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Mulher morre na recepção do HMUT em Taubaté; polícia investiga o caso

Marcela Santos Miguel da Conceição tinha 28 anos e possuía o diagnóstico de pedra nos rins

Por Redação
REDAÇÃO

28/11/2025 • 17:56 • Atualizado em 28/11/2025 • 17:56

Marcela tinha 28 anos e deixa dois filhos

Marcela tinha 28 anos e deixa dois filhos

Arquivo pessoal

A Polícia Civil investiga um caso de morte suspeita após uma mulher passar mal e morrer na recepção do HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté) nesta sexta-feira (28).

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De acordo com o boletim de ocorrência, Marcela Santos Miguel da Conceição, de 30 anos, passou mal e, no domingo (23), foi socorrida na UPA Santa Helena, onde recebeu diagnóstico de pedra nos rins. No local, ela recebeu medicação para ajudar na expulsão natural da pedra, que, segundo os médicos, era pequena. Ainda com dores, Marcela voltou à UPA na quarta-feira (26), onde realizou exames e recebeu medicamentos mais fortes para expelir a pedra.

Na quinta-feira (27), ao notar inchaço abdominal, ela procurou a UPA Central, onde novamente foi medicada e liberada para continuar o tratamento em casa.

Na manhã desta sexta-feira (28), com dores intensas e o abdômen inchado, Marcela, acompanhada da mãe, foi ao HMUT. Na recepção, recebeu um documento e foi orientada a se dirigir a outro setor do hospital, onde relatou novamente os sintomas.

No entanto, foi informada que o atendimento naquele setor era exclusivo para casos de ginecologia e que deveria se dirigir à UPA San Marino. Diante da impossibilidade de atendimento, a mãe de Marcela acionou o SAMU, mas antes da chegada da ambulância, a paciente perdeu os sentidos. Ao chegarem, os socorristas constataram que Marcela já havia falecido.

A Polícia Militar foi acionada e o caso foi registrado como morte suspeita.

O que diz o HMUT

Por meio de nota, o HMUT lamenta o falecimento de Marcela dos Santos Miguel da Conceição e expressa solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Segundo o hospital, na manhã desta sexta-feira (28), a paciente procurou atendimento na instituição. Após a avaliação inicial, foi identificado que a situação apresentada não se enquadrava nos atendimentos de urgência e emergência oferecidos pelo hospital, voltados às especialidades de Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria.

Ainda de acordo com a instituição, a paciente recebeu orientação para dirigir-se a uma unidade de Pronto Atendimento, onde o atendimento apropriado poderia ser prestado.

Durante esse período, a paciente e sua acompanhante solicitaram o acionamento do SAMU para o transporte até a unidade adequada. Enquanto aguardavam a chegada da equipe, a paciente apresentou piora súbita ainda na recepção. Ao perceber a gravidade da situação, a equipe do hospital acionou imediatamente o suporte médico disponível e realizou todas as medidas possíveis naquele momento. Infelizmente, a paciente já se encontrava sem sinais vitais quando o atendimento emergencial foi iniciado.

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