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Operação da PF mira esquema milionário em SJCampos e Caraguatatuba

Operação teve como objetivo desarticular organização criminosa especializada na utilização de créditos fiscais fraudulentos

REDAÇÃO BAND VALE
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07/05/2026 • 09:45 • Atualizado em 07/05/2026 • 09:45

Operação da PF mira esquema milionário em SJCampos e Caraguatatuba

Operação da PF mira esquema milionário em SJCampos e Caraguatatuba

Divulgação: PF

Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (7) teve desdobramentos no Vale do Paraíba e Litoral Norte, com ações em São José dos Campos e Caraguatatuba para combater um esquema de fraudes fiscais milionário.

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Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada, escritórios de advocacia e consultorias tributárias para oferecer soluções ilegais a clientes, incluindo empresas e até prefeituras. O esquema também contaria com a participação de servidores públicos, o que ampliava o alcance das fraudes.

As ações fazem parte das operações “Títulos Podres” e “Consulesa” (fase 2), deflagradas em conjunto com a Receita Federal do Brasil e o Ministério Público Federal. O objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada no uso de créditos fiscais fraudulentos para quitar ou reduzir indevidamente tributos federais.

Em São José dos Campos e Caraguatatuba, foram cumpridos mandados de busca e apreensão ligados à operação “Títulos Podres”, que mira lideranças e operadores financeiros do esquema. Ao todo, essa frente da investigação cumpre 40 mandados e seis prisões temporárias em diversos estados.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, captação ativa de clientes e uso de mecanismos para ocultar e dissimular valores, incluindo movimentações financeiras pulverizadas, prática que também caracteriza lavagem de dinheiro.

Já a operação “Consulesa” cumpre 29 mandados de busca e quatro prisões preventivas em estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, com prejuízos estimados em cerca de R$ 670 milhões aos cofres públicos.

No total, mais de 200 policiais federais e 43 auditores e analistas da Receita Federal participaram da ação. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores para garantir o ressarcimento dos danos, que, apenas na operação “Títulos Podres”, podem chegar a R$ 100 milhões.

As investigações continuam e novas fases não estão descartadas.

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