
Caso foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo
Divulgação/ MPSP
Um homem foi condenado a mais de 30 anos de prisão pela morte de outro homem que dormia na casa de sua ex-companheira, além de agredi-la em Caraguatatuba.
A sessão do Tribunal do Júri que resultou na condenação de Lucas Rodrigues da Silva foi realizada na sexta-feira (24).
A denúncia sobre o caso, ocorrido em outubro de 2022, foi apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Segundo a Promotoria, o réu manteve um relacionamento amoroso com a mulher, que foi agredida por ele diversas vezes.
Após o término do relacionamento, a mulher passou a ser perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro, que invadiu a casa dela, no bairro Perequê-Mirim, e a agrediu com um soco.
O homem que estava dormindo com a mulher na casa tentou intervir, mas foi atingido por Lucas com um pedaço de madeira e ficou desacordado.
Em seguida, o agressor extirpou os órgãos genitais do homem e foi até a casa de uma vizinha, onde a ex-companheira havia se escondido. Ele agrediu a mulher e a forçou a acompanhá-lo em sua fuga.
Segundo a tese sustentada pelo promotor Renato Queiroz de Lima, o réu agiu movido por um sentimento de posse pela mulher, além de acreditar que ela estava se relacionando com a vítima do homicídio.
Lucas Rodrigues da Silva foi condenado a 32 anos e 11 meses de prisão em regime fechado, por violação de domicílio, lesão corporal, furto, constrangimento ilegal e perseguição. Ele também foi condenado a mais 2 anos e 9 meses no regime semiaberto.
Por meio de nota, a defesa do réu afirma que devido as peculiaridades do processo, que envolve vítima do sexo feminino, e visando resguardar a dignidade e a honra de todos os envolvidos neste episódio, se manifestará exclusivamente nos autos.
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