
INTELIGENCIA ARTIFICIAL NA GESTÃO DE FORNECEDORES
Imagem gerada por IA
“O que a maioria das empresas enxerga hoje é só a ponta visível da sua cadeia de fornecedores”, afirma Pedro Maciel, COO e head de produtos Latam.
Ele se refere ao dado da McKinsey que indica que 80% das interrupções nas cadeias globais vêm de fornecedores de nível 2 ou além, justamente onde apenas 6% das organizações têm visibilidade real, segundo a Gartner.
Maciel alerta que essa limitação não é tecnológica, mas estrutural. “Dado sem ação não resolve”, diz. O problema não está na falta de IA ou automação, mas está na base desestruturada, em dados desconectados e processos manuais que impedem decisões antecipadas.
Essa combinação de cegueira operacional e pressão por velocidade comercial explica por que tantas organizações ainda operam de forma reativa e, ao mesmo tempo, perdem oportunidades que só quem tem gestão de fornecedores baseada em dados consegue enxergar antes.
IA não é o problema e também não é a resposta sozinha
Para Pedro Maciel, é exatamente por isso que a IA tem falhado nas empresas. “80% dos projetos de AI falham por esses dois motivos principais. Um: falta de entendimento do problema de fato a ser resolvido. O outro é a questão da falta de dados estruturados.”
O executivo reforça que a maioria das empresas ainda opera de forma reativa e que operar no escuro custa mais caro do que prevenir com dados, no entanto, ele também entende que a IA, sozinha, não transforma a gestão de fornecedores.
“Só a IA vai solucionar todos esses desafios? Não vai, mas ela é parte da solução”, diz. Sua visão coloca três pilares como inegociáveis para a gestão moderna de fornecedores e para a evolução do procurement: dados estruturados, processo claro, e pessoas com capacidade de ação estratégica.
“Processos sem tecnologia e com pessoas, ele vira um processo manual e ineficiente. Tecnologia sem processo só gera problema, é um investimento que não gera retorno. Trazer e fazer com que esses três pilares trabalhem em conjunto é a forma para se tornar mais estratégico”, reforça.
O caminho da eficiência: padronização, automação e inteligência contínua
É nessa direção que o CIAL360 Supplier se posiciona: uma plataforma que centraliza dados globais, automatiza a análise e acelera a tomada de decisão para qualificar novos fornecedores mais rápido, reduzir tempo de onboarding e antecipar oportunidades antes da concorrência.
A solução opera sobre o D-U-N-S Number, o “CNPJ global” adotado por empresas como Apple, Siemens, Volkswagen e Google, permitindo monitorar múltiplos níveis da cadeia com inteligência contínua, preditiva e orientada a negócio.
Dado parado não resolve e, para Pedro, “IA sem base sólida só reforça a ineficiência existente. A transformação só acontece quando o uso da tecnologia é consequência de visão estratégica e decisão consciente de sair do modo reativo”.
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