
Mulher é presa acusada de racismo contra menino de 12 anos em Guaratinguetá
Reprodução
Uma mulher de 41 anos foi presa em flagrante na tarde deste domingo (19), acusada de racismo contra uma criança de 12 anos durante um jogo de futebol entre Manthiqueira e Corinthians pelo Campeonato Paulista sub-12, no Estádio Dário Rodrigues Leite, em Guaratinguetá.
De acordo com o boletim de ocorrência, durante o jogo, uma das crianças informou ao árbitro que estava sendo alvo de insultos raciais vindos de uma mulher na arquibancada. O ato foi confirmado por um dos gandulas da partida.
A suspeita prestou depoimento e teve a prisão em flagrante decretada. A mulher foi encaminhada à Cadeia Pública de Lorena, onde permaneceu à disposição da Justiça.
O caso
O juiz da partida precisou ativar o protocolo antirracismo. Um jogador da equipe de Guaratinguetá, foi alvo de ofensas racistas proferidas por torcedores corintianos que estavam nas arquibancadas do Estádio Dário Rodrigues Leite.
De acordo com a súmula da partida, o árbitro paralisou o jogo, ativou o protocolo antirracismo, e colheu o depoimento da vítima com as autoridades presentes. O jogo, que estava no final, foi reiniciado, mas o atleta não seguiu em campo devido ao seu estado emocional.
Na súmula, o árbitro também informou que durante a parada técnica do segundo tempo, atletas da equipe mandante relataram maus comportamentos da torcida visitante, e devido a isso, um funcionário do Corinthians se dirigiu até a torcida para instrui-la a um melhor comportamento.
Em nota publicada nas redes sociais, o clube da região também se manifestou: "No jogo houve um vencedor pelo placar, mas todos nós perdemos! Racismo é crime no futebol e na vida!”“Ontem foi um dia que apesar de querermos esquecer, precisará ficar na memória de todos. Racismo não se tolera e só pra lembrar… são crianças de 12 anos! Isso ocorreu com nosso atleta da base do sub12. Toda nossa solidariedade e justiça à ele!” - diz trecho da nota publicada nas redes sociais.
Em nota, a Federação Paulista de Futebol (FPF), manifestou “profunda indignação e revolta” com mais um ato de racismo. “A FPF reforça seu repúdio a todo e qualquer ato racista e reafirma que o Futebol Paulista não tolera a participação de racistas em suas competições. Choca ainda mais o fato de, neste caso, ser um ato contra uma criança que apenas está jogando futebol. A FPF seguirá vigilante e atuante para que nenhuma pessoa, muito menos crianças, sejam alvos de crimes como este.” - diz trecho final da nota.
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