no momento das gravações, foi afastada pela Organização Social do Terceiro Setor responsável por sua contratação. Toda a equipe gestora da unidade escolar passará por um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para que as responsabilidades da coordenação e diretoria sejam integralmente apuradas.

A prefeitura declarou que a apuração é conduzida com rigor e imparcialidade e que, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não divulgará novos detalhes para preservar a identidade do bebê e de sua família. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.

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