O retorno ao trabalho presencial e o novo dress code pós-pandemia: como se vestir para o trabalho em 2026?
O home office vem deixando de ser uma realidade para quem trabalha no mundo corporativo. Cerca de 83% dos 1.300 CEOs entrevistados pela KPMG CEO Outlook, prevê um retorno total ao escritório até 2027. Os motivos são os mais variados e vão desde a dificuldade de implementar uma cultura organizacional forte estando à distância, até o excesso de reuniões que são necessárias para os alinhamentos do dia a dia.
Junto com o retorno, o guarda-roupa corporativo voltou a ser uma preocupação tanto dos colaboradores quanto das corporações. Definitivamente ele já não é o mesmo de antes da pandemia — e, para muitos profissionais, especialmente os mais jovens, essa volta tem gerado dúvidas, inseguranças e até erros de leitura sobre imagem profissional.
O dress code do trabalho mudou (mas não totalmente)
Por muito tempo o ambiente corporativo foi regido por códigos claros do que pode e o que não pode, a fórmula era simples: ternos, tailleurs, camisas sociais e uma estética que comunicava formalidade, hierarquia e autoridade. Porém, os anos em home office e a própria mudança social e cultural dos últimos 5 anos alteraram um pouco essa lógica.
O conforto passou a ser prioridade e a maioria das empresas entenderam que não precisam ser mais tão rígidas quanto à proibição do tênis ou do jeans, por exemplo. Questões de gênero, rompimento com alguns dos antigos padrões estéticos e uma maior diversidade no ambiente corporativo também refletem nesta nova forma de se vestir para o trabalho. Mas, não se engane: apesar da maior flexibilidade, as empresas ainda esperam um look de trabalho adequado e condizente com o novo corporativismo.
O que não mudou (na grande maioria das empresas) são aquelas velhas regras básicas no que diz respeito a: não usar roupas curtas, decotadas, em mau estado, evitar excessos nos acessórios e na maquiagem e manter os cuidados com a higiene diariamente. Em suma, as empresas esperam que os colaboradores se vistam de maneira profissional, não necessariamente formal, mas que transmitam respeito e credibilidade.
O retorno do dress code por escrito para a nova geração
Um dos principais desafios desse novo cenário está na chegada de uma geração que começou a vida profissional em meio à pandemia. Profissionais com menos de cinco anos de mercado, em muitos casos, nunca vivenciaram o escritório tradicional.
Esses jovens aprenderam a se posicionar profissionalmente por meio de telas, reuniões virtuais e ambientes informais. Para eles, o conceito de “roupa de trabalho” é abstrato — e frequentemente confuso.
Por conta desta dificuldade, as empresas têm retornado ao velho, porém repaginado, código de vestimenta por escrito. A diferença é que agora alguns itens que antes entravam na lista dos “proibidos” agora são permitidos na grande maioria das corporações, como o tênis, a calça jeans e a camiseta. Para a elaboração destes códigos, muitas empresas têm contratado os serviços de Consultores de Imagem, que além do auxílio na construção das orientações, também dão treinamentos de imagem profissional para as equipes, conscientizando-as da importância da adequação no ambiente de trabalho. Eu já estive em mais de 30 empresas levando este assunto aos colaboradores e líderes e essa procura só aumenta.
A grande vantagem de um dress code por escrito está na clareza do que é esperado e isso facilita a rotina do colaborador ao se vestir para o trabalho e também do RH. que com este material em mãos pode orientar de forma mais objetiva e sem o viés do gosto pessoal ou do “eu acho”.
Afinal, como se vestir para o trabalho presencial em 2026?
O retorno ao presencial reacendeu a consciência sobre imagem profissional. O look voltou a ser um elemento de posicionamento, principalmente em ambientes onde promoções, liderança e visibilidade dependem da presença física.
Mais do que tendência de moda, o novo dress code corporativo exige equilíbrio entre conforto, estilo pessoal e estratégia de carreira. E como fazer isso na prática?
- Entenda o que a empresa espera da sua imagem profissional. Na dúvida converse com o RH, com seu líder direto e observe como a maior parte dos colaboradores se vestem.
- Algumas peças são chave para começar: um blazer, uma camisa ou camiseta branca, uma calça social escura, um sapato fechado e acessórios mais discretos.
- Pense no público que você lida no dia a dia, seja interno ou externo. Que mensagem a seu respeito você quer transmitir para essas pessoas?
- Tenha clareza dos seus objetivos profissionais, eles te ajudarão a se vestir melhor para o trabalho: onde você quer chegar?
Como Consultora de Imagem há 6 anos e mais de 500 clientes atendidos, o que eu posso garantir à você é que por mais que o dress code corporativo tenha se flexibilizado, a imagem pessoal ainda conta muitos pontos dentro das empresas. Uma roupa inadequada pode te impedir de alcançar promoções e boas oportunidades, portanto tenha tanto zelo com a sua imagem quanto com a sua formação e capacitação. A sua imagem pessoal não está acima da sua competência, mas ela pode erguer uma barreira entre você e as boas oportunidades do caminho.
Laura Blane, Consultora de Imagem e Estilo. Instagram: @blanelaura
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