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Jovens priorizam saúde mental a salários mais altos, aponta pesquisa

Estudo revela que 62% dos profissionais de 16 a 29 anos no Brasil aceitariam receber menos em troca de um ambiente corporativo mais saudável

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26/08/2026 13:24 • Atualizado há 60 dias

Jovens priorizam saúde mental a salários mais altos, aponta pesquisa

Uma pesquisa nacional realizada pela Fundação Itaú revelou que 62% dos jovens brasileiros com idade entre 16 e 29 anos aceitariam ganhar menos se isso significasse trabalhar em um ambiente de trabalho mais saudável. Essa mudança de comportamento reflete como as novas gerações enxergam o equilíbrio entre a vida pessoal e a carreira profissional, priorizando a qualidade de vida em detrimento de ambições estritamente financeiras.

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O novo conceito de sucesso profissional

Antigamente, a definição de sucesso no mercado de trabalho estava fortemente baseada em cargos elevados e altos salários, independentemente do custo para a saúde mental. No entanto, essa mentalidade vem dando espaço para uma nova perspectiva: crescer e construir uma carreira sustentável, sem colocar a saúde ou a qualidade de vida em segundo plano.

Os jovens buscam cada vez mais flexibilidade, vagas em modelo home office e ambientes corporativos que estejam alinhados com seus propósitos e expectativas de vida.

O assistente de recrutamento Wesley, que trabalha diretamente com a seleção de Jovens Aprendizes, confirma essa forte tendência. Segundo ele, o público jovem que está ingressando no mercado prioriza de forma expressiva o cuidado com a mente, a qualidade de vida e a oferta de bons benefícios no momento de escolher uma vaga de emprego.

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Falta de respeito e longas jornadas motivam demissões

O desejo por um ambiente corporativo empático e acolhedor é tão forte que 69% dos jovens que já trabalharam afirmam ter pedido demissão por vontade própria. Entre as principais razões apontadas para a saída voluntária das empresas estão:

  • Falta de respeito e tratamento inadequado por parte de lideranças;
  • Longas jornadas de trabalho;
  • Acúmulo de funções.

A empatia dos gestores se torna um fator decisivo de retenção de talentos. O jovem João Francisco, que recentemente passou pela perda difícil de seu pai, relata que seu chefe diminuiu sua carga de trabalho para apoiá-lo no momento de luto. Para ele, o suporte humanizado foi fundamental. "Dou completa importância para um local e um empregador que seja empático e cuide da saúde mental dos seus colaboradores", afirma.

O desafio de adaptação para os gestores

A velocidade de pensamento e o foco em inovação característicos dos jovens muitas vezes colidem com estruturas organizacionais rígidas. Especialistas apontam que muitas corporações e gestores ainda não estão preparados para receber e integrar esse perfil mais ágil de forma assertiva e respeitosa. O descompasso entre o que a nova geração busca e o que o mercado tradicional oferece indica que a saúde mental se consolidará, nos próximos anos, como o pilar central de sobrevivência das empresas.

Jovens priorizam saúde mental a salários mais altos, aponta pesquisa