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Museus e Música: O Segredo de Campos do Jordão

Você Conhece a História Escondida do Auditório Claudio Santoro? Descubra o Museu a Céu Aberto Que Abriga 88 Obras em Campos.

Por Redação
REDAÇÃO

22/11/2025 • 12:46 • Atualizado em 22/11/2025 • 12:46

Museus e Música: O Segredo de Campos do Jordão

Museus e Música: O Segredo de Campos do Jordão

Produção

O Auditório Cláudio Santoro é mundialmente reconhecido por sediar apresentações de artistas de renome nacional e internacional. No entanto, muitos não sabem que ele está situado dentro de um vasto espaço cultural: o Museu a Céu Aberto Felícia Leirner.

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Esses espaços, de gestão conjunta com a Secretaria de Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Estado de São Paulo, oferecem uma combinação única de história, arte e natureza em Campos do Jordão.

Auditório Claudio Santoro: Acústica e Inovação

O Auditório Cláudio Santoro teve sua construção iniciada em 1975 e foi inaugurado em 1979. O projeto arquitetônico, idealizado pelos sócios Jeancarlo Gasperini, Prinho Crot e Roberta Flalo, foi o vencedor de um concurso e respeitou o declive natural do terreno, o que contribuiu significativamente para a acústica.

Os arquitetos conceberam o local como um anfiteatro, semelhante a um teatro grego, onde a sala não necessitaria de artefatos acústicos adicionais. Inicialmente, o projeto original previa uma estrutura inteiramente aberta de concreto puro (cimento armado com ferro), buscando uma integração direta entre música e natureza.

No entanto, devido ao intenso frio de Campos do Jordão, foi necessária a instalação dos vidros. Essa adaptação é crucial, pois ela permite manter o ar quente dentro da sala, essencial para aquecer o público e, principalmente, garantir que os instrumentos mantenham a afinação, já que o ar quente tende a subir.

O Auditório é a casa e sede oficial do Festival de Inverno, mas durante os outros meses do ano, o espaço recebe diversos eventos que visam atrair tanto o turista quanto o jordanense.

O Museu a Céu Aberto Felícia Leirner

A artista que dá nome ao museu, Felícia Leirner, veio da Polônia para o Brasil, fixando residência em Campos do Jordão, em parte buscando sossego ao lado de seu marido, que era industrial têxtil.

O museu nasceu de um convite: a artista foi chamada pelo governador para conhecer o Auditório e, ao se deparar com o gramado e o morro, decidiu doar suas obras para que ficassem permanentemente expostas. Felícia Leirner foi a própria curadora do museu, definindo a localização exata de cada peça.

Ao todo, o museu exibe 88 obras, que representam cinco fases da trajetória da artista. As obras são colocadas em composição com a paisagem natural circundante, interagindo com elementos como a Pedra do Baú ou a luz do sol.

A última fase da artista é chamada de "Recortes na Paisagem", onde ela retrata a natureza através do seu olhar, permitindo que o público enxergue a paisagem através da obra. Uma peça notável é a obra "Sombra", feita para contrastar com o sol. Essa obra, que possui formato vertical e horizontal, monta um reflexo exato no chão em um horário preciso do dia, indicando o mesmo desenho de um lado com a sombra do outro.

Cultura e Sabor no Felícia Café Literário

Para completar o passeio que une natureza e cultura, os visitantes podem desfrutar do Felícia Café Literário, que oferece opções como pratos executivos rápidos, salgados e tortas especiais.

No café, é possível encontrar mais uma obra da artista, chamada "Bicho", feita em 1970 em cimento branco armado com ferro. Além disso, todo domingo o espaço conta com música ao vivo através do projeto Toriba Musical.

O complexo Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro funciona como um catalisador cultural, onde a arte se funde com a arquitetura e o clima da serra, assim como um instrumento musical precisa de uma temperatura específica para manter sua afinação, o museu e o auditório dependem da integração perfeita entre arte, arquitetura e ambiente para oferecer uma experiência completa.

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