
Isabela Desidério orienta sobre efeitos do emagrecimento acelerado
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Emagrecimento saudável exige mais do que perda rápida de peso
A popularização dos medicamentos utilizados no emagrecimento ampliou o interesse do público pelo tema, mas também trouxe dúvidas sobre segurança, acompanhamento médico e efeitos no organismo. Nesse cenário, a condução da perda de peso de forma gradual e individualizada pode fazer diferença não apenas no resultado metabólico, mas também na preservação da pele, do cabelo e da massa muscular.
Para a médica Isabela Desidério, um dos principais erros está na tentativa de acelerar o processo a qualquer custo. Segundo ela, quando o emagrecimento acontece de forma agressiva, o corpo pode responder com sinais que vão além da balança e que afetam diretamente estruturas como os fios, a qualidade da pele e a sustentação muscular.
“O emagrecimento agressivo é muito passível de complicações. Muitas vezes, o paciente quer perder muito peso em pouco tempo, usa doses altas por conta própria e associa isso a jejuns prolongados. Esse cenário favorece intercorrências e também efeitos como queda de cabelo, flacidez, perda de massa muscular, além de complicações graves como pancreatite .”, afirma.
Uso sem acompanhamento pode aumentar os riscos
O alerta da médica acompanha uma preocupação crescente em torno do uso de medicamentos sem avaliação individualizada. Em vez de tratar o emagrecimento como uma estratégia isolada, a condução precisa considerar histórico clínico, rotina, alimentação, composição corporal e a forma como cada organismo responde ao tratamento.
Nesse contexto, Isabela destaca que a pressa costuma comprometer tanto a segurança quanto a qualidade do resultado. A perda de peso muito acelerada, segundo ela, pode aumentar o risco de complicações e dificultar a manutenção dos resultados ao longo do tempo.
“O emagrecimento saudável precisa ser conduzido de forma mais lenta, com reposição de vitaminas e minerais quando necessário, atividade física e acompanhamento contínuo. A ideia é minimizar efeitos colaterais e respeitar o funcionamento do corpo”, diz.
Pele e cabelo também sentem os efeitos do emagrecimento acelerado
Embora muitas pessoas associem o emagrecimento apenas à redução de gordura corporal, o processo pode repercutir em diferentes tecidos do organismo. Segundo a médica, quando há perda de peso rápida, sem suporte adequado, o corpo pode apresentar reflexos visíveis na pele e no cabelo.
No caso da pele, a redução abrupta de peso pode favorecer a flacidez, especialmente quando há perda de sustentação tecidual e muscular. Já no cabelo, o organismo pode responder com aumento da queda dos fios, afinamento e redução do volume, sobretudo em situações em que o emagrecimento ocorre com restrição importante, baixa ingestão proteica ou desequilíbrios nutricionais.
Esse impacto costuma gerar frustração porque o paciente muitas vezes busca melhora da imagem corporal, mas passa a lidar com novas queixas estéticas e funcionais no percurso. Por isso, a avaliação clínica precisa ir além do peso e considerar também os sinais que o corpo dá durante o processo.
“Além do resultado na balança, é preciso observar cabelo, pele, composição corporal e energia. Quando esse processo é bem conduzido, a proposta não é apenas emagrecer, mas preservar saúde e reduzir perdas que podem acontecer no caminho”, explica.
Queda de cabelo e perda de massa muscular pedem atenção
Entre os sinais que merecem atenção, Isabela cita a queda de cabelo e a sarcopenia, quadro caracterizado pela perda de massa muscular. Em termos práticos, isso significa que o paciente pode até emagrecer, mas com piora da qualidade corporal, redução de força e repercussões que afetam bem-estar e autoestima.
Na avaliação da médica, esse é um ponto importante porque parte do público ainda enxerga o emagrecimento como sinônimo automático de saúde. No entanto, quando não há planejamento, o corpo pode perder não apenas gordura, mas também estruturas essenciais para sua manutenção.
“No emagrecimento saudável, eu trabalho com protocolos para que o paciente emagreça de forma mais lenta, com reposição de minerais e vitaminas, atividade física, ajuste hormonal individualizado e estruturação do fio de cabelo para minimizar esses efeitos colaterais”, pontua.
Efeito rebote não deve ser tratado de forma simplista
Outro ponto frequente entre as dúvidas dos pacientes envolve o chamado efeito rebote. Para Isabela Desidério, o termo costuma ser usado de forma genérica e, em muitos casos, não explica sozinho o que ocorre após a interrupção do tratamento.
De acordo com a médica, o ganho de peso pode estar mais relacionado ao retorno de antigos hábitos alimentares e à suspensão inadequada da medicação do que a uma reação inevitável do organismo. Por isso, a retirada, quando indicada, também deve ser conduzida com acompanhamento.
“Muitas vezes, a pessoa se acostuma a comer menos durante o uso da medicação e, quando interrompe sem orientação, retoma o padrão anterior. Por isso, o desmame deve ser lento e gradual, sempre dentro de uma estratégia de mudança de estilo de vida”, ressalta.
Mudança de hábitos continua no centro do tratamento
Mesmo com o avanço de recursos terapêuticos, a médica reforça que não há solução isolada para o controle de peso. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e hidratação seguem como pilares do cuidado, tanto durante quanto após o tratamento.
A observação ajuda a deslocar o foco da promessa de resultado rápido para uma visão mais ampla de saúde. Em vez de tratar o emagrecimento como uma fase temporária, a conduta deve ser pensada como reorganização de hábitos e manutenção a longo prazo.
“Não é uma mudança por pouco tempo. É um cuidado que precisa continuar. Alimentação saudável, exercício físico, sono e ingestão de água seguem como base, porque não existe resultado consistente sem essa estrutura”, ressalta.
O aspecto emocional também faz parte do processo
Embora o foco principal esteja na informação médica, o emagrecimento também envolve inseguranças, expectativas e frustrações que interferem na jornada do paciente. Alterações na aparência, na qualidade da pele, no cabelo e na disposição física podem repercutir diretamente na autoestima, especialmente quando o processo é conduzido sem planejamento.
Por isso, a orientação individualizada tende a ser relevante não apenas para reduzir riscos clínicos, mas também para alinhar expectativas e tornar o percurso mais sustentável. Em um cenário marcado por pressa e comparações, a perda de peso gradual pode representar uma escolha mais segura e realista.
Quem é Isabela Desidério
Isabela Tiveron Sgobi Desiderio Silva é médica formada em Medicina pela UNIMAR, em Marília, interior de São Paulo. Com atuação há mais de 20 anos e há quase 15 anos voltada à dermatologia integrativa, tricologia e emagrecimento, construiu sua trajetória profissional no Mato Grosso, onde atuou por cerca de dez anos no serviço público antes de consolidar a atuação em clínica própria.
À frente do Instituto Isabela Desidério e da Granmuni Clínica de Vacinas, desenvolve um trabalho com abordagem integrativa voltada a dermatologia, tricologia, emagrecimento e estética. No instituto, o atendimento é conduzido com foco multiprofissional, avaliação individualizada, escuta cuidadosa e acompanhamento contínuo, unindo técnica e humanização como bases da experiência do paciente.
CRM MT: 4804 | CRM GO 10552
Instagram: @draisabelatdesiderio | @granmunivacinas
Site: https://draisabeladesiderio.com

FOTOS: Jonathan Costa
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