
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Reprodução
O médico cardiologista, de 59 anos, preso nesta quinta-feira (12), suspeito de importunação sexual contra uma paciente durante atendimento, permanece detido por decisão da Justiça. Durante as investigações, a polícia identificou indícios de que o caso pode não ter sido isolado, havendo registros anteriores envolvendo o mesmo profissional em situações semelhantes.
Em nota, o Tribunal de Justiça informou que a audiência de custódia foi realizada nesta sexta-feira (13/2). Segundo o órgão, nenhuma irregularidade foi identificada no cumprimento do mandado de prisão, e o médico permanece preso.
As investigações tiveram início a partir de registro de ocorrência feito pela paciente, que relatou condutas de natureza libidinosa durante a consulta. No processo, a vítima relata que foi apalpada na região peitoral, por debaixo de sua blusa pelo denunciado, que também teria encostado e esfregado seu órgão genital na vítima.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido por policiais civis de Ubatuba em um em um condomínio residencial no bairro Mato Dentro, após representação formal da Autoridade Policial e manifestação favorável do Ministério Público.
Em nota, a defesa do médico afirmou que “permanecem confiantes de que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso do processo”.
Leia a nota na íntegra:
No momento, o processo encontra-se em fase inicial e tramita sob análise das autoridades competentes. Por respeito ao devido processo legal e ao sigilo profissional, a defesa não irá se manifestar sobre o mérito neste momento. Permanecemos confiantes de que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso do processo.
Já a clínica onde o médico atuava, afirmou que “realizou mediatamente o afastamento preventivo [do médico] de todas as atividades assistenciais, medida adotada antes de qualquer divulgação pública e mantida até a completa apuração pelas autoridades competentes.”
Leia a nota na íntegra:
A IntegralMed informa que, ao tomar conhecimento da denúncia envolvendo profissional que atuava em suas dependências, realizou imediatamente o afastamento preventivo de todas as atividades assistenciais, medida adotada antes de qualquer divulgação pública e mantida até a completa apuração pelas autoridades competentes. A IntegralMed reafirma seu compromisso com a segurança, a dignidade e o respeito aos pacientes, repudiando qualquer conduta que contrarie princípios éticos e legais. Desde o primeiro momento, há colaboração integral com as autoridades responsáveis pela investigação, permanecendo a instituição à disposição para fornecimento das informações necessárias dentro dos limites legais aplicáveis.
Em respeito a qualquer pessoa que eventualmente se sinta impactada, orienta-se que relatos sejam encaminhados diretamente aos órgãos oficiais de apuração, a fim de garantir a adequada investigação dos fatos. Por se tratar de investigação referente a conduta individual ainda em apuração, esclarece-se que, até o momento, não há indicação de relação com protocolos ou práticas institucionais. O profissional não realiza atendimentos na clínica desde a ciência da denúncia. Em razão do dever legal de sigilo e para não interferir na investigação em curso, não é possível divulgar detalhes adicionais neste momento.
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