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Hat-trick brasileiro na Champions: Veja lista de quem já fez e mais marcou

BANDFY BRUNA BOZANO

09/01/2026 • 08:21 • Atualizado em 09/01/2026 • 08:21

Hat-trick brasileiro na Champions: Veja lista de quem já fez e quem mais marcou

Hat-trick brasileiro na Champions: Veja lista de quem já fez e quem mais marcou

Divulgação

No dicionário não oficial do futebol, poucas palavras carregam tanto peso e euforia quanto "hat-trick". Marcar três gols em uma única partida é o ápice da performance individual, um feito que separa os bons jogadores das lendas. Quando esse feito acontece no palco mais iluminado do futebol mundial, a UEFA Champions League, ele se torna eterno.

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Para os brasileiros, a relação com o gol é quase simbiótica. Desde os primórdios da competição, nossos artilheiros têm deixado sua marca com classe, potência e, claro, muitos gols.

Mas quem são os heróis que conseguiram a proeza de balançar as redes três vezes no mesmo jogo? E quem são os brasileiros com mais gols e recordes acumulados? Vamos mergulhar na história, nos números e na magia dos artilheiros que transformaram a Champions em seu palco particular.

Brasileiros com hat-tricks na Champions

A relação entre o Brasil e a Champions League é longa e frutífera. Ao longo das décadas, diversos jogadores conseguiram levar a bola para casa após marcarem três gols. A lista é extensa e reflete a qualidade técnica que exportamos para a Europa.

  • Romário (PSV): AEK Atenas em 1992.
  • Rivaldo (Barcelona): Contra o Milan em 2000.
  • Ronaldo (Real Madrid): Contra o Manchester United em 2003.
  • Ronaldinho Gaúcho (Barcelona): Contra a Udinese em 2005.
  • Kaká (Milan): Contra o Anderlecht em 2006.
  • Adriano (Inter de Milão): Contra o Artmedia em 2005.
  • Jadson (Shakhtar Donetsk): Contra o Basel em 2008.
  • Grafite (Wolfsburg): Contra o CSKA Moscou em 2009.
  • Luiz Adriano (Shakhtar Donetsk): Recordista brasileiro em gols em um único jogo.
  • Neymar (Barcelona e PSG): O único a marcar hat-tricks por dois times diferentes.
  • Philippe Coutinho (Liverpool): Em Moscou em 2017.
  • Gabriel Jesus (Manchester City): Contra os dois times, Dínamo Zagreb e Shakhtar Donetsk.
  • Lucas Moura (Tottenham): A virada na semifinal em 2019.
  • Rodrygo (Real Madrid): Jogo contra o Galatasaray em 2019.
  • Vinícius Júnior (Real Madrid): Partida contra o time Borussia Dortmund em 2024.
  • Raphinha (Barcelona): Em 2024.
  • Evanilson (Porto): Jogo contra o Royal Antwerp em 2023.

A presença massiva de brasileiros nessas estatísticas não é apenas coincidência. É o resultado de um estilo de jogo ofensivo que se adapta bem às ligas europeias.

Os recordistas: Quem mais marcou 3 gols em um jogo?

Não basta fazer um hat-trick; alguns jogadores transformaram isso em hábito. Quando analisamos os dados, percebemos que certos atletas têm uma facilidade impressionante para "matar" o jogo sozinhos. Entre os brasileiros, a disputa pelo topo da lista de hat-tricks é acirrada e cheia de estrelas de primeira grandeza.

Com a popularidade crescente do torneio e a imprevisibilidade desses desempenhos individuais, o interesse extracampo também dispara. Fãs ao redor do globo tentam prever quem será o próximo craque a levar a bola para casa. Esse fenômeno movimenta intensamente o setor de entretenimento esportivo, onde desde casas tradicionais até uma plataforma chinesa bet registram um aumento significativo no volume de análises e palpites quando grandes artilheiros entram em campo, provando que o fascínio pelo "jogo bonito" é verdadeiramente universal.

O reinado de Luiz Adriano e Neymar

Luiz Adriano e Neymar dividem o topo dessa estatística específica. Ambos conseguiram o feito de marcar três (ou mais) gols em uma única partida da Champions League em três ocasiões diferentes.

Luiz Adriano, ídolo do Shakhtar Donetsk, teve uma fase iluminada na Ucrânia. Ele entrou para a história não apenas pelos três hat-tricks, mas por ter marcado cinco gols em uma única partida contra o BATE Borisov, em 2014. Esse feito o colocou ao lado de Lionel Messi e Erling Haaland como os únicos a conseguirem tal proeza na era moderna da competição.

Neymar, por sua vez, distribuiu seus hat-tricks entre Barcelona e Paris Saint-Germain. Seu primeiro foi contra o Celtic, em 2013, vestindo a camisa do Barça. Depois, repetiu a dose pelo PSG contra o Estrela Vermelha (2018) e İstanbul Başakşehir (2020). A versatilidade e a capacidade de finalização de Neymar o colocam como o maior artilheiro brasileiro geral da competição, e seus múltiplos hat-tricks apenas confirmam seu status.

Gabriel Jesus na perseguição

Logo atrás dos líderes, temos Gabriel Jesus. O atacante, que brilhou intensamente no Manchester City antes de se transferir para o Arsenal, soma dois hat-tricks na competição. Sua movimentação inteligente e faro de gol permitiram que ele se destacasse em um time recheado de estrelas sob o comando de Pep Guardiola. Jesus é a prova de que a nova geração continua mantendo o legado vivo.

Hat-tricks que ficaram na memória

Estatísticas são importantes, mas o futebol é feito de momentos e emoções. Nem todos os hat-tricks têm o mesmo peso. Alguns ocorreram em fases de grupos contra adversários mais frágeis, enquanto outros decidiram classificações em estádios hostis contra gigantes europeus. Vamos relembrar três atuações que definiram o que é ser um craque brasileiro na Europa.

Ronaldo Fenômeno vs Manchester United (2003)

Talvez o hat-trick mais icônico de um brasileiro na história da competição. Nas quartas de final, o Real Madrid foi até Old Trafford enfrentar o poderoso Manchester United. Ronaldo Fenômeno estava em uma noite inspirada. Ele marcou três vezes, mostrando todo o seu repertório: arranque, finalização precisa e posicionamento.

O que tornou esse momento eterno não foram apenas os gols, mas a reação da torcida adversária. Ao ser substituído, Ronaldo foi aplaudido de pé pelos torcedores do United no "Teatro dos Sonhos". Uma reverência rara e merecida para uma das maiores atuações individuais da história do torneio.

Lucas Moura vs Ajax (2019)

Na semifinal de 2019, o Tottenham tava dando o que falar e perdia a partida de futebol por 2 a 0 no intervalo (3 a 0 no agregado) para o surpreendente Ajax, em Amsterdã.

No segundo tempo, Lucas Moura, na visão de muitos, chamou a responsabilidade. Marcou o primeiro, o segundo... e no último segundo dos acréscimos, marcou o terceiro gol com a perna esquerda, classificando o Tottenham para sua primeira final de Champions League na história. Foi um roteiro de cinema, com o brasileiro chorando no gramado após o apito final.

Rivaldo vs Milan (2000)

Em um duelo de titãs na fase de grupos, Barcelona e Milan empataram em 3 a 3 no San Siro. Todos os três gols do Barça foram marcados por Rivaldo. O camisa 10 estava no auge de sua forma física e técnica.

Cobranças de falta magistrais, dribles curtos e uma frieza assustadora na frente do gol marcaram aquela atuação. Embora o Barcelona não tenha vencido o jogo, a performance de Rivaldo ficou marcada como uma aula de como um meia-atacante deve atuar.

A evolução dos goleadores brasileiros

Ao observar a linha do tempo desses feitos, notamos uma evolução no perfil dos jogadores brasileiros na Europa. Nas décadas de 90 e 2000, os hat-tricks vinham principalmente de centroavantes clássicos (Romário, Adriano, Ronaldo) ou meias extremamente ofensivos (Rivaldo, Kaká, Ronaldinho). Eram jogadores que centralizavam as jogadas e tinham a responsabilidade primária de decidir.

Hoje, o futebol moderno exige mais dinamismo. Os pontas, ou wingers, ganharam protagonismo. Vemos isso claramente com Vinícius Júnior e Rodrygo no Real Madrid, ou Raphinha no Barcelona. Eles não são apenas finalizadores; são criadores de jogadas que partem da lateral para o centro.

O hat-trick de Vinícius Júnior contra o Borussia Dortmund em 2024 exemplifica essa mudança. Ele combinou velocidade para contra-ataques letais com uma melhora significativa na finalização, algo que ele aprimorou drasticamente nas últimas temporadas. Isso mostra que o jogador brasileiro continua se adaptando taticamente sem perder a essência do drible e da ousadia.

O que dizem os especialistas

A recorrência de brasileiros marcando três gols em jogos decisivos não passa despercebida pela imprensa internacional e por ex-jogadores. Zico, o maior ídolo do Flamengo e craque da Seleção, comentou recentemente sobre essa nova safra:

"O futebol europeu sempre exigiu tática, mas o drible e o improviso brasileiro quebram qualquer esquema defensivo. Quando você vê o Vini ou o Rodrygo decidindo jogos com três gols, você vê a essência do nosso futebol vencendo a rigidez tática."

Pep Guardiola, técnico que comandou Gabriel Jesus no Manchester City, também já elogiou a mentalidade dos atacantes brasileiros:

"Eles têm uma alegria diferente ao jogar, mas também uma fome de gol incrível. Gabriel, por exemplo, não para de pressionar e buscar o gol por 90 minutos. Essa intensidade é o que gera oportunidades para marcar não só um, mas dois ou três gols."

Essa percepção reforça que o "hat-trick" não é apenas um número estatístico, mas uma consequência da forma como o brasileiro encara o jogo: sempre buscando o ataque.

O futuro dos brasileiros na Champions

O cenário para os próximos anos é extremamente promissor. Com Vinícius Júnior e Rodrygo já consolidados como estrelas globais no Real Madrid, e novos talentos como Endrick chegando aos grandes palcos, a tendência é que a lista de hat-tricks brasileiros continue crescendo.

Além disso, vemos o ressurgimento de protagonistas em outros clubes. Raphinha assumiu um papel de liderança no Barcelona, e jogadores como Gabriel Martinelli e Gabriel Jesus no Arsenal mantêm o Brasil em evidência na Inglaterra. A Champions League continuará sendo o teste definitivo. É lá que a técnica encontra a pressão máxima.