Band Vale

Imersa e Spryx: as startups brasileiras de agentes de IA em destaque no RJ

Conheça duas startups brasileiras que se dedicam inteiramente ao desenvolvimento de aplicações reais da IA dentro de empresas brasileiras.

BANDFY

08/06/2026 • 12:46 • Atualizado em 08/06/2026 • 19:06

Imersa e Spryx: as startups brasileiras de agentes de IA em destaque

Imersa e Spryx: as startups brasileiras de agentes de IA em destaque

Divulgação

As equipes da Imersa (SP) e da Spryx (RN) desembarcam no Rio de Janeiro na semana do maior evento de tecnologia da América Latina, cada uma avançando em uma frente diferente.

Compartilhar

O que elas resolvem impacta diretamente o mercado B2B. Durante anos, inteligência artificial dentro das empresas foi sinônimo de um assistente superficial que só respondia perguntas (por exemplo, os famosos ChatGPT, Gemini, Claude) em conversas pouco aprofundadas. A geração que chega agora está determinada a levar o uso nas empresas além. Os chamados

“Agentes de IA” devem dominar a nova era, porque são entidades contextualizadas que usam a inteligência artifical com mais profundidade, ativados por gatilhos ou rotinas e com funções próprias, eles recebem um objetivo e correm atrás dele: conduzem uma conversa, decidem dentro de regras, executam tarefas e aprendem com cada resultado. É uma tecnologia que supera o uso casual e começa a entrar na operação real das empresas; o Brasil já tem especialistas empenhados nessa missão. Duas dessas startups desembarcam no Rio de Janeiro nesta semana.

Entre 8 e 11 de junho, o Riocentro recebe o Web Summit Rio 2026, na quarta edição seguida do maior evento de tecnologia da América Latina, com mais de 1.500 startups, 600 investidores e 34 mil pessoas. É mais do que uma feira: é o principal palco onde empresas de inovação encontram o capital necessário para crescer. Ao contrário do negócio tradicional, uma startup mira geralmente em mercados globais e desenvolvem suas soluções para as mais diversas áreas, com premissas de grande valor para os clientes. Essas instituições dedicam tempo, testes e recursos para inventar, inovar e construir. Por isso, para a sua concepção e desenvolvimento, muitas vezes elas avançam para além da venda dos produtos (ou antes mesmo de começar a vender), e se potencializam com o aporte por investidores anjo, fundos de investimentos e outras manobras corajosas para crescimentos exponenciais, todo esse capital permite que elas sobrevivam e alcancem um nível de entrega cada vez maior. Soluções como essas podem fazer com que o Brasil se torne referência na área.

E quais são essas startups? A primeira é a Imersa, fundada no interior de São Paulo, focada no treinamento contínuo de times comerciais com simulações de agentes. No meio de milhares de startups que estarão no evento, ela foi uma das escolhidas a dedo para o palco do Showcase no Web Summit Rio, onde vai apresentar sua plataforma para investidores de todos os países.

O ponto de partida é um incômodo que toda empresa conhece: times comerciais não têm previsibilidade na performance, vendedores antigos se acomodam, os inquietos trocam de empresa e os novos custam tempo dos experientes. No melhor dos casos, um bom líder tem uma leitura consciente dos painéis, mas dificilmente vai conseguir agir de forma individual para cada um que precisa, há poucos dados e os vendedores não expõem fraquezas voluntariamente.

Há chances reais de que mesmo dentro dos melhores times, falhas de atuação e consistência possam passar despercebidas e custar oportunidades, contratos. Dinâmicas em grupo, role plays e palestras podem ser importantes, mas uma ferramenta inteligente no estímulo da prática e na identificação de pontos de melhoria é o que muda o jogo. É o que a Imersa traz para a mesa.

A virada está na abordagem. A Imersa potencializa o time humano e entrega o que nenhum treinamento tradicional alcançava: um ambiente seguro e desafiador para o profissional treinar contra agentes de inteligência artificial, que simula situações reais leads/prospects em voz, em texto, em vídeo, reagindo ao vendedor em tempo real com apontamento de erros e acertos. Se o agente não for convencido ou perder o interesse, ele desliga na hora!

Veteranos se aprimoram constantemente, novatos aprendem mais rápido, e todo mundo acaba revelando os próprios vícios: o maneirismo, a palavra que se repete, a fraqueza na hora de negociar, a abertura que não engata, a demora na resposta, a quebra de objeção. Nada disso costuma aparecer num treinamento de sala, em que o time todo ouve a mesma teoria e ninguém é olhado por dentro. A Imersa traz os relatórios detalhados na mão de quem dirige o comercial para agir com maestria. E como toda a plataforma está contextualizada na realidade da empresa, há um impacto real na realidade do vendedor, o treinamento entra na rotina e não demora.

Antes de começar o dia, o vendedor faz quinze minutos contra os agentes e já entra no campo aquecido. A empresa investe nos seus geradores de receita e acende a máquina outra vez.

A Imersa tem três anos e meio de estrada, quatorze integrantes no time, mais de cem clientes atendidos com entrega de serviços e consultoria comercial. A plataforma foi construída nas trincheiras, escutando os clientes e vivendo a mesma dor. Foi nesse corpo a corpo, empresa após empresa, que os fundadores Perina, CEO, e Gabriel Henrique, COO, tomaram uma importante decisão: parar completamente as entregas de projetos comerciais e dedicar 100Ú equipe e dos recursos para a plataforma.

"Hoje, no Brasil, as empresas soltam o time para caçar sem ajudá-los a afiar a faca.", diz Perina.

"Não estamos aqui para assistir decisores de grandes empresas destruindo setores de venda por bots genéricos e alternativas preguiçosas, aqui a gente atua na tecnologia para a potência humana.” - a operação da imersa aposta na entrada de mercado pela comunidade e pelo marketing de base, a marca já soma mais de 160 mil seguidores no Instagram e cerca de 700 mil no Facebook.

Agora, falando em agentes transformando empresas por completo, você vai gostar de conhecer a solução destes caras!

A Spryx, startup que também é destaque na área, chega ao Rio nesta primeira semana de junho, fortalecendo a missão de empresas feitas para aprimorar empresas. Essa startup atuana dor de negócios onde a inteligência artificial deixou de ser tendência e virou necessidade. O uso básico já fazia parte do dia-a-dia de alguns setores, mas transformar essa tecnologia em resultado concreto ainda trava a maioria das empresas: roda-se um piloto, vê-se funcionar na demonstração e o projeto raramente vira processo, consumindo orçamento sem mostrar retorno.

A plataforma da Spryx foi feita para resolver isso. Ela permite criar, operar e monitorar agentes de IA próprios, programas que atuam em vendas, atendimento ao cliente e operações internas.

O diferencial está no controle: em vez de pilotos isolados que somem na gaveta, a empresa ganha governança, segurança, custos previsíveis e um retorno sobre investimento que dá para acompanhar em tempo real. Há um construtor visual para montar os agentes e um painel que mede a performance de cada um. É, na prática, o que faltava para a IA deixar de ser promessa e entrar na operação diária.

À frente da Spryx estão Fernando Trullench, CEO, com os sócios Pedro Cantidio, responsável por produto e IA, e Luiz Gomes, na operação técnica.

"A IA já provou que funciona. O desafio agora é fazer ela operar com controle e mostrar resultado, e é exatamente isso que a gente entrega", diz Trullench.

A proposta já rendeu reconhecimento no ecossistema de inovação: a startup é apoiada por aceleradoras e parceiros de peso, como o Plug and Play, do Vale do Silício, a FGV Ventures,

a La Fabrique (BNP Paribas e Edenred), a ABES e o Hub de IA do WhatsApp, da Meta.

A Spryx faz com que a auditoria e integração dos agentes dentro de sistemas corporativos seja uma ação viável, com retornos tangíveis. Com ela, uma empresa se torna capaz de adotar inteligência artificial de forma escalável para diferentes tipos de necessidade, projetos alinhados às exigências do ambiente enterprise.

Se algum dia você já pensou que a IA permaneceria longe da aplicação na sua empresa ou na sua área, é porque você ainda não sabia que pessoas com a coragem de testar e validar fariam das suas missões de vida encontrar soluções para ajudar empresas como a sua, em áreas como a sua.

Nosso país, com cada vez mais notoriedade nas pautas de tecnologia, é uma terra fértil para mentes brilhantes.

Há algo maior em jogo nas duas histórias. A transição de empresas que apenas testam IA para empresas que operam com ela de verdade pode representar o começo de um novo tempo, na forma como os negócios extraem valor, crescem e se potencializam com inteligência artificial.

É nesse ponto de inflexão que investidores e startups são capazes de escrever a história juntos.Perina e Trullench apresentam suas jornadas nesta semana para outros países e investidores, em rodada de captação inicial e conversas com anjos/fundos.

Vale visitá-los para ver de perto. Quem estiver no Web Summit Rio pode conhecer seus stands durante o evento.

Para os demais, a Imersa está em @imersa e em imersa.com.br;

E para conhecer a Spryx, em spryx.ai e @spryx.ai